Intel anuncia Core ix de décima geração para negócios

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Comet Lake com vPro oferece recursos bem interessantes para ajudar as empresas nesta época de pandemia do coronavírus (além de permitem overclock!)

Depois da versão móvel e para desktops de consumo a Intel anunciou hoje a chegada da sua décima geração de processadores Intel Core ix para desktops e Xeon para workstations com tecnologia Intel vPro.

Segundo Stephanie Hallford gerente geral e VP de plataformas de cliente para a área de negócios da Intel, estes chips são baseados na microarquitetura Comet Lake de 14nm porém voltados para aplicações de negócios.

Meu nome é trabalho

Para isso o seu grande atrativo é o uso da Tecnologia vPro um conjunto de soluções de hardware e software — que em abril de 2020 completou 14 anos — e que se apoia em quatro grandes verticais que seriam:

  • Desempenho ou seja, nada de Celeron, Pentium ou Core i3 com vPro.
  • Recursos de segurança baseado em hardware como o Intel Hardware Shield que protege a BIOS de ataques maliciosos que tentam alterar o seu firmware assumindo assim o controle sobre o PC.
  • Capacidade de gerenciamento remoto via Intel Active Management Technology (AMT) ou Intel Endpoint Management Assistant ( EMA) mesmo através de um firewall.
  • Estabilidade da plataforma por meio do seu programa SIPP (Intel Image Stable Platform Program) que mantém os principais componentes da plataforma inalterados por 15 meses garantindo assim a “estabilidade” da plataforma ao mesmo tempo que minimiza a necessidade de atualizações frequentes de drivers além de suportar duas versões prévias do SO atual possibilitando assim uma migração mais tranquila.

Stephanie também afirma que a evolução dessa plataforma não deveria ficar apenas no ganho de desempenho/produtividade em si mas também na melhora da experiência de uso do colaborador de modo que a plataforma vPro também participa do projeto Athena

… com o objetivo de facilitar a maneira como ele trabalha por meio de coisas simples como melhorar sua conectividade (via WiFi6)…

… ou maximizar a autonomia da bateria (o que melhoraria a sua movimentação e desenvoltura dentro da empresa), passando também com a velocidade com que ele acessa seus dados e aplicações por meio de tecnologias como o Intel Optane.

Em tempos de coronavírus

Apesar de não ter sido previsto na época do seu desenvolvimento, Stephanie destaca como as pequenas e médias empresas podem tirar grande proveito do vPro diante dos novos desafios criados pela pandemia do coronavírus que forçou muitos negócios a adotarem (meio que na pancada) novos modelos de trabalho nesses tempos de isolamento social, como o forçosamente popular home office.

Dentro desse contexto onde muitas vezes o colaborador está literalmente sozinho (e bem distante daquele maluco da firma que manja tudo de computador) ferramentas de proteção como o Hardware Shield e/ou de suporte técnico como o Intel Endpoint Management ou EMA que permite o acesso remoto do computador possibilita a análise/resolução de problemas no PC a qualquer hora e em qualquer lugar como em aeroportos internacionais ou em locais hoje considerados de risco como o interior de hospitais onde pacientes do coronavírus estão sendo tratados.

Fora isso a executiva também destaca a importância do ganho de desempenho como outra grande vantagem do Comet Lake se comparada com gerações mais antigas de três e até cinco anos atrás (neste caso sistemas baseados no Kaby Lake U e Coffee Lake H):

Para desktops e notebooks

Ao contrário dos anúncios anteriores a Intel já apresentou hoje tanto as versões para desktops quanto para notebooks, sendo que neste ultimo caso ela está lançando três modelos da série U voltados para mobilidade/baixo consumo, quatro modelos da série H voltados para produtividade/desempenho e dois Xeon da série W voltados para workstations móveis (final M):

Interessante notar que os chips da série U o controlador PCH da série 400 é incorporado no mesmo encapsulamento do processador e conectados via OPI (On Package DMI Interconnect Interface)…

… enquanto que as versões H e S voltados respectivamente para notebooks de desempenho e desktops, o controlador PCH é externo:

Note que ambas as versões contam com a aceleradora gráfica Intel UHD graphics de 9a geração equipado com até 24 unidades de execução e que tem um curioso papel secundário, já que ele pode ser usado pelo vPro para eventualmente rodar alguns procedimentos de segurança, não sobrecarregando assim a CPU.

Falando em desktops, temos sete Xeon W sendo um modelo de baixo consumo (final T), três modelos de linha e mais três voltados para desempenho (final P) sendo este último com um impressionante TDP de 125 watts!

Fora isso, notamos a presença de três chip Core com final K (i5-10600k, i7-10700K e i9-10900K) ou seja, eles são destravados e podem ser acelerados via overclock.

Quando questionamos Stephanie sobre qual a idéia por trás desse recurso em equipamentos que primam pela sua estabilidade e confiança, a executiva explicou que isso era algo que seu time enxergava algum tipo de valor (tanto que eles liberaram o mesmo) mas ao mesmo tempo ela confessou que eles não tinham uma aplicação específica em mente.

De fato ela está muito interessada em ver como o mundo corporativo irá explorar esse recurso de modo que a executiva declarou aberta para ouvir todas as idéias e sugestões de seus clientes. 🙂

Thunderspy

Durante a sessão de perguntas, também surgiram questionamentos sobre a posição da Intel com relação ao Thunderspy uma vulnerabilidade descoberta na interface Thunderbolt que permite que um invasor acesse os dados do disco so PC em minutos e que atinge sistemas fabricados até antes de 2019.

A Intel divulgou uma resposta oficial depois da coletiva que diz que esse ataque não pôde ser demonstrado com sucesso em sistemas com o recurso de proteção do Kernel DMA ativado.

Mas como sempre, a empresa enfatiza a importância de boas práticas de segurança, como a de não deixar que pessoas não autorizadas tenham acesso aos computadores da empresa.

Mais sobre isso aqui.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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