Intel: “Ivy Bridge” é resposta para o AMD Fusion

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A Intel apresentou no Brasil um protótipo de notebook equipado com o futuro processador Ivy Bridge, cujo desempenho gráfico é descrito pela fabricante como “inacreditável”.

Mooly Eden, vice-presidente e gerente geral do Grupo de PCs da Intel, mostrou ontem um protótipo de um notebook já equipado com o processador Ivy Bridge, que vai suceder o atual Core ix de segunda geração (Sandy Bridge) a partir de 2012. Eden falou em um evento para canais/vendedores em São Paulo.

Mais do que uma simples versão de menor escala (22 nm) com alguns ajustes, o novo chip recebeu modificações bastante significativas (como usar os novos transistores tri-gate), em especial na sua GPU, com o desempenho descrito como inacreditável, nas palavras do executivo.

O comentário que ouvi de outros funcionários da Intel é que as mudanças no Ivy Bridge foram tão grandes que desta vez o calendário tiquetaqueano da Intel terá dois “tocks” seguidos.

Para mostrar o poder de fogo da sua nova GPU, o modelo apresentado estava fazendo streaming de 20 vídeos ao mesmo tempo na tela.

Até aí, nada demais se esses vídeos não estivessem em full HD (uia!):

Como é comum nessas apresentações os detalhes dessa nova GPU não foram reveladas e nem me deixaram mexer do equipamento. Depois na entrevista coletiva, perguntei a Mooly o que esperar dessa nova GPU em termos de desempenho, principalmente se comparado com o concorrente.

A explicação foi direto ao ponto: Mooly disse que, como o produto ainda não é o final, não poderia entrar em detalhes técnicos e que “seu concorrente está morrendo de vontade” de saber quantas unidades de execução ou shaders sua nova GPU tem e que números específicos de desempenho só serão revelados na época que ele chegar ao mercado, mas que podemos esperar resultados extraordinários o que é no final das contas, o que o mercado espera da sua empresa.

Num mercado extremamente competitivo como o nosso, lançar algo apenas “bom” não é o suficiente, concluiu o executivo.

E podemos esperar que essa nova GPU chegue ao Atom? Sobre esse assunto, Mooly foi bastante sincero: a Intel empresa não irá colocar muito esforço em melhorar os gráficos deste chip, já que ele acredita que o Atom já é um produto muito forte para competir com o ARM. Assim, a Intel prefere direcionar todos os seus esforços na melhora das GPUs dos seus chips mainstream e topo de linha baseados no Core.

Ainda em tempo:

A demo apresentada por Mooly Eden nesse evento foi de fato impressionante, mas é sabido que o Sandy Bridge já tem um ótimo desempenho em vídeo. Resta a dúvida do que esperar do Ivy Bridge em termos de suporte para DX11, por sinal o grande atrativo do Fusion.

Sobre isso, a própria Intel já revelou em seu blog que o Ivy Bridge terá suporte para DX11, computer shader, mais AVX, suporte para HDMI 1.4, 30% mais Execution Units (EU),  bandwidth boost e outros mimos. Fora isso, já apareceu na web um slide que descreve um roadmap das GPUs do Ivy Bridge para workstations, confirmando que em 2012 o Ivy Bridge-DT virá equipado com uma GPU de sétima geração (codinome Carlow) com suporte para DX11. Entretanto o que mais chama a atenção é o Haswell-DT (previsto para 2013), cuja GPU Denlow terá suporte para DX11.1 (diabo seja isso), OpenGL 3.2 e que já estará pronta para Windows 8 de 64 bits.


 


Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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