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Intel: computação perceptual é o novo mantra

Desde ano passado a Intel vem martelando o conceito da computação perceptual, com o PC (ops, ultrabook) começando a entender movimentos naturais para uso de aplicativos e interação com a máquina.

Os primeiros resultados começam a aparecer: um concurso recente de desenvolvedores no Brasil atraiu mais de 100 inscrições, e agora 30 selecionados vão receber uma câmera com sensor para começar a criar seus projetos baseado no SDK da nova plataforma.

Os escolhidos vão levar a câmera da Creative (que lembra bastante o Asus Xtion, um sensor de movimento para PC) abaixo:

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Fato é que essa ‘computação perceptual’ abre portas para um monte de novas possibilidades. Esses 30 desenvolvedores, de acordo com a Intel, estão criando não apenas games (Kinect vem logo à cabeça, mas aqui o foco maior é no uso das mãos como fonte de gestos), mas aplicativos e utilitários que ampliem o uso do PC.

Um deles é o de criar um intérprete de Libras para o computador (imagino que uma evolução de apps que já existem para smartphone) ou programas para a área de saúde.

Os resultados devem ser apresentados em meados de outubro. E a Intel precisa combinar com a Microsoft para inserir esses recursos de forma nativa com o Windows 8.

Enquanto os apps brasileiros não ficam prontos, a Intel usa seus apps baseados no kit de desenvolvimento de software para inspirar novos projetos. Entre eles, o reconhecimento de gestos na tela:

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… que pode levar a jogar Tetris com as mãos (meio lento ainda, mas a ideia é bem interessante)…

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Ou pegar bolinhas e jogá-las pela tela:

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Em vídeo, dá nisso aqui:

E tem joguinho também (modelo de mãos: Flávio Xandó)

Aqui, o mesmo game em uma versão oficial:

Mais demos lá na Intel.

Diz a turma de Santa Clara que o projeto da câmera desenvolvido em parceria com a Creative pode vir a ser utilizado por outros fabricantes, e que dentro da própria Intel já existem alguns protótipos de ultrabooks com câmeras e sensores. Produto final, pro consumidor, em 2014 (se der sorte) ou 2015 mesmo.

Em tempo: você sabia que um ultrabook não precisa necessariamente rodar Windows?  O hardware é referência da Intel para os fabricantes, o software pode ser… Android (!).

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin