ZTOP+ZUMO (tech, opinião, inteligência)

Intel lança Sandy Bridge (agora oficial) e mostra novo chefão

Conforme já havíamos dito neste ZTOP, passado o carnaval e o início de ano novo aqui no Brasil, Fernando Martins fez sua primeira aparição pública em evento para a imprensa.

Isso foi durante o lançamento oficial da plataforma Intel Core iX de segunda geração do Brasil. que contou com a presença de 13 fabricantes e seus equipamentos, entre desktops, notebooks e all-in-one que vão chegar ao mercado nos próximos meses.

Recentemente chegado dos EUA (e agora para ficar), Martins declarou se sentir honrado em estar assumindo esse cargo em um momento tão especial em que o nosso país se torna um mercado bastante interessante para a Intel, ao mesmo tempo que ele pode oferecer um produto que ele considera como um dos maiores saltos tecnológicos dos últimos tempos no segmento de PCs.

Antes deste novo cargo, Martins trabalhou por muitos anos com planejamento estratégico de produtos, tarefa que ele descreve como uma criança numa loja de doces, já que sua missão era de olhar para o mundo e tentar  prever quais as experiências que as pessoas desejam ter com seus computadores e casar isso com as tecnologias disponíveis dentro e fora da Intel para definir que características e funcinalidades fazem sentido (ou não) em um novo produto. De fato, seu antigo time nos EUA já definiu a linha de produtos para 2013, 2015 e agora trabalha na linha de 2017. Para quem está familiarizado com o calendário tiquetaqueano da Intel, os anos ímpares (Tock) determinam a introdução de uma nova microarquitetura.

Agora por aqui, sua principal missão é de fazer o planejamento estratégico de longo prazo e definir as principais iniciativas da Intel para o País e acelerar a chegada das inovações. Interessante notar que ele utiliza a palavra “inovar” com muito cuidado, já que na sua opinião “inventar não é inovar”. Invenção para ele é aquilo que  você tem uma idéia, põe no papel, faz um protótipo e aí você tem alguma coisa. Já uma inovação é aquilo que realmente muda a vida das pessoas e até mesmo da sociedade como um todo. E é esse desafio de mover uma indústria e o prazer de poder mudar a vida das pessoas é que atraiu o executivo para o Brasil.

E como fazer isso? Estreitando o relacionamento com os parceiros locais de hardware, ao mesmo tempo se aproximando da comunidade de software e de desenvolvedores que vão fazer parte de uma solução. Um bom exemplo são os tablets, onde os consumidores não estão comprando um hardware pelado para depois ver o que irão colocar dentro dele e sim uma solução completa pronta para usar e já integrada a um ecossistema de produtos e serviços.

Durante a seção de perguntas e respostas, o executivo teve a oportunidade de discorrer sobre outros assuntos. Eu por exemplo perguntei para Martins se com a chegada do Fusion não é tempo da Intel de melhorar o desempenho gráfico (ou pelo menos de vídeo em HD) do Atom. Ele reconheceu que neste momento o Atom não dispõe de uma solução gráfica capaz de oferecer uma experiência de uso pelo menos próxima do Sandy Bridge, mas como toda a linha de produtos da Intel, ele está sempre num processo contínuo de desenvolvimento. Assim ele acredita que no futuro o Atom possa dispor de uma aceleradora melhor.

E com relação ao Meego? Além de tudo aquilo que já ouvimos sobre isso, Martins fez um comentário bastante interessante de que quando a Intel fez o acordo com a Nokia e juntou Moblin com o Maemo para criar o Meego, a impressão de muitos jornalistas é que o novo SO virou um produto exclusivo Intel/Nokia. Mas com a saída desta última desse projeto, os antigos parceiros da época do Moblin que andavam meio que no ostracismo volataram com toda a força de modo que business as usual, o que inclui a sua lojinha de aplicativos AppUp.

Windows para ARM e ARM para PCs? Martins vê de maneira positiva essa movimentação já que nesse caso estamos falando essencialmente de concorrência num ambiente de livre mercado e nada melhor do que isso para incentivar a inovação tecnológica e competição é algo que a Intel adora.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Ei Zumo, não rola um teste com a nova intel hd3000 comparando com placas similiares?
    estou pra trocar de mac e o de 13" vem com essa placa. hoje possuo um mac branco com a intel gma x3100 que mau roda um jogo antigo.

  • dflopes

    Sobre o meego, ela vai continuar o desenvolvimento, mas sem explicitar plataformas??? Não entendi muito bem a resposta.

    E se já tem linux pra ARM, pq não windows?
    Mas acho que muita coisa teria que ser reescrita – e muito código limpo e processados capados pra aproveitar bem a relação potência x consumo dos ARMs.

    E sobre integração de GPUs com Atoms, eu ainda não sei como a AMD não conseguiu uma fatia melhor de mercado, pois essas soluções integradas da intel são uma bombas!