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Intel demonstra Knights Ferry (ou o filho de Larrabee!)

(Pós) IDF 2010 — Durante o dia da imprensa que ocorreu um dia antes do IDF, a Intel fez uma demo de um jogo em 3D com ray tracing na nuvem rodando num servidor remoto turbinado com uma placa Knights Ferry — um devorador de números baseado na tecnologia Larrabee.

Revelado  em meados de agosto passado, o Knights Ferry é um produto baseado na tecnologia MICA (Many Integrated Core Architecture) cujas origens remontam ao Terascale Processor de 2007, um chip de 80 núcleos que de fato não fazia muita coisa, mas serviu como uma prova de conceito para mostrar como dezenas de núcleos poderiam trabalhar juntas na mesma pastilha de silício. Sua primeira aplicação prática seria o Larrabee, uma placa gráfica x86 que nunca entrou realmente na fase comercial devido a sucessivos atrasos no seu desenvolvimento.

Na época em que Larrabee foi para o vinagre, a Intel explicou que o projeto sobreviveria na forma de uma plataforma de programação, e assim foi até o Knights Ferry surgir do nada com uma microarquiteura muito parecida com o Larrabee original: 32 núcleos de processamento com 4 threads cada, 8 MB de Coherent Cache e 1 a 2 GB de GDDR5.

Mas ao contrário de ser apenas uma super placa de vídeo, o Knights Ferry se apresenta como um processador numérico para HPC conceitualmente parecido com a plataforma Fermi da NVidia. De fato, na demo vimos que o sistema estava rodando em um notebook conectado remotamente num servidor equipado com a aceleradora MICA da Intel. A demo rodava uma versão “alemã” (sem simbolos nazistas no cenário) do jogo Wolfestein cujo software foi modificado para renderizar imagens em ray tracing em tempo real, por sinal uma velha promessa do Larrabee:

E o que isso significa? Como o processamento gráfico é realizado fora do portátil, isso significa que qualquer PC com desempenho gráfico mais modesto (como os notórios GMA da Intel <wink!> <wink!>) poderiam executar aplicações em 3D bastante elaboradas, o que poderia viabilizar até um novo modelo de negócios onde o jogador teria acesso aos títulos on-line de última geração sem ter que gastar muita grana com uma placa 3D topo de linha.

E se isso for verdade, isso poderia até explicar por que a Intel não se preocupou em equipar o Sandy Bridge com uma aceleradora 3D mais poderosa já que, no futuro — e caso essa idéia de 3D na nuvem pegue —  tais placas 3D de altíssimo desempenho não sejam mais necessárias (para o desgosto do pessoal de verde de Sunnyvale e Santa Clara).

OK, o papo está bom, mas vamos ao que interessa:

(Link do vídeo)

Quem quiser uma vista mais detalhada dessa demo:

(Link do vídeo)

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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  • rubens

    Por mais que o GMA mereça desprezo, eu acredito que a Intel se esforçou na GPU do Sandy Bridge.
    Levando em consideração as questões de temperatura, consumo, a transição rápida planejada em máquinas portáteis, até que os benchmarks preliminares são animadores.
    Não parece muito longe do Ontario/Zacate da AMD, ainda que em jogos vá levar uma surra do Llano.
    Mas o problema ainda parece estar no grupo que desenvolve os drivers. Um palpite que, extrapolando para o campo do software/firmware, também se aplica ao que aconteceu com o Larrabee, já que o hardware tá aí.

    Tá certo que não vão se esforçar muito em acelerar processamento geral nas GPUs integradas, mas aí seria cuspir no próprio prato.

  • dfxmaster

    Esse lance de processamento remoto de jogos já rola com a ON Live

    • dux

      grande esforço da intel sim….. mesmo que ainda seja pequeno.
      o jeito é testar e esperar novidades. Não se iludam! ainda falta mtooooo !

  • Eu Mesmo

    Jogo na Nuvem? Já é realizada faz tempo: http://tinyurl.com/288edxh

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