Dossiê Huawei na China – onde nascem os smartphones

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4) Laboratórios de pesquisa & demos de produtos

Depois da fábrica, mais tempo no trânsito até o aeroporto de Shenzhen para voar até Pequim (check-in em cima da hora, gente correndo pelo aeroporto… e o voo atrasou por causa da chuva). Na manhã seguinte, mais um período de transporte até o subúrbio da cidade para conhecer o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade de Consumer da Huawei em Pequim.

Fundado em 2016, tem 23 laboratórios (visitamos cinco deles) e é um dos 14 centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Huawei no mundo (Paris e Londres, por exemplo, cuidam de design de produto). Aqui foi a parte mais, digamos, burocrática da viagem – muita gente visitando laboratórios pequenos ao mesmo tempo, a informação se perdeu um pouco no processo.

Mas vi:

lab de testes automáticos

– Laboratório de testes automáticos – onde 3.000 smartphones são testados por dia, por seis vezes consecutivas para checar chipset, software, hardware e rede. Nota curiosa é o uso de big data que coleta reviews de compradores em lojas online e classifica seus comentários em 10 categorias distintas.

lab de testes de rede de operadoras

– Laboratório de testes de protocolos de comunicação de aparelhos – onde a Huawei simula o uso de distintas redes de operadoras em todo o mundo (14 países, 36 cidades e mais de 100 cenários distintos de uso). É o laboratório que quer garantir que os smartphones da marca falem com qualquer rede de operadora no mundo.

lab de testes de resistência

– Laboratório de testes de resistência. É o local onde os telefones apanham, caem, levam cutucões, são dobrados, levados a câmeras molhadas e de pó, mudanças de temperatura etc. A Positivo tem um laboratório similar em Curitiba, por sinal.

– Laboratório de testes de antenas: onde as antenas (Wi-Fi, GPS, 3G, 4G) dos smartphones são avaliadas em câmeras de micro-ondas, reverberação e de alta precisão.

– Laboratório de teste de áudio: um local com câmera silenciosa para testar a qualidade de áudio dos smartphones.

Depois disso tive ainda duas sessões de produto com especialistas da Huawei, uma sobre modelo específico de smartphone e uma sobre o notebook Matebook X Pro.

O dia acabou com uma visita e demonstrações de áudio no escritório da Dolby em Pequim, com a melhor explicação sobre como funciona a tecnologia Dolby Atmos que já vi – simples e direta: o som com Atmos é surround mesmo com dois alto-falantes.

O último dia, quinta-feira, foi passeio/testes de produto na muralha da China, mas falo disso depois.

Próximo item: Outras coisas da China

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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