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Hands-on: Samsung MV800 (a câmera contorcionista)

A Samsung MV800 poderia ser uma câmera digital convencional, com resolução de 16,1 megapixels e tamanho compatível com um bolso de camisa ou de calça. Mas sua tela basculante permite tirar fotos em diversos ângulos, incluindo auto-retratos, e esse é seu principal trunfo.

Medindo 92 x 56,2 x 18,3 mm, a operação da MV800 é bastante simples: na parte superior, apenas o botão de liga/desliga, o disparador e o controle de zoom óptico (5x).

Abaixo, o compartimento da bateria e o slot para cartão de memória. A MV800 usa apenas cartões padrão microSD – e veio com um de 4 GB.

Atrás, dois botões: um para acessar o menu da câmera e um para reproduzir imagens.

E, com a tela aberta em 180 graus, com o recurso de auto-retratos em funcionamento: para clicar…

… basta clicar no disparador extra presente na traseira do equipamento. Na prática, é uma boa ideia para tirar fotos de si mesmo (em locais turísticos sem precisar um adaptador bizarro) e de amigos, namoradas e afins para publicar no Orkut Facebook (sem duck face, por favor)

Na lateral direita da MV800, o conector proprietário para ligar a câmera ao televisor via HDMI (cabo não incluso) e um microUSB para transferir imagens para o computador e recarregar a bateria (a MV800 vem com um adaptador para ligar o cabo USB à tomada, mas não tem um carregador próprio para a bateria – ele é um opcional).

A tela traseira de 3″ é sensível ao toque e tem diversas opções automáticas de fotografia e filme – incluindo opções 3D (se conectado a um televisor compatível), panorama e vídeos em alta definição.

Pelo preço sugerido de R$ 1.099 e a facilidade de tirar autofotos, a Samsung MV800 é uma solução interessante e portátil. Mais especificações e informações no site da Samsung.  Algumas imagens de amostra feitas com a MV800 no Flickr.

Nagano comenta: Na minha opinião a MV800 é mais um interessante exercício de criatividade do que de inovação propriamente dita — e isso é um elogio, diga-se de passagem. Isso porque como ela combina elementos vindos tanto do mundo das câmeras digitais quanto dos celulares, nada mais lógico do que afirmar que seria mais fácil a Samsung lançar esse produto do que um concorrente de fora. De fato, não me surpreenderia se um dia um descendente dessa câmera não rode Bada ou mesmo algum dialeto baseado em Android e que rode alguns aplicações específicas que não dependam de rede sem fio.

Interessante notar que essa tela basculante quase que elimina a necessidade de uma segunda tela LCD como na PL120 (embaixo) economizando assim uma delas da sua lista de materiais reduzindo assim o seu custo de produção. 

Isso de um certo modo vai de encontro com o que disse David Hill na sua entrevista na última CES que um bom design é aquela bela combinação de arte com engenharia que resulte em algo que seja realista, possa ser produzido em massa e que atenda aos desejos de um público amplo.

Caso dessa câmera. 🙂

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • bugahc

    Minha esposa ver uma dessa vai me fazer comprar-la amanhã mesmo.

  • ringo

    essas cameras tem se mostrado melhor do que as da Sony…., (só o fato de usar "memory stick pro duo" já me deixa aborrecido…)

  • Rone

    Realmente essa é uma ótima camera!