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Intel mostra ultrabook Haswell com tela destacável e um All-In-One para a família

A segunda parte da coletiva da Intel aqui na CES 2013 foi conduzida por Kirk Skaugen, vice-presidente corporativo e gerente geral do grupo de PC Client da Intel. Ele descreveu a plataforma Ultrabook como uma jornada contínua que evolui a pequenos (e grandes) passos, estabelecendo assim novas especificações, plataformas de hardware e até modelos de interação entre o computador e o ser humano.

Um bom exemplo desses “passos” está no consumo de energia dos Ultrabooks. Em setembro do ano passado durante o IDF 2012, a boa notícia era que eles haviam reduzido o consumo do Core ix de terceira geração “Ivy Bridge” de baixo consumo para Ultrabooks para apenas 10 watts – contra 17 watts da geração anterior.

Porém, passados pouco mais de três meses, o pessoal de Santa Clara se supera anunciando que reduziu ainda mais o consumo desse chip para míseros 7 watts sem reduzir o seu processo de fabricação. Trata-se de uma façanha notável se levarmos em consideração que um chip móvel de uns 2~3 anos atrás consumia algo em torno de 35 watts.

Entretanto, a grande novidade da sua área foi a apresentação dos primeiros desenhos de referência baseados no Haswell (Core ix de quarta geração) vão chegar com força a partir deste ano.

Junto com ela virá a obrigatoriedade de que todos os novos modelos de Ultrabook venham equipados com telas touchscreen o que deve facilitar — e muito — a adoção do Windows 8 que não é dos sistemas mais fáceis de serem usados com mouse/touchpad e teclado. E mesmo os modelos baseados no Ivy Bridge com touch tendem a cair de preço (nos EUA) com modelos a partir de US$ 599.

Skaugen mostrou um novo padrão de formato de Ultrabook …

… com tela destacável..

… cuja tela funciona como um tablet totalmente funcional:

Outro anúncio foi o tão falado set-top box da Intel, que pode ser descrito como uma TV a Cabo virtual que utiliza a Internet para transmitir conteúdo premium de TV usando o gateway de vídeo XG5 “Puma” da Intel.

Mas apesar de todo o oba-oba em cima dos portáteis, a Intel continua a acreditar na plataforma desktop, porém num novo formato All-In-One e com novas funcionalidades muitas delas graças ao uso do touchscreen:

De fato, uma das apostas da Intel é que esses dispositivos de tela grande transformem uma experiência hoje essencialmente pessoal numa atividade em grupo. Um bom exemplo é o uso dessa tela como um jogo de tabuleiro para a família…

… ou até mesmo para adultos como o jogo de poker abaixo, onde os jogadores podem ver suas cartas com o uso de smartphones:

No mundo das interfaces, a Intel continua a desenvolver seu ecossistema de sensores capazes de reconhecer vozes, gestos e até mesmo movimento dos olhos e expressões faciais:

A intenção é que a medida que essa tecnologia amadureça e ganhe o suporte dos desenvolvedores de aplicações que esses sensores sejam incorporados na tela dos PCs mudando de vez a maneira de como vemos os PCs e vice versa.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.