Hands-on: Samsung Story Station de 1,5 TB

H

Num mercado saturado pela mesmice da cara dos produtos, o disco externo Samsung Story Station de 1,5 TB é um interessante exercício de desenho x funcionalidade no melhor estilo da escola alemã de Dieter Rams — só que na cor cinza!

Tecnicamente falando, o Story Station (preço sugerido: R$ 599) é um dispositivo externo com porta USB 2.0 equipado com um disco rígido Samsung SpinPoint HD154UI que faz parte da nova linha de produtos EcoGreen F2, formado por três discos internos de 500 GB cada que giram a 5.200 rpm, o que pode parecer pouco mas que contribui para termos um HD mais silencioso (máximo de 28 dB) e com menor consumo de energia — de 1 watt (idle) até 6,3 watts (lendo/gravando dados).

Para mim é uma troca justa se levarmos em consideração que o principal atrativo desse produto é mais para o lado da capacidade de armazenamento do que desempenho propriamente dito.

Como era de se esperar de um produto da Samsung e Made in Korea, o Story Station é um produto de desenho diferenciado e de ótimo acabamento com seu gabinete com estrutura em plástico fosco e uma sobrecapa em alumínio escovado com a marca da empresa gravada a laser. A boa notícia é que nesse caso a Samsung não adotou o belo porém frágil acabamento back piano (yay!), a má notícia é que sua sobrecapa de alumínio escovado também é belo, porém igualmente frágil, sensível a riscos e igualmente atraente para marcas de dedos, de modo que o usuário deve ter cuidado na sua manipulação e limpeza.

Por essas e outras, para mim fica claro que o Story Station é um produto que fica melhor paradinho na mesa do usuário do que passeando por ai em viagens de um lado para outro dentro da cidade ou mesmo do planeta no fundo da mala ou da mochila junto com outros cacarecos como a fonte, cabos, clipes tortos, canetas sem tampa, moedas, balas meladas etc.

Talvez o que chame mais a atenção desse disco é seu design que combina linhas simples com um visual bastante limpo, acompanhado de um curioso controle de liga/desliga que mais parece um botão de rádio. Isso lhe proporciona um visual bastante retrô, parecendo mais um aparelho de som do que um periférico de computador.

Mais do que um adereço estético, esse botão realmente serve para alguma coisa: além de ligar o disco propriamente dito, ele controla a potência da luz de acesso do disco  rígido que fica localizado na sua base e que reflete na mesa de trabalho, resultando assim num interessante efeito visual já que o mesmo pisca toda vez que o disco é usado. Observe porém que esse efeito visual depende muito da posição e do ângulo de visão do disco em relação ao usuário.

Outra sacada interesante desse desenho é sua base na forma de arco, que permite uma melhor circulação natural de ar pelo interior do disco. Note a entrada de ar no fundo do disco…

… e sai (aquecido) na parte de trás. Por ser um bom condutor térmico, sua sobrecapa de alumínio também ajuda a dispersar o calor interno do disco resultando assim um equipamento bastante silencioso e que não depende de ventoínhas para controlar sua temperatura interna. Note também a entrada do adaptador de rede elétrica (incluso) e sua porta USB-mini (via cabo também incluso) muito bem marcados em vermelho. Simples e prático.

Outra sacada interessante desse produto é que — ao contrário de muitos concorrentes — o acesso ao interior desse disco até que é bastante simples, obviamente se o usuário tiver as ferramentas corretas.

Para remover a sobrecapa de alumínio basta remover os quatro parafusos laterais com o uso de uma chave de fenda do tipo Torx T9. Note a data gravada na parte de dentro do disco que deve ser referir a sua data aproximada de manufatura e os dois mancais de borracha que impedem que a tampa afunde sobre o disco.

O que pudemos ver é que  o disco rígido está firmemente fixado no gabinete por meio de uma gaiola de plástico unida por diversas aletas de plástico auto-travantes espalhadas por todas as laterais do periférico.

E como os engenheiros da Samsung não nasceram ontem, como medida de segurança adicional esse conjunto fica protegido por dois lacres (um de cada lado) que invalidam a garantia do produto caso sejam violados. Com isso, o que podemos dizer é que é tecnicamente possível fazer um upgrade nesse disco,mas aconselhamos que isso seja feito somente quando a garantia desse produto expirar.

O processo de instalação é tão simples quanto o de um memory key: basta conectar o disco na tomada e no PC (via cabo USB) e girar o botão de rádio para ligar o disco e ajustar o nível de brilho da luz de acesso do HD. Se tudo ocorrer de acordo com o esperado, o ícone do novo disco deve aparecer na pasta do Meu Computador:

Como é comum nesse mercado, acompanha o Story Station um pacote de software e documentação que, em vez de vir queimado num CD incluso, vem gravado no próprio disco, de modo que aconselhamos que o usuário faça um backup do mesmo antes ele desapareça depois de uma formatação acidental ou mesmo proposital.

O pacote é formado pelo Samsung Auto Backup, que permite ao usuário programar backups regulares de seus dados enquanto que o SecretZone cria um “disco virtual” dentro do Story Station que fica escondido dos outros usuários,  No geral, nada mais, nada menos do que outras empresas como Western Digital e Seagate já oferecem em seus discos externos, cuja presença em alguns casos serve apenas para cumprir tabela, já que muitos usuários preferem suas próprias soluções de backup, enquanto que outros simplesmente ignoram a existência desse recurso, um péssimo hábito, diga-se de passagem.

No geral, minha impressão geral do Story Station é bastante positiva, principalmente vindo de um big player que costuma combinar boa qualidade, apresentação e acabamento com preços bastante agressivos mesmo para o nosso mercado. Trata-se de um equipamento simples, fácil de usar mas que exige alguns cuidados por parte do usuário para manter o seu visual sempre belo e imaculado.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos