Hands on: GPS TomTom Ease

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Como já noticiamos neste Zumo, a TomTom mostrou recentemente a sua linha local de GPS com três novos aparelhos, sendo que o mais “renovado” deles é o TomTom EASE Brasil, versão mais básica que substitui o One Brasil como o modelo de entrada da empresa no País.

Assim como seu antecessor, o EASE Brasil (preço sugerido: R$ 599) é um equipamento relativamente pequeno (9,5 x 8,0 x 1,9 cm — LxAxP), com 125 gramas de peso e equipado com uma tela LCD sensível ao toque de 3,5 polegadas de resolução nativa de 320 x 240 pixels e capaz de reproduzir 64 mil cores.

Se comparado com o One, podemos observar que o visual do EASE foi totalmente reformulado, deixando para trás o as linhas curvas dos modelos XL e GO para assumir uma personalidade própria mais retangular.

O clipe de fixação do GPS com o para-brisa do carro agora é parte integrante do seu gabinete, limitando assim seus movimentos. Em contrapartida, o GPS conta com um ponto de fixação bem mais firme que seu antecessor.

De qualquer modo ainda é possível remover o GPS deixando o clipe de fixação no carro, bastando para isso soltar uma trava.

Um sacada interessante desse nov0 desenho é que ele permite a troca da capa do gabinete o que permite mudar o pretinho básico (que já acompanha o produto) por outros tons mais alegres como verde, vermelho, amarelo, laranja, roxo e azul – todos com acabamento metálico. Segundo a TomTom, essas capas serão oferecidas como um acessório opcional.

Tivemos acesso à capa na cor amarela e realmente o visual muda bastante. Note a posição do botão de liga que agora fica na parte de trás do GPS.

Outra consequência dessa mudança é que, ao contrário do gabinete do ONE,  que era mais fechado que uma ostra mal-humorada, podemos ter uma vista um pouco melhor do seu hardware interno.

O que mais chama a atenção é a sua bateria de íons de lítio que fica mais exposta, porém bem protegida por travas e grandes lacres. Sua autonomia estimada é de aproximadamente duas horas de uso contínuo, de modo que o ideal é que o usuário sempre tenha seu carregador automotivo em mãos.

Outro controle que fica escondido por baixo da capa externa é o botão de reset, algo que considero um ponto negativo: no caso de uma pane no GPS é necessário remover o aparelho da sua base, retirar a capa e cutucar esse orifício com algum objeto pontudo (como a ponta de uma caneta). Trata-se de um procedimento trabalhoso para não dizer até meio perigoso, principalmente se levarmos em consideração que essa pane pode ocorrer no meio do trânsito.

Acompanham o produto o manual do usuário, disco auto-adesivo para fixar o GPS no painel do carro, carregador automotivo e um cabo USB que serve para atualizar os dados do GPS com o sistema Tomtom Home, além de permitir a recarga da bateria.

Assim como seus irmão mais velhos, o EASE já vem com uma versão do programa TomTom Home que se instala automaticamente no PC durante sua primeira conexão. Por meio dele, é possivel manter o GPS sempre atualizado com simples alterações nos mapas (via MapShare), localização de satélites e radares de trânsito, baixar vozes e elementos gráficos, além de mapas adicionais. O EASE conta com 2 GB de memória interna e não dispõe de slot para cartões de memória Flash.

Uma das novidades do EASE foi a reformulação da sua interface com o usuário, com objetivo de torná-lo mais simples. Sua tela inicial agora vai direto aos finalmentes, oferecendo acesso direto aos principais recursos so sistema:

 

Para uma tela de 3,5 polegadas, até que a interface do usuário do EASE aproveita bem o limitado espaço da tela, mantendo apenas as informações essenciais de navegação, abrindo mão de outras informações como tempo restante de viagem ou previsão da hora de chegada. Isso é uma característica dos GPS TomTom, ou seja, o sistema de navegação é praticamente o mesmo sendo que cada modelo incorpora mais ou menos recursos, sejam eles úteis ou fúteis.

Como os usuários do sistema TomTom já estão familiarizados, pressionar as janelinhas azuis na base da tela dá acesso à diferentes funções do sistema. O da esquerda dá acesso ao controle de volume do sistema de orientação por voz, a central chaveia o modo do mapa 3D para 2D…

… e a janela da direita dá acesso ao modo de visão geral do percurso. Notamos que. ao contrário da série GO, ele não dispõe do recurso de simular a rota a ser percorrida.

O sistema de navegação mantém-se no essencial: navegar para um endereço novo, ponto de interesse (hotel, posto de gasolina, estação de metrô, hospital etc.), endereço favorito (definido pelo usuário), residência, ponto do mapa e só.

Isso também pode ser notado nas opções de configuração…

que se limita a apenas duas telas.

As vozes de navegação se limitam ao português e espanhol de diversos países como Chile, Argentina e México. Entre as vozes mais curiosas estão o CM, com um hilário sotaque carioca, e um mal-humorado Denilson.

Outra função curiosa é a função Ajuda, que mostra a atual posição do usuário em coordenadas e uma breve descrição da localidade. Algo útil na hora de pedir uma ajuda pelo telefone no caso de uma pane mecânica ou mesmo acidente.

Faremos uma análise mais detalhada do software de navegação no nosso review do novo TomTom XXL, que está aqui na fila dos testes. Fiquem ligados.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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