ZTOP+ZUMO

IDF 2011: Uma tela LCD com memória (ou uma breve lembrança)

Nova tecnologia poderá levar a criação de monitores ainda mais econômicos, elevando ainda mais a autonomia dos portáteis.

No segundo dia do IDF 2011, Mooly Eden apresentou uma nova tecnologia de tela “inteligente” o que poderá estender em até uma hora a autonomia de bateria de um computador portátil, a ePD 1.3 (Embedded Display Port).

Como muitos sabem a imagem apresentada nas telas é atualizada a uma taxa que varia hoje de 60~120 Hz. Isso significa que a interface gráfica precisa processar gerar e transmitir de 60 até 120 quadros (ou imagens da tela) por segundo para o monitor para que tenhamos a sensação de movimentação na tela em especial nas animações e reproduções de vídeo.

A grande sacada dessa nova tecnologia é que, quando a imagem na tela fica parada (como agora com você lendo esse post) a interface de vídeo pare de gerar e transmitir a mesma imagem parada dezenas de vezes por segundo para o monitor que — por sua vez — atualiza a tela por sua própria conta utilizando o último quadro que recebeu. Com isso a GPU trabalha menos reduzindo assim o consumo de energia.

Para que isso seja possível o circuito do monitor precisa ficar mais inteligente incorporando até uma área de memória própria (que armazenaria a imagem parada) e um novo padrão de interface de vídeo, nesse caso o Embedded Display Port (ePD 1.3).

E para mostrar o funcionamento dessa nova tecnologia, o demonstrador desconectou o cabo de vídeo do computador

… e o monitor continuou a apresentar a última imagem transmitida ficou na tela.

Essa tecnologia ainda está no estágio de protótipo mas Mooly afirma que quando estiver pronta ela deverá ser incorporada na sua plataforma Ultrabook, contribuindo assim para aumentar ainda mais a autonomia do mesmo.

Ztop in a Box:

O que significa “All Day Use?” 

Durante o keynote de Mooly Eden no IDF 2011, o executivo afirmou que um dos grandes atrativos do futuro processador Haswell é que ele permitirá que um portátil Ultrabook seja usado um dia inteiro (All Day Use) sem recarregá-lo na tomada. Isso fez com que pipocassem notícias da internet de que esse novo chip permitiria usar o notebook por 24 horas (uia!).

Calma pessoal, menos…

Durante uma mesa redonda que participamos com o executivo, essa dúvida foi levantada por um jornalista europeu que queria saber o que a Intel entende por “All Day Use” e, de fato, a história não é bem assim…

 Mooly explicou que o que ele entende por “All Day Use” é que um usuário poderia sair de casa de manhã e usá-lo “todo o dia”, isto é, contando com todos os recursos de otimização de energia ativados e as pausas normais do nosso dia a dia (locomoção, translado, pausa do café, almoço, ler jornal no troninho da meditação, etc.) o usuário poderia utilizar plenamente o seu computador sem ter que se preocupar em ligar o mesmo no carregador na tomada. A idéia nesse caso é que o usuário poderia até deixar o carregador em casa libertando-o de carregar este peso (literalmente falando). 

Assim na sua concepção, ele diz que um dia de uso poderia ser traduzido em um período em torno de oito horas de uso contínuo. 

Gente normal não usa computadores 24 horas por dia, concluiu ele.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • o chato 21/09/2011, 09:04

    Ele está certo, gente normal não usa computador 24 horas, só alguns tipos de anormais que trocam o dia pela noite e passam a madrugada navegando (geralmente adolescentes), mas esses usam o desktop.

    • mnagano 21/09/2011, 09:17

      E dormem de dia.