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Hands-on: Formula Indy 3D + óculos Sony 3D

Como já havia ocorrido com o Carnaval do Rio, o pessoal da Net montou um esquema para transmitir a corrida da Indy 300 ontem em São Paulo em 3D em um bar na Vila Madalena, reduto hipster-chique da cidade.

Chegando lá, dois modos de ver a Indy em 3D: pra maioria dos presentes, transmissão em TVs “genéricas” (sem marca) com óculos passivos iguaizinhos aos dos cinemas 3D . E, do outro lado, duas TVs Sony 3D com óculos que acredito serem os novos TDG-BR100, anunciados na semana passada no Japão.

A transmissão da corrida foi fraca em comparação à disputa exibida pela Bandeirantes: poucas câmeras (consegui contar uns 4 ângulos distintos), bar cheio de gente, mal deu para ouvir direito a narração – não importa: a tal experiência 3D estava lá. Me surpreendi porque, primeiro ao usar os óculos “de cinema”, a imagem 3D nas TVs com a marca coberta (depois descobri que eram modelos da Hyundai) era muito boa.

Por conta do tipo de transmissão – uma corrida é mais previsível em cenas que uma escola de samba ou um Avatar – as imagens eram fluidas e com uma profundidade de campo incrível (o pessoal nas arquibancadas, filmada durante os intervalos, ops, pausas da corrida durante a chuva, parecia estar ali, a alguns passos de distância). Após o final, a Net exibiu um VT do Carnaval (esse sim com imagens que ficam muito, muito melhores em 3D).

Tirei um monte de fotos da tela em 3D, mas, sem os óculos, fica uma imagem com fantasmas que não dá para entender nada, como dá para ver abaixo.

Em casa, num televisor não-3D, o sinal da Net no canal 3D da corrida aparecia com a tela dividida com duas imagens iguais com uma pequena diferença de ângulo (cortei um pouco da imagem por conta da distorção da lente).

Com os óculos passivos, fiz um teste que o Nagano pediu: mudar o ângulo de visualização por conta do 3D. Nada aconteceu e o 3D continuou igual. Quem ganhou a corrida? Não tenho ideia, mas foi uma experiência inusitada para um domingo à tarde.

Já do outro lado, com as TVs Sony, a coisa era diferente. Os óculos, com tecnologia ativa, são maiores e mais pesados, além de muito parecidos com o TDG-BR100.

Vi poucos botões de ajuste/controle nos óculos. Na lateral, um botão de liga/desliga (fácil de esbarrar e desligar quando se coloca o acessório):

E outros dois botões, internos, ajustam as hastes. As mulheres no local, por sinal, reclamaram que os óculos eram muito grandes.

Tecnologicamente falando – e isso numa impressão rápida – a imagem com os óculos da Sony foi bem melhor que com os “3D de cinema”. Eram dois televisores, e os óculos se adaptavam em uma fração de segundos à tela. Novamente, não vi diferença na imagem por conta do ângulo de visualização, mas a percepção da alta definição foi bem maior com esse modelo da Sony – e talvez essa seja um fator de decisão na hora que todo mundo começar a vender TV 3D no Brasil mundo. Veja a diferença de tamanho entre os dois – o Sony é o de cima.

Mais alguns detalhes dos óculos da Sony:

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin