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Hands-on: Ferro elétrico sem fio 360° Freestyle Panasonic

Os japoneses da Panasonic mostram que sempre tem jeito de melhorar alguma coisa, mesmo que seja um simples ferro de passar roupa. É o caso do 360° Freestyle.

Mais conhecida por aqui pelos seus eletrônicos de consumo, TVs e microondas, desde o ano passado a Panasonic do Brasil iniciou um processo de ampliar sua linha de eletrodomésticos, trazendo para cá produtos de maior porte como refrigeradores, lavadoras, condicionadores de ar e um produto bem menor, mas nem por isso ele deixa de ser cheio de tecnologia: um ferro de passar roupa, o modelo NI-WL500 360° Freestyle (preço sugerido: R$ 259).

Para quem não sabe, a Panasonic tem uma longa tradição em ferros de passar. De fato, o seu primeiro eletrodoméstico foi o National “Super Iron”, lançado em 1927. Antes disso, ela só tinha fabricado adaptadores elétricos e lanternas, sendo que só em 1931 ela colocou no mercado o seu primeiro rádio.

O 360° Freestyle tem uma história interessante, já que o objetivo da Panasonic era de desenvolver um novo ferro elétrico capaz de passar roupa de maneira mais fácil, rápida e menos cansativa. Esse projeto envolveu o esforço de quinze profissionais e o resultado foi um novo desenho da base…

… que abandonou o tradicional formato de cunha em favor de um formato simétrico com duas pontas — uma na frente e outra na parte de trás.

Daí, duas novas linhas de produtos surgiram:

360 Quick Iron NI-W550, um modelo com fio e base em cerâmica, mais voltado para o mercado externo (e que vimos em detalhes no ano passado durante nosso tour pelo Japão)…

… e o NI-WL600, um modelo sem fio menor e com base em aço (mais ao gosto do consumidor japonês) e que foi a inspiração do nosso NI-WL500.

Segundo a Panasonic, uma das grandes sacadas do 360° Freestyle é que, com esse novo formato da base, ele se movimenta mais facilmente tanto para frente quanto para trás (tente fazer isso com um modelo convencional). E o fato dele não estar ligado a um fio permite que ele possa realizar diversas manobras “radicais” sobre o tecido, como dar um cavalo de pau ou mesmo um giro completo de 360° (daí o nome do produto — duh!).

Além disso, como ele é um pouco menor e mais leve que um modelo convencional, cansa menos o braço da pessoa que estiver pilotando o ferro. Segundo a Panasonic, a economia no tempo gasto para passar uma camisa social com 360° pode ser de até 25%.

De fato, muitas dessas características podem ser melhor entendidas por meio desses vídeos promocionais postados pela Panasonic no Youtube:

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O exemplar que recebemos para teste é o modelo na cor azul (modelo NI-WL500AZF), mais indicado para meninos/marmanjos emancipados. Já para as meninas existe uma versão na cor rosa, no modelo NI-WL500PZF.

Como dissemos acima, esse modelo se parece, mas não é exatamente a versão japonesa — já que ele foi totalmente redesenhado para atender às características do nosso mercado, como trabalhar com nossa rede elétrica de 127 volts/ 60 Hz (contra 100 volts/50~60 Hz usados no Japão), além das mensagens do produto já estarem todas em português (yay!)

Outra diferença que notamos no NI-WL500 é que sua base é feita com o mesmo material cerâmico antiaderente do NI-W550. Também notamos que o nosso modelo não veio com a cobertura tipo tampa de bolo que protege o conjunto da base + ferro quando fora de uso e que também facilita o seu transporte. A base de aquecimento até possui os encaixes laterais, mas a tampa está ausente, provavelmente para cortar custos.

Mas a mudança que realmente nos chamou a atenção — e vai chamar de muita gente que adquirir esse produto —  é o fato do seu fio elétrico não ser auto-retrátil (como nos modelos japonês e americano) e sua tomada adotar o novo plugue de tomada padrão nacional. Até ai nada demais, só que essa versão é a de alta potência (uia!) exigida pelo Inmetro em equipamentos que consomem muita energia.

Para quem ainda não teve o desprazer de descobrir isso por conta própria, o diâmetro desses pinos é 0,5 mm maior (4,5 mm) que os do modelo mais comum de menor potência (4,0 mm — plug preto à esquerda na imagem embaixo).

Essa diferença pode ser muito pequena para ser percebida a olho nu, mas é grande o suficiente para fazer com que ela não entre nas tomadas novas de menor potência e até mesmo nas do padrão antigo (ainda presente em tudo quanto é lugar) nem com reza brava. Isso pode ser motivo de muita frustração para o consumidor já que numa dessas, ele se encanta com o ferro da Panasonic, compra, traz ele pra casa feliz da vida e descobre que ele não pode ser usado. E ai até explicar para sua mãe, esposa, secretária do lar que focinho de porco não é tomada a casa já caiu.

O problema é que a Panasonic não pode (e nem deve) fornecer qualquer tipo de adaptador já que esse padrão foi exatamente criado para proporcionar maior segurança para o consumidor. O ideal nesse caso é que o consumidor se antecipe e providencie a tomada adequada, o que pode ser resolvido com a ajuda de um eletricista profissional ou mesmo amador mais cuidadoso. No meu caso, como a maioria das minhas tomadas segue o padrão NEMA americano, eu usei o adaptador padrão nacional fêmea para o americano macho da SMS, cujos furos são compatíveis com a nova tomada de alta potência (yay!)

E caso o pino terra esteja realmente atrapalhando, basta desencaixar a base do adaptador e removê-lo. 🙂

A base de aquecimento possui uma plataforma inclinada, equipada com dois suportes de rodinhas, o que faz com que o ferro naturalmente deslize e encaixe no seu ponto de contato elétrico. Além de melhorar sua ergonomia, isso também faz com que qualquer respingo d’água que caia do ferro escorra para a sua base onde existe um pequeno dreno.

Como o diz o video acima, o ferro em é um pouco menor e um pouco mais leve que um modelo convencional (segundo nossas medições: 1,1 kg com sua reserva de água cheia). Assim como sua base, o desenho do corpo procura ser o mais simétrico possível…

… resultando assim num produto com uma distribuição do seu peso bem mais balanceada, contribuindo assim para o seu conforto de uso.

Tecnicamente falando, é possível usar o ferro totalmente a seco, mas caso o passador de roupas queira usufruir do seu sistema de vapor é preciso encher o seu reservatório de água. Para isso é preciso pressionar um botão lateral…

… e desencaixar o reservarório.

E o que parece ser um esguicho de spray é na realidade a entrada de água que, na maioria dos casos, pode ser de torneira já que o ferro possui um sistema anti-cálcio que reduz continuamente o acúmulo de calcário no seu interior. Entretanto o manual alerta que caso a água da sua casa seja muito dura (com alta concentração de cálcio ou magnésio), a Panasonic recomenda o uso de água desmineralizada ou destilada já que com a geração do vapor, os sais diluídos na água dura tendem a acumular dentro do ferro, podendo assim causar o seu entupimento dos seus dutos internos com o passar do tempo. Por causa disso, pede-se para não usar aditivos ou outros líquidos no lugar da água.

Essa solução também evita que você precise levar o ferro quente para a pia para reabastecê-lo com água, o que torna esse procedimento bem mais seguro.

Logo acima dessa entrada existe uma chave que controla a vazão da água com três posições: modo vapor, leve vapor e seco. O botão acima cria um jato de vapor que sai diretamente da sua base que (segundo o manual) pode ser usado “na vertical” para desamassar roupas penduradas em cabides ou até mesmo cortinas. Basta aproximar com o ferro “de pé” bem perto do tecido e liberar o jato.

Finalmente, o ferro ainda conta com um sistema de “anti-gotejamento” que corta o fluxo de água caso a temperatura do ferro caia para menos de 121°C, evitando assim que gotas d’água caiam sobre a roupa que está sendo passada ou que ele vaze quando estiver esfriando na base, permitindo assim que ele possa ser guardado logo após o seu uso.

Botando pra quebrar passar:

Quando ouvi pela primeira vez o termo “ferro elétrico sem fio” — principalmente um da Panasonic — a primeira idéia que me veio à cabeça é que esse eletrodoméstico funcionasse do mesmo modo que seus telefones: traz uma bateria que esquenta sua chapa (o que não deixa de ser uma façanha tecnológica se levarmos em consideração a quantidade de energia que esse dispositivo consome).

Para minha surpresa, o seu funcionamento é bem mais simples e engenhoso do que imaginava e não difere muito dos chamados modelos automáticos: Ao ligar o ferro na tomada ele entra automaticamente em stand by, esperando que o usuário informe qual a temperatura que ele deve operar (baixo, médio, alto).

Note que nesse modo o ferro consome pouquíssima energia e passados dez minutos sem ser mexido ele se desliga automaticamente. Note o medidor de energia à direita mostrando o consumo “zero” do 360° Freestyle.

Escolhida a temperatura desejada (pressionado-se o botão SELETOR), o LED correspondente começa a piscar avisando que a base está esquentando o ferro. Ao chegar à temperatura ideal, ele pára de piscar informando que o 360° Freestyle está pronto para uso.

Ai é só retirar o ferro da base e começar a passar a roupa. Note que nesse momento o 360° Freestyle não está consumindo energia, já que ele utiliza apenas o calor acumulado no ferro.

Ao retornar o ferro para sua base de aquecimento o termostato verifica se o calor do 360° Freestyle está dentro da sua faixa de operação e, caso seja necessário, a base volta a aquecer o mesmo (consumindo aproximadamente 900 watts x 4,6 Ampéres) operação indicada pelo LED que volta a piscar…

… só parando quando a temperatura chegar no nível desejado, voltando ao modo de não consumir energia. Também notamos que para baixar sua temperatura — digamos de Alta para Média — o ferro simplesmente mantém o LED da temperatura mais baixa piscando a espera de que o ferro esfrie naturalmente, o que pode demorar um pouco mas pelo menos não gasta eletricidade.

Segundo a empresa, durante a operação de passar, uma pessoa costuma usar o ferro por aproximadamente dez segundos antes de colocá-lo de lado para reposicionar a a peça de roupa. Já no modelo da Panasonic é possível utilizá-lo por até 30 segundos antes que sua temperatura fique abaixo do desejado e seja necessário retorná-lo a base. Mas depois de reaquecer por uns oito segundos ele estará pronto para continuar o trabalho.

Esse comportamento pode ser melhor observado no gráfico abaixo, que monitorou uma roupa sendo passada pelo 360° Freestyle na forma da linha vermelha (consumo em watts). O pico inicial e mais longo refere-se ao aquecimento inicial do ferro. As quedas perto de zero representam o momento em que o ferro foi retirado da base para ser usado e os picos restantes o momento em que ele voltou para a base e precisou ser reaquecido.

Isso mostra que apesar dos ferros elétricos serem equipamentos bastante fominhas em termos de consumo de energia, o 360° Freestyle tenta pelo menos consumir apenas o necessário e da maneira mais inteligente possível. Digo “inteligente” em vez de “eficiente” porque a estratégia desse produto foi de ir além da simples meta de reduzir consumo, procurando soluções inovadoras que agilize o próprio trabalho de passar roupa, já que reduzindo o tempo gasto nessa atividade, também temos uma certa economia de eletricidade.

Fora isso, passando menos tempo (e/ou cansando-se menos) na frente da tábua de passar roupa também significa ter mais tempo para fazer outras coisas, o que pode ser um sinônimo de melhor qualidade de vida.

E se tudo isso vale R$ 260? Bom, se você não sabe essa resposta, o que podemos aconselhar — claro, com todo o respeito — é que você pergunte pra quem lava a sua roupa.

Como já disse em um post anterior, esse tipo de produto é um bom exemplo do milenar costume japonês de assimilar uma idéia vinda de fora, melhorá-la e transformá-la em algo genuinamente “japonês”. Esse espírito de inovação sempre foi uma das molas propulsoras da economia deste País e que, de um certo modo, poderá garantir o seu futuro nessa nossa civilização pós-industrial onde os donos das boas idéias que levam a grandes inovações valem até muito mais do que os aqueles que simplesmente fabricam produtos aos montes usando mão de obra barata.

O pessoal da empresa com nome de fruta que o diga. 🙂

Ainda em tempo:

O 360° Freestyle já pode ser encontrado no site da Fast Shop tanto na versão azul quanto rosa. 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • achromatopsia 13/08/2011, 23:11

    Precisa reclamar do padrão novo de tomadas em TODOS os posts?

    • mnagano 13/08/2011, 23:15

      Pensando bem… acho q esqueci de reclamar disso no review do Lenovo G475 e no hands on da máquina de Gashapon.

      My bad, my bad… Preciso ficar mais atento nos próximos posts.

      Brigadão pelo toque.

      • achromatopsia 13/08/2011, 23:34

        Não tem de quê.

        • mnagano 13/08/2011, 23:36

          🙂

    • dflopes 17/08/2011, 11:03

      precisa sim…

      a possível segurança desse formato não é tão segura qto se fala.

      Qdo criança quer fazer “tolice”, ela faz com clip, garfo, faca, grampo, etc…

      Mas tudo bem, o estrago já está feito. Em casa, tenho tomadas modulares e fui obrigado a colocar dois plugues em cada tomada (antigo e novo)… ¬¬

      • Dorival 20/08/2011, 20:34

        Precisa não.

        É muito mais seguro que o padrão americano e, quer a gente goste ou não, até aparecer um novo, os equipamentos nacionais virão neste padrão. A ideia dos diâmetros diferentes é impedir que se ligue um equipamento com um consumo muito alto numa tomada com uma fiação não dimensionada para tal, impedindo a queima da fiação e até incêndios provocados pelo consequente curto-circuito. Isto resulta em economia, pois a fiação pode ser mais fina e as tomadas menos robustas e onde realmente for preciso, aí sim, fazer uma instalação adequada. Mas isso tudo você sabe.

        Eu sei que é chato ter de trocar, mas a maioria acha que o padrão americano é melhor porque cortam o pino terra. E também não conheço ninguém que tenha aterramento em casa (eu tenho). E olha que eu conheço muita gente.

        Um abraço e acho que você devia voltar pro castigo…

  • criscatbr 14/08/2011, 09:14

    Ótimo hands-on.
    Qdo meu atual ferro de passar der PT, certamente vou optar por um desses.

    Sobre o padrão das tomadas, tem mais é que reclamar mesmo… é dor de cabeça constante na corrida por adaptadores…

    • mnagano 14/08/2011, 09:31

      Ok, falando sério agora…

      Para nós aqui do Ztop a chegada do novo padrão de tomadas é um fato da vida e não podemos fazer muita coisa além de uma careta de vez em quando. De fato, até que estávamos achando que a transição estava sendo bem mais tranquila do que imaginávamos, já que — fora o tridente do capeta — sua versão de dois pinos e corpo/cavidade hexagonal se mostrou bastante compatível com o padrão anterior e vice-versa.

      Nós só voltamos para esse assunto porque topamos com uma situação que ainda não tínhamos previsto, que é a pessoa que compra um produto na loja e volta pra casa todo pimpão e doido para ligá-lo na tomada e só na hora do "vamos ver" que ele descobre que o plugue é de alta potência e não entra nem na sua tomada nova, muito menos na velha.

      Assim, esse post fica mais como um alerta para os consumidores (em especial para aqueles que forem comprar eletroportáteis de alta potência como ferros, furadeiras, secadores de cabelo(?), aspiradores(?), etc. do que uma reclamação propriamente dita.

      • hugosilva 14/08/2011, 09:50

        É muita frescura e roubalheira pra um país de m…!

        • mnagano 14/08/2011, 10:56

          Puxa vida cara, quanto ódio no coração. Tá começando a falar que nem aqueles saqueadores da Inglaterra.

          • Ligeirinho 2.0 15/08/2011, 01:32

            Difícil, Nagano… difícil não reclamar. A sorte é que aqui só reclamamos 🙂

      • henriquem 14/08/2011, 10:21

        eu comprei um aquecedor outro dia e veio com esse plug "grosso". solução? adaptador. isso lá é seguro, sr. governo? 🙂

        • Jader 14/08/2011, 22:18

          Minha vó ganhou um aquecedor da minha tia, e ele também tinha esse plug "grosso". Mas nesse caso o adaptador veio junto com o produto e, diga-se, MUITO bem ancaixado no plug. Tive até um certo trabalho para desencaixar.

        • Dorival 20/08/2011, 20:44

          Uai, Henrique, a culpa é do governo??? Em equipamentos de alto consumo o plugue é grosso para proteger tomada e a fiação. Aí você bota um adaptador? Seria o equivalente do carro não ligar se não estivermos usando o cinto de segurança. Aí afivelamos o cinto ANTES de sentar no banco e pronto, já ligou. E a culpa seria do fabricante do carro?

          Um abraço e pense melhor…

  • Alexandre Gorges 14/08/2011, 10:19

    só faltou a versão 220v para o Sul !

    • mnagano 14/08/2011, 10:52

      Como se trata de um produto muito novo, pode ser que eles priorizaram para o lançamento a versão de 127v (e ver se vende, é claro) deixando a de 220 v para uma segunda fase.

      • Alexandre Gorges 14/08/2011, 18:21

        pode ser. mas também já poderiam lançar bivolt. coisa que hoje em dia é praticamente um padrão da industria.

        • mnagano 14/08/2011, 18:28

          Sim no segmento de eletrônicos, mas não tenho tanta certeza em relação aos eletroportáteis, principalmente nesses q consomem bastante energia.

          • Saulo Benigno 11/12/2011, 00:38

            E até agora 110. complicado né? 🙁

  • Usiel 14/08/2011, 11:20

    Novos padrões de tomada são mesmo muito irritantes, depois de dezenas de anos me avisaram que é inseguro o padrão antigo, engraçadinhos, certamente a indústria elétrica estava falida, kkkk. Agora, sobre carros que não emitam dióxido de carbono (leram bem> EU DISSE QUE NÃO EMITAM E NÃO QUE EMITAM MENOS), ninguém tem uma idéia decente. É incrível. Eu fico apavorado toda vez que leio uma reportagem dizendo que esse ou aquele carro reduz emissão de poluentes em 10%, 5%, 2%, f.rancamente, isso nem é notícia e sim deboche. Deveriam criar um no padrão de TOMADAS DE DECISÕES POLÍTICAS, HAHAHHA. Gostei do equipamento, o fato de ser livre do fio ajuda os distraídos que, como eu, já se irritaram muito quando passaram o ferro e queimaram o fio ou esqueceram ele em cima do cabo, 😀

    • mnagano 14/08/2011, 12:21

      E quem disse que esse novo padrão é seguro?

      Até onde eu saiba, ainda é possível enfiar um grampo ou um arame nos buracos dessa tomada e levar um belo choque!

      Se a idéia era de criar um padrão totalmente seguro, acho que eles deixaram o serviço pela metade e sabe-se lá quando isso será corrigido, se é que um dia isso será corrigido.

      • Dorival 20/08/2011, 20:58

        Nagano San, é mais seguro que os outros modelos (o nosso antigo e o americano). A proteção contra a inserção de grampos e arames deve ser feita através de um disjuntor diferencial no quadro de luz. Aí a tomada pode alimentar um equipamento de vários amperes, mas desarma se a corrente de qualquer dos dois pinos p/ o terra ultrapassar um valor baixíssimo (se não me engano, 20mA ou 0,02A) – insuficiente p/ causar fibrilação. (Mas o choquinho ainda deve ser bem desagradável…)
        []'s

        • mnagano 21/08/2011, 09:34

          Deixa ver se entendi: para que nossa tomada mais segura se torne realmente mais segura é preciso que a gente troque nossas chaves antigas com fusível de rosca / cartucho (mas que também funcionam com moeda / pedaço de arame) por esse tipo de disjuntor?

          Cool…

          E eu que achava q isso era lobby dos fabricantes de protetor de tomada.

          • Dorival 21/08/2011, 12:47

            O conceito usado deve ter sido o de camadas de proteção. Nenhuma solução é 100% eficiente, portanto vamos adicionando camadas p/ alcançar o nível de proteção aceitável x custo.
            Exemplo: Nos carros temos o cinto de segurança, as partes deformáveis pelo impacto e os air bags (da mais barata a mais cara). Na instalação elétrica dentro de casa, temos os fios isolados com capa plástica, aterramento, tomadas melhoradas e disjuntor diferencial.

            Proteções da nova tomada:
            1 – A base é rebaixada, o que impede de se encaixar o plugue com algum dedo encostando ou entre os pinos;
            2 – Devido a esse fato, se o plugue estiver parcialmente encaixado, os pinos não ficam expostos, portanto evitando choques. Imagine procurar com a mão, aquele plugue atrás da estante, encaixado pela metade…
            3 – Os contatos "vivos" são mais profundos que as outras tomadas. Isto mais o item 1 é o que diminui a probabilidade de choques por inserção de objetos metálicos;
            4 – Capacidades diferenciadas: dois modelos, um p/ 10A e outro p/ 20A, o que protege a tomada e a fiação de queimar, caso liguemos uma carga muito pesada (veja que @daygolino relatou);
            5 – O contato do terra é o mais raso dos três, o que significa que é o primeiro a ligar e o último a desligar, impedindo choques na hora de plugar e desplugar.

            OBS: O único item que a tomada padrão americano atende é o 5.

            Ainda não li a norma da nova tomada, mas acredito que deve ter muito mais itens de segurança, alé dos que eu citei.

            Não precisa trocar os disjuntores antigos; o disjuntor diferencial é um só p/ toda a casa.

            Não conhecia este lado irônico…

          • mnagano 21/08/2011, 13:12

            Isso é um elogio né?

            Se sim brigadão, caso contrário sorry… a gente é assim mesmo. 🙂

            O que me impressiona em toda essa história é que eu esperava que os comentários deste post seriam sobre o novo ferro elétrico da Panasonic e não sobre a tomada nacional.

          • fkas 15/05/2012, 14:40

            Sem contar que com o "DR" (o tal disjuntor diferencial-resudual) QUALQUER tomada fica segura… Então se era para instalar o DR porque trocar a tomada pela Jabuticaba??? Pode crer, por trás dessa "sábia decisão" alguém ganhou montes de dinheiro…

  • @daygolino 15/08/2011, 11:54

    Prum ferro de passar roupa, é tranquilo trocar UMA tomada. Mas e o aquecedor, que eu levo pra td quanto é canto de casa? Troco TODAS as tomadas? O jeito é o inseguro adaptador. Uma amiga teve a tomada derretida… =/

  • Maria Pelisson 16/08/2011, 17:57

    Bem legal esse appliance… um ferro de braza elétrico! Minha avó devia achar que as cinzas (ou eram fagulhas?) nas roupas de linho eram uma tristeza e que parar o serviço para recarregar o brazeiro "quebrava o ritmo", mas pelo menos não tinha fio como essas geringonças de hoje. Enfim a tecnologia ouviu as preces da Vó Ema.

  • dflopes 17/08/2011, 11:09

    [brinks]o ferro de carvão de minha vó já era wireless XD

    mas não era nada portátil… ¬¬[/brinks]

    Gosto de passar roupa desde os tempo do quartel (mas não era lavadeira!)

    E sempre usei o pretinho da GE que quebrava o fio toda a hora:

    Agora, fico feliz com essa alternativa.

    Agora, o gizmo verificar como fica isso no “aparador” das tábuas de passar-roupa!

    Se o berço do ferro não pode escorregar.

  • dflopes 17/08/2011, 11:11

    Ah, outro detalhe das tomadas que esqueci…

    Como tinha que comprar moduls das novas tomadas… comprei tudo de 20A.

    Aí, já cabe qualquer aparelho.

  • Alessandro Batista 30/08/2011, 08:52

    Show de bola! Sempre detalhado

  • monica matias 29/01/2012, 22:00

    adorei os comentarios técnicos, q me ajudaram a decidir com segurança pela compra.

  • @daygolino 02/02/2012, 20:17

    Comprei o meu! vamos ver como ele se sai (e eu também). Dps comento! hehhehehe

  • erick 17/05/2012, 18:44

    Já saiu do mercado? Não acho pra comprar em lugar nenhum!