HTC no Brasil: “o escritório fechou”

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A HTC, pela segunda vez, passa por problemas na operação brasileira, e informa agora que “o escritório fechou”, de acordo com a própria HTC, deixando pelo menos 15 profissionais sem emprego. Suporte e assistência, diz a companhia, continua valendo para quem tem smartphone da marca.

A fabricante taiwanesa, após lançamento de vários produtos no mercado brasileiro entre 2007-2008 (quase todos com o temido e dinossáurico Windows Mobile), sumiu do mapa após o lançamento do HTC Magic (um dos primeiros Androids a chegar por aqui). A fabricante terceirizada da HTC no Brasil, a Celestica, fechou as portas em 2009. Depois, só lançaram um Android básico chamado Desire A, em março, um tanto na surdina.

Ano passado, a companhia fez um bom barulho com a chegada do HTC Ultimate, primeiro telefone com (o já desatualizado) Windows Phone 7.5 “Mango”. Agora, os planos de lançamento de novos aparelhos – incluindo a nova linha de smarpthones Android One – está suspenso e o escritório brasileiro fechou mesmo.

Depois ler a informação da MobileTime, liguei para o SAC da HTC no Brasil, esperei poucos segundos para ser atendido e perguntei sobre o lançamento dos One por aqui: a resposta foi “o lançamento está suspenso porque o escritório da HTC no Brasil fechou, não temos mais informações ou previsão de lançamento dos aparelhos“. Ainda segundo o atendente, o suporte técnico a aparelhos já lançados continua a valer.

Uma das agências de mídias digitais da HTC disse “que não foi informada sobre o fechamento da empresa”. A agência de comunicação do lançamento do Ultimate estava com o contrato em renegociação. E uma terceira fonte do mercado de telecom confirma o fim da HTC por aqui – a notícia circulou ontem entre outros fabricantes.

Mandei um e-mail para Lee Ittner, vice-presidente da HTC para América Latina e responsável pela operação brasileira. A resposta automática foi que “o executivo está fora do escritório em viagem de negócios”.

Update 19h15: Tom Harlin, diretor de relações públicas da HTC Americas, acabou de enviar um e-mail:

“Henrique

Confirmamos que, após uma análise cuidadosa das nossas linhas de negócios, a HTC está fechando seu escritório no Brasil. Vamos manter os serviços de pós-vendas para nossos produtos, então isso não deve resultar em mudanças nos serviços oferecidos aos clientes atuais. Vamos manter a HTC Brasil como uma entidade legal.

Por favor, me informe se tiver mais questões sobre o tema.

Obrigado

Tom”

No lançamento do Ultimate, em outubro do ano passado, Ittner chegou a comentar que direção da HTC considerava o mercado latino-americano e, principalmente, o brasileiro, como prioridade, e que futuros lançamentos estavam programados.

E a HTC, no mercado Android, é uma das poucas a ter entendido que não adianta investir em linhas enormes de aparelhos: hoje são três principais apenas – One X, One S, One V (topo de linha, intermediário e entrada, respectivamente) e a companhia é a única (fora a Samsung, claro) que não teve prejuízos horríveis nos últimos trimestres no mercado de smartphones em geral.

E eu comprei um HTC One S em Taiwan… review de produto-a-ser-comprado-no-exterior em breve aqui no ZTOP.

Em tempo: a linha HTC One já tinha sido homologada pela Anatel para venda no Brasil. Uma pena que isso tenha acontecido.

 

 

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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