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Dossiê Huawei na China – onde nascem os smartphones

5) outras coisas da China

Espancando o jet lag

downtown shenzhenSaí de São Paulo na madrugada de sábado (18) para Doha, um voo de quase 16 horas com uma conexão curta – cerca de duas horas – outro voo para Guangzhou (mais 9 horas na minha estreia em um Airbus A380). Em resumo, decolei de GRU às 2h55 do sábado, cheguei em Guangzhou por volta das 16h do domingo, em horário local.

Imaginava, mas não tinha certeza, que Guangzhou era razoavelmente distante de Shenzhen (umas 2h de carro). Só não contava com uma hora para passar na imigração, mais uma hora para retirar um SIM card no aeroporto com o grupo de peruanos e argentinos que vieram no mesmo voo, mais um baita tempo no trânsito porque um tufão tinha acabado de passar pela região e tudo estava razoavelmente caótico.

Em resumo, o grupo chegou em Shenzhen quase 22h e foi direto para o… jantar, para estar no hotel por volta das 11h30 e estar pronto para sair as 9h do dia seguinte e começar as atividades.

Nascer do Sol em Pequim

Parece esquisito, mas a estratégia de causar um cansaço enorme no dia da chegada fez com que meu corpo ignorasse as 11h de diferença de fuso horário durante a semana toda. Cheguei na China espancando o jet lag (já sofri bastante em outras ocasiões de acordar as 3h e não dormir mais de jeito nenhum, morrer de sono no dia seguinte, repetir à noite). Foi intenso demais, mas acho que valeu a pena. Não posso dizer o mesmo da volta, com o sono me matando no final do dia.

Mundo da VPN e das câmeras
O hotel em Shenzhen oferecia – não me pergunte os motivos – acesso à internet via Hong Kong (é ali ao lado) e não precisava de VPN para acessar o mundo ocidental.

No computador usei a ExpressVPN – funcionou muito bem – e no smartphone (fui com o Galaxy Note 9 de testes) usei a ExpressVPN para conexões Wi-Fi (principalmente em Beijing) e a gratuita Samsung MAX para a rede 4G – tinha que desconectar e reconectar de tempos em tempos, mas faz parte da experiência.

Uma observação interessante é a quantidade de câmeras pela China. Todos os locais públicos, incluindo dentro de ônibus, têm câmeras conectadas o tempo todo. Se eles quisessem, o guia em Shenzhen comentou que, se a polícia quisesse, poderia monitorar nossas conversas dentro do ônibus.

Um estranho no prato
No geral, as refeições foram em refeitórios da Huawei ou restaurantes típicos chineses. A única coisa realmente esquisita que encontrei em um almoço em Shenzhen – em um andar executivo que mais parecia hotel dentro de um dos prédios da Huawei – foi que a comida veio com peixes nadando junto.

Henrique viajou a convite da Huawei. Fotos (quando possível) e opiniões são todas dele.

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