Hands-on: roteador Edimax nLiteWireless 3G 6200n

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Meu roteador wireless, um Belkin de coração, morreu de falência múltipla de componentes. Estava usando um Linksys (igualmente velho de guerra, com um bom coração batendo ali dentro) quando o Nagano me falou do Edimax nLiteWireless 3G 6200n, um roteador wireless N com 3G integrado que ele estava sem muito tempo para mexer. E não é que o bicho é bem interessante?

Como qualquer bom roteador wireless, o 6200n tem configurações via web (192.168.1.x) ou pelo PC (Windows apenas) via software. Tudo simples, básico e guiado pelo aplicativo. Mas tem um porém: para configurar o 3G, precisa usar o PC.

O interessante é que o software já tem configurações de operadoras de todo o mundo – basta selecionar o país e a operadora. Entretanto, a interface desse aplicativo de configuração é um tanto complicada (como, na imagem acima, não aparece o botão de “próximo”, que está ali, meio que invisível).

Caso seja necessário, dependendo da operadora, tem um campo ali para digitar o número PIN do SIM card (está naquele cartãozinho original da operadora, junto com os números PUK). O passo seguinte é configurar a rede sem fio (opções de SSID, senha etc).

A interface web é mais completa e fácil de usar, no meu ponto de vista. Tem configurações para vários tipos de rede:

O Edimax 6200n também funciona como um roteador comum – meio implícito isso – e conectei-o sem problemas à rede do Virtua. Ah, sim, criei um SSID bem infame:

O hardware do 6200n segue o padrão dos roteadores wireless domésticos: quatro portas Ethernet, uma WAN, entrada de energia, botão de reset, liga/desliga Wi-Fi e uma porta USB para o modem 3G:

Só tem um probleminha de engenharia aí. O conector USB é colado na entrada de energia – logo, um modem 3G mais gordinho não cabe ali (ou um ou outro, sem exceções):

Felizmente, a Edimax envia na caixa um extensor USB para conectar o modem 3G, assim como um cabo de rede.

No uso diário (e foi mais de um mês com roteador), me convenci que meu próximo roteador vai ser padrão N: mais rápido, mais estável e com cobertura maior (sim, a besta aqui esqueceu de salvar os números de velocidade, mas é notadamente diferente e mais rápido da conexão 802.11g do Linksys que uso agora).

Este lado da Zumo-caverna, em versão sobrado, deixa o roteador no andar de cima e usa (bastante) o notebook no térreo: sinal sempre cheio, mesmo em celulares/gadgets (notadamente o Motorola Dext, Milestone, LG GW620 e no iPod touch). Diferente dos roteadores 802.11g que já tive, o modelo da Edimax só precisou ser reiniciado quando o sinal da Net caía – e me impressionou o fato de ele nunca, nunca derrubar o Wi-Fi (caso do Linksys velhinho que está aqui de passagem e ignora solenemente a existência do iPod touch).

Sobre o 3G: a conexão 3G, ao menos em São Paulo, deve ser um backup, não a conexão principal. A existência do 3G no Edimax 6200n, ao meu ver, é um bom adicional aos recursos já existentes.

A crítica aqui, como sempre, é ao serviço prestado pelas operadoras (que, dependendo do lugar que você estiver, não conecta ou vai muito lento) – se sua área de uso com um roteador fixo é problemática, não dá para apostar com o 3G como fonte principal de acesso à web. Numa emergência, é ótimo saber que o recurso está lá – e ficar sempre de dedos cruzados para as Telefônicas, Nets e TVAs da vida não te tirarem do ar.

De qualquer modo, pelo preço sugerido de R$ 360 na Edimax, o valor do investimento compensa (vi uns roteadores 802.11n por aí entre 400 e 600 reais…). E tem o backup do 3G pra garantir.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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