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Intel propõe tecnologia que protege jogadores (e os objetos da sala)

Sensores montados no ambiente alertam quando o usuário está muito perto de qualquer coisa que quebre, bata ou machuque.

A Intel recebeu no último dia 18 o registro de patente número 8333661, que descreve uma tecnologia de segurança que permite que um console de jogo seja capaz de alertar o jogador que ele esteja na iminência se sofrer algum acidente por estar muito próximo da tela, de algum objeto ou mesmo de outra pessoa ao seu redor.

De fato ocorrências deste tipo são famosas entre os jogadores de Wii da Nintendo…

… ou do Kinect da Microsoft:

Segundo o pedido da patente, a nova geração de sistemas de jogos oferecem meios que permitem que o usuário possa interagir com alguns jogos sem o uso de controladores, detectando e reagindo aos movimentos do corpo do jogador. Entretanto, falta de algum tipo de mecanismo de segurança nestes sistemas que previna possíveis acidentes causados por impactos involuntários.

Assim a proposta da Intel é que o console de jogo disponha de alguns tipos de sensores (movimento, proximidade, etc.) que monitorem constantemente a posição tanto o jogador quanto os objetos ao seu redor…

… e caso ele perceba que o usuário está ultrapassando sua “zona de segurança” (linha tracejada/seta laranja) o sistema pausa o jogo e alerta o jogador que ele está muito perto de algo, minimizando assim ao risco de sofrer um acidente pessoal, quebrar alguma coisa e o pior de tudo: pagar um mico no Youtube. >:-)

Dando uma lida no texto da patente, o que deu para entender é que a Intel não está exatamente projetando um videogame e sim descrevendo algum tipo de chip multicore que incorpore tais recursos de segurança.

De fato ele até descreve o seu funcionamento básico, o que deve demandar uma boa capacidade de processamento em tempo real, diga-se de passagem:

Como dissemos anteriormente, nada leva a crer que a Intel esteja trabalhando em um console de jogo (mas a CES 2013 é daqui a duas semanas, quem sabe?)  Mas isso tem tudo a ver com as recentes pesquisas do pessoal de Santa Clara envolvendo sistemas cada vez mais reativos e perceptuais, o que deve produzir inúmeras idéias (como essa) que são preservadas e protegidas por meio de patentes que podem um dia — ou não — chegar ao mercado na forma de um produto.

Mais informações aqui.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.