ZTOP+ZUMO

Hands-on: HTC Smart com Brew Mobile

Nagano e eu tivemos um longo papo sobre o mundo de telecom hoje de manhã com a Qualcomm. Entre os temas (HSPA+, LTE, Android, Zeebo, Kayak etc), falamos sobre o sistema operacional Brew Mobile, desenvolvido pela empresa a pedido da operadora AT&T, dos EUA. Motivo? Tentar começar a levar os 65% dos seus clientes que não têm smartphones para dar os primeiros passos em um aparelho mais conectado.

O primeiro aparelho vindo dessa parceria foi o HTC Smart, curiosamente o único (até o momento) da HTC que não roda Android ou Windows Mobile. Paulo Breviglieri, diretor corporativo da Qualcomm no Brasil, estava com um Smart, e mostrou pra gente em primeira mão.

Em tempo: já falei com a HTC e ela não tem previsão de lançamento do Smart por aqui.

O Smart é um aparelho bastante básico. Pequeno (104 x 55 x 12,8 mm) e leve (108 gramas), tem uma tela de 2,8″ (320 x 240), processador de 300 MHz, 3G (HSDPA), Bluetooth, câmera de 3 megapixels e é realmente daqueles telefones para dar os primeiros passos em um aparelho com mais recursos conectados. O Smart fica na mesma tênue linha de celulares como Samsung Star 3G, Nokia 5230 ou o LG Pop: touchscreens básicos, já com 3G, mas não são cheios de funcionalidades.

Vendo o Smart pela primeira vez, a interface é conhecida: a HTC adotou o visual Sense, presente em outros aparelhos com Windows Mobile e Android. O resto do sistema operacional é bastante parecido com o próprio Android, com uma barra de notificações no topo, um botão dedicado ao menu e outro a “voltar”, tela de configurações bastante similar também. A tela principal, nas minhas contas, tem sete (sim, sete) áreas para colocar atalhos, widgets e fotos – é bastante coisa (eu com cinco no Dext mal uso três).

Talvez pela resolução da tela, os ícones me pareceram grandes demais. O sistema Brew Mobile, como era de se esperar, roda aplicativos feitos em Brew e tem lanterna, rádio FM, gerenciador de redes sociais, e-mails, calculadora, joguinhos (veja nas fotos todos os apps). A tela principal é bastante customizável, permitindo inúmeros atalhos (que nem o Android, certo?).  O navegador web não me impressionou (abriu a versão convencional do Zumo, sem adaptação para a mobile, por exemplo),

Fato é que produtos como o HTC Smart são básicos, sem dar a impressão de que são itens de segunda linha. O acabamento do Smart segue as linhas de design da HTC  adotadas em outros modelos (Desire ou até mesmo o Nexus One), com uma boa pegada na mão. São poucos botões (como nos Androids), e talvez seu grande ponto negativo no hardware seja mesmo o conector USB (usa um encaixe HTC ExtUSB, e não um microUSB convencional).

No fim das contas, a vista à Qualcomm valeu para conhecer um novo sistema – que tem foco em um mercado e necessidades específicas nos EUA, mas que, com o preço certo, podem muito bem se encaixar na nossa realidade brasileira.

Abaixo, a maior galeria de fotos que acho que já fiz no site até hoje (70 fotos originais que, editadas, viraram 34).

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • dorff 13/04/2010, 16:53

    Não custava nada ter um android instalado…

  • Maurício Birochi 15/02/2011, 09:25

    Gostei deste aparelho, se tiver uma loja on line iria fazer sucesso aqui no Brasil