Intel anuncia Core ix de 10ª geração “Comet Lake”

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Irmão maior do Ice Lake é mais focado em produtividade e desempenho em ambientes profissionais e corporativos do que mobilidade extrema propriamente dita.

Conforme já tinha sido adiantado no início deste mês por Ran Senderovitz, VP de marketing de plataformas móveis da Intel, o pessoal de Santa Clara anunciou hoje mais uma leva de processadores Core iX de décima geração das séries U e Y codinome “Comet Lake” mais voltados para produtividade e uso corporativo — isso porque eles já dispõe da tecnologia Intel Vpro

Como o executivo também já havia dito, essa 10ª geração de chips também marca o fim — ou pelo menos flexibiliza — o modelo tick-tock em favor de uma nova estratégia baseada no objetivo de oferecer a melhor relação de desempenho x benefício para cada tipo de usuário de PC, o que até explica o fato do Comet Lake ainda ser baseado no processo de fabricação de 14 nm, enquanto que o Ice Lake que já é um chip de 10 nm.

Meu nome é trabalho!

E porque isso? — Segundo Senderovitz, enquanto que o Ice Lake é um produto mais focado em maximizar a (boa) experiência de uso do PC, o Comet Lake é mais focado num público com perfil mais profissional, técnico ou mesmo acadêmico que pode abrir mão de coisas como maior autonomia em favor de maior produtividade/desempenho.

Fora isso, a microarquitetura do Ice Lake foi redesenhada para trabalhar com o que Senderovitz chama de “future workloads” — ou seja — tarefas onde o uso de novas tecnologias como IA ganham mais relevância do que aplicações mais convencionais onde a percepção de ganho de desempenho é algo mais simples e direto do que os novos modelos (do “futuro”) onde o ganho é algo meio que não-linear.

Assim no Comet Lake, o foco se mantém nos conceitos atuais de de desempenho — ou seja — nos ganhos de produtividade nas aplicações de escritório, na criação de conteúdo ou até mesmo na compilação de programas — em especial para aqueles usuários “multitarefa” que fazem diversas coisas ao mesmo tempo em seus computadores.

Mas em ambos os casos, tanto o Ice Lake quanto o Comet Lake irão se beneficiar com os novos recursos de conectividade como o Wi-Fi 6 Gig+ que agora já vem integrado ao chip e que é o padrão mais veloz e mais moderno disponível nos dias de hoje.

De fato, a Intel trabalhou intensamente com os fabricantes de equipamentos de rede para certificar seus produtos para oferecer a melhor experiência de uso possível, sendo que essa informação será comunicada para o consumidor final por meio de um selo (a direita).

A Intel está ciente de que, por algum tempo, misturar chips de 10 nm e 14 nm numa mesma geração de processadores pode causar uma certa confusão no mercado, de modo que ela reformulou a maneira como eles serão identificados com o objetivo de que fique mais claro diferenciar um modelo do outro.

Uma coisa é uma coisa e a outra coisa é outra coisa

Asim, como já foi explicado na época do lançamento do Ice Lake, a Intel mudou um pouco a maneira como ela descreve seus chips Core, sendo que os quatro digitos números que vem depois do Core i3/i5/i7 (= Brand Modifier) mudou seu significado, sendo que os dois primeiros indicam a geração (ou Gen Indicator, neste caso a 10ª) e os dois seguintes o número do SKU propriamente dito:

Já a grande novidade fica por conta da inclusão do código Gx onde G é a indicação de gráfico integrado e x o seu nível de desempenho sendo que G7 indica 64 EUs, G4 indica 48 EUs e G1 apenas 32 EUs — ou seja — quanto maior o Gx melhor:

no caso do Comet Lake, o diferenciador manteve o padrão tradicional mas passou para cinco dígitos, sendo que os dois primeiros indicam a décima geração e os três restantes o SKU. Note que neste caso a a indicação de geração da GPU integrada foi trocada pelo tipo do processador (no nosso caso Y ou U) o que, de um certo modo deixa claro que ele é uma evolução da nona geração.

Fora isso, como o Comet Lake pode trabalhar com GPUs discreta suas opções de gráficos se limitam ao Intel UHD Graphics, ou seja, neste caso nenhuma grande novidade.

E o desempenho?

Com relação ao desempenho, Senderovitz afirma que eles meio que se equivalem, ou seja, no geral o desempenho de um Core i3 Ice Lake é o mesmo de um Core i3 Comet Lake de mesmo nível.

Já quando comparado com a geração anterior, a empresa afirma que seu novo chip oferece um desempenho geral até 16% superior ou até mais de 41% no caso de aplicações de escritórioe tudo isso sem comprometer a vida da bateria:

A intel afirma que mais de 90 novos modelos baseados neste chip já estão no forno para chegar ao mercado americano até o fim do ano, a tempo para as compras do Natal (deles, é claro!)

Veja abaixo a relação dos modelos que foram anunciados hoje, sendo quatro da série Y e quatro da série U:

Disponibilidade no Brasil

Quando perguntado quando esses equipamentos chegam no Brasil, a resposta de Senderovitz foi meio que óbvia:

O mais cedo possível!!!

Mas cá entre nós, isso depende mais dos integradores locais do que do pessoal de Santa Clara já que no Brasil ainda é possível encontrar no varejo sistemas novos com chips de oitava geração sendo que a nona ainda é considerada um produto premium.

Mas pelo que já conversamos com algumas fontes do mercado, a boa notícia é que, dependendo da oferta desses novos chips, muitos fabricantes daqui e lá de fora podem até pular a nona geração e partir logo para a décima geração.

Legal né?

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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