IDF 2011: A computação pessoal precisa ser atraente, consistente e segura

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CEO da Intel afirma que estamos saindo da era do “computador” pessoal para entrar na era da “computação” pessoal

No keynote de abertura do IDF 2011, Paul Otellini afirma que estamos no limiar de uma nova era onde o ser humano passa a ser o centro de seu mundo digital (e não mais o PC) que gerencia sua vida não mais apenas em um mas em vários dispositivos a qualquer hora e em qualquer local, um fenômeno que ele descreveu como a era da Computação Pessoal. Um conceito que sua empresa chama de computação continuada.

Com isso Otellini quer dizer que a  computação deixa de ser algo apenas relacionado com computadores e sim sobre experiências de uso e de como as aplicamos no nosso dia a dia, seja quando fazemos compras, dirigimos ou nos informamos. Mas isso por sinal exige uma infraestrutura computacional ainda mais sofisticada o que representa uma grande oportunidade tanto para a Intel quanto para seus parceiros e desenvolvedores.

E para que isso ocorra, Otellini descreveu três componentes essenciais para essa nova era: a tecnologia precisa ser atraente, consistente e segura:

Quando ele diz que a computação deve ser atraente, isso significa que as pessoas esperam que seus computadores/dispositivos móveis atendam plenamente as novas maneiras como as pessoas se conectam, consomem e compartilham informações o que no final das contas, cria-se uma demanda por processadores com melhor desempenho e menor consumo de energia.

E para atender a esses desafios a Intel irá acelerar ainda mais o seu ritmo de desenvolvimento de seus novos chips (mais sobre isso em outro post), sendo que a empresa anunciou que já concluiu o desenvolvimento do seu primeiro processador de 14 nm codinome Haswell, que deverá chegar ao mercado em 2013 e que a empresa afirma que irá consumir até 30% menos energia que o Sandy Bridge e obviamente sem comprometer seu desempenho.

E com o suporte adequado tanto a nível de hardware quanto de sistema Haswell poderá funcionar o dia inteiro com uma carga de bateria ou até 10 dias em stand by porém conectado na rede.

Para demonstrar seus esforços no sentido de obter processadores x86 cada vez mais econômicos, foi mostrado um protótipo (ou mais exatamente uma prova de conceito)…

… onde um sistema equipado com um processador Atom…

… rodava Windows …

… alimentado por uma mísera célula solar.

Obviamente que por enquanto esse sistema é mais um experimento do que um produto final, mas que demonstra que um sistema x86 pode um dia se comparar à concorrência quando o assunto é consumo mínimo de energia.

De qualquer modo essas novas microarquiteturas serão a base dos novos produtos da casa, em especial dos Ultrabooks e dos tablets com Windows 8, uma combinação que Otellini acredita que irá dar uma boa chacoalhada no mercado de dispositivos móveis.

Mas do mesmo modo que o pessoal de Redmond não quis colocar todos os seus ovos na mesma cesta anunciando que irá desenvolver o Windows 8 também para a plataforma ARM, o pessoal de Santa Clara fez o mesmo e anunciou uma parceria com o Google para otimizar o sistema operacional Android para microarquitetura Intel. Esse anúncio contou com a presença de Andy Rubin,VP sênior de mobilidade do Google:

E para que esse anúncio não ficasse só no papo, já foi mostrado um protótipo de um tablet de 10,1″ baseado no processador Atom “Medfiled” e que foi desenvolvido em parceria com o Google e que estava rodando Android 3.0 Honeycomb.

Quando o assunto é consistência, a Intel usou como exemplo um telefone da Cisco que pode ser usado tanto como um telefone normal…

… quanto ser usado como um tablet. A idéia nesse caso é permitir que o usuário possa de movimentar com suas informações para outros locais além dos limites da sua mesa de trabalho.

Outro exemplo de consistência é uma pequena aplicação desenvolvida pela Intel batizou de “Pair and Share” que foi demonstrado em um smartphone também equipado com um chip Atom Medfielfd. A idéia nesse caso é que o usuário possa compartilhar mais facilmente o conteúdo de seu fone com outros dispositivos compatíveis como tablets e notebooks, possibilitando assim novos níveis de interação.

Sobre segurança, a Intel finalmente mostra os primeiros resultados concretos da compra da McAfee na forma de uma nova tecnologia batizada de DeepSAFE. Nesse caso as soluções de segurança da McAffee irão tirar proveito da tecnologia Intel vPro para proteger o sistema a nível de hardware e não mais apenas na camada de software.

Por ser uma empresa que opera de maneira independente da Intel, atendendo a diversos clientes que nem sempre trabalham com a plataforma x86. Os representantes da McAfee presentes no IDF foram bastante cuidadosos nas suas explicações de como aplicar esses avanços em outros produtos e serviços, mas isso é assunto para outro post.

Fiquem ligados.

Disclaimer: ZTOP viajou para São Francisco a convite da Intel, mas todas as opiniões aqui são nossas.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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