HP Z1: a primeira (e única) workstation tudo-em-um

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Equipada com uma tela de 27 polegadas, a Z1 vem com a proposta de economizar espaço na mesa de trabalho sem abrir mão de desempenho.

Durante o keynote do segundo dia do HP Global Partner Conference aqui em Las Vegas as coisas estavam tranquilas — para não dizer meio monótonas para os jornalistas de tecnologia — até Todd Bradley, vice-presidente executivo da divisão de sistemas pessoais (PSG) da HP subir ao palco e fazer o seu discurso ao lado de uma caixa que parecia ser a grande surpresa do dia:

E de fato, lá pelo final da sua apresentação ele começou a falar sobre a sua bem sucedida linha de workstations e chamou ao palco Jim Zafarana (a esquerda), VP da unidade de negócios e soluções, e seu chefe Jeff Wood ,VP de marketing global, – que retiraram de dentro de uma carcaça de uma Z600 a HP Z210 Workstation, seu primeiro modelo com gabinete compacto (também conhecido como SFF – Small Form Factor):

 

Esse anúncio foi seguido de um momento solene com os dois executivos se posicionando ao lado da caixa ao mesmo tempo que a luz  diminuiu…

… e o vídeo abaixo foi apresentado:

Ai finalmente chegou o momento de revelar o novo produto para a platéia presente no evento:

Z1 Workstation é a primeira estação de trabalho estilo AIO (all-in-one), que integra o computador e a tela no mesmo gabinete. É interessante notar que esse produto segue o mesmo estilo visual introduzido nos modelos da série Z600/Z800 (desenvolvido em parceria com a BMW) que combina linhas simples, tons de preto com partes em alumínio escovado:

E por que tanta preocupação com a aparência de num equipamento de escritório? Jim Zafarana fez um interessante comentário sobre isso explicando que esse produto é direcionado para profissionais que possuem um forte senso de estética como designers industriais, arquitetos, artistas gráficos, fotógrafos, videomakers, músicos e até entusiastas.

Fora isso, Zafarana afirma que entre público alvo do Z1 também estão empresas bem pequenas — como um escritório de arquitetura — com três, dois ou até mesmo um funcionário e que em muitas situações precisa atender o seus clientes no mesmo local onde trabalham de modo que uma sala limpa e bem organizada pode ajudar e muito nos negócios.

Vale a pena ressaltar que a tela/gabinete do Z1 pode ser removido da sua base e instalado em outros tipos de suporte como esse braço articulado que libera ainda mais espaço de trabalho para o usuário, principalmente se levarmos em consideração que essa workstation trabalha com mouse e teclado sem fio:

Além disso, o Z1 possui uma saída de vídeo para um ou mais monitores externos, permitindo assim a montagem de ambientes de trabalho realmente elaborados:

Seu pequeno painel de I/O conta com saídas de som, quatro portas USB, SPDIF, Gigabit Ethernet, DisplayPort e entrada de força:

Quando perguntado se o Z1 iria competir com os iMacs, o executivo explicou que uma workstation é por definição é um produto mais voltado para uso profissional enquanto que os iMacs atenderiam a um público mais amplo incluindo usuários finais. Assim ele não vê uma competição direta com a empresa com nome de fruta, mas que poderá haver usuários dessa marca que poderão de interessar pelo Z1.

Como é de se esperar de uma workstation da casa, a Z1 Workstation é um equipamento de fácil manutenção e que pode ser aberto facilmente sem o uso de ferramentas. Mas ao contrário de outras soluções que já vimos no passado, o acesso aos seus componentes internos não é feito por trás e sim pela frente do equipamento. Para isso é preciso deitar a tela numa posição vertical, soltar uma trava e levantar a mesma como num capô de carro…

… com direito a haste de sustentação com pistão pneumático que amortece a descida da tela LCD:

 

Voltado para pequenas médias e pequenas a Z1 pode ser considerado um “modelo de entrada” na mesma classe das workstations da série Z400. Ele vem equipado com uma generosa tela de 27″ IPS de 2.560 x 1.440 pixels capaz de reproduzir até um bilhão de cores.

Uma curiosidade do design dessa tela, é que ela possui um curioso suporte na forma de gaveta na sua lateral esquerda, onde a empresa poderá colar uma etiqueta de serviço com algumas informações rápidas ligadas ao produto como seu número de série ou patrimônio, código do modelo/configuração/serviço, endereço MAC, telefone de suporte/emergência, etc:

 

E por que uma tela de 27 polegadas? Segundo Jeff Wood nas All-in-one existe uma curiosa relação entre o tamanho da tela e o que você consegue implementar em termos de hardware e em especial nesse caso já que se trata de um computador de alto desempenho e que necessita de um sistema de circulação de ar bastante eficiente para dispersar o calor gerado internamente tanto pela placa de vídeo quanto pelo processador (na imagem abaixo eu contei seis ventoinhas). Interessante notar que, apesar disso, a Z1 gera relativamente pouco ruído (~20 db)  e por causa dessa preocupação de fazer o ar entrar por baixo (fria) e sair por cima (quente) essa tela não pode ser rotacionada para trabalhar no modo retrato.

Assim com uma tela de 27″ os engenheiros da HP conseguiram encontrar a melhor combinação de tamanho de tela e espaço no gabinete para instalar todo o hardware necessário e ainda assim manter a espessura da tela relativamente fina. O executivo comentou que a idéia original era de usar uma tela de 24″, mas isso acarretaria num gabinete bem mais espesso e a tela de 3o” ainda é muito cara ao contrário da de 27″ que já caiu bem de preço resultando assim numa relação “ganha-ganha” – tanto pra engenharia da HP que conseguiu mais espaço pra trabalhar quanto para os usuários que ficam com uma tela maior.

E suporte para touchscreen na tela? Jim Zafarana comentou que eles ainda não se convenceram que isso é algo desejado pelo seu público-alvo, mas de qualquer modo eles ficarão de olho na evolução dessa tecnologia e que isso poderá ser implementado em versões futuras do Z1. De um certo modo, essa é a mesma explicação de por que o Z1 ainda não tem interface Thunderbolt já que a empresa acredita que esse recurso seria aproveitado por um público relativamente pequeno (videomakers?) e que hoje estão bem atendidos com o USB 3.0.

Tecnicamente falando a Z1 pode vir equipado com processadores Intel Core i3 2120 de 3,3 GHz + HD Graphics 20000,  Intel Xeon E3-1245 de 3,3 GHz + HD Graphics P3000 e Intel Xeon E3-1280 de 3,5 GHz + gráficos NVidia. Inicialmente o equipamento virá com processadores Core ix de segunda geração (Sandy Bridge) mas a migração para a terceira geração “Ivy Bridge” já está prevista e implementada depois do lançamento oficial do novo chip.

Seu chipset é o C206 e o sistema possui quatro slots para pentes de memória DDR3 1600 com ECC podendo aceitar até 32 GB de RAM.

A Z1 possui espaço para um disco de 3,5″ ou até dois discos SSD de 2,5″ que podem ser configurados em RAID:

Com relação a placa gráfica, ela pode trabalhar com gráficos integrados no processador (Intel HD 2000/P3000) ou através de uma placa discreta com gráficos NVIDIA Quadro Q500M (3D de entrada),  Q1000M (3D Mainstream) e Q4000M (3D Hi End):

Interessante notar que a HP optou por adotar uma placa gráfica na forma de daughter card– ao invés da tradicional placa PCI-e — o que fez com que a empresa tivesse que criar sua própria solução térmica na forma de cartucho, que até lembra uma placa convencional, porém sem saídas DVI.
Com relação ao seu desempenho, pudemos dar uma olhada numa máquina de demo equipada com um Xeon E3 1280 de 3,5 GHz com gráficos NVidia Quadro e 16 GB de RAM:
E índice de experiência do Windows bateu 5,9 pontos devido ao sistema de disco:

 

Nada mal para uma workstation de entrada.

O preço sugerido da Z1 começa em US$ 1.899 nos EUA e a previsão é que ele chegue ao Brasil em abril deste ano. Mais informações aqui.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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