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Hands on: Dell Latitude XT Tablet

No final do ano passado, o Henrique noticiou o lançamento do primeiro (ou pelo menos do mais recente) tablet da Dell, o modelo Latitude XT, e que já está í  venda no site da empresa no Brasil. Tive a oportunidade de analisar uma configuração enviada pela Dell para um comparativo de tablets para um dos projetos editoriais que contribuo e antes de recolocá-lo na caixa, preparei um pequeno tour visual pelo produto especialmente para este Zumo.

Divirtam-se.

O Latitude XT mantém as linhas clássicas dos produtos Dell, com um acabamento em metal escovado preto que, apesar de elegante, exige alguns cuidados por parte do usuário, já que é mais sensí­vel aos riscos. O produto fechado mede aproximadamente 29,7 x 2,5 x 21,8 cm (LxAxP) e 1,61 kg de peso. Sua tela LCD de 12,1” wide tem resolução nativa de 1.280 x 800 pontos, sendo que a Dell oferece uma opção de tela de maior brilho, mais indicado para uso externo.

Seu teclado segue o padrão nacional ABNT-2 com todos os acentos nos locais esperados. Note também que os botões Fixa, Num Lock e Scroll Lock possuem luzes indicadoras de estado e o portátil ainda dispõe de dois dispositivos apontadores (trackpoint+touchscreen) algo raro em ultraportáteis e só visto anteriormente no ThinkPad X300. Notamos que o portátil não possui trava de tela, mas dispõe de dois ressaltos nos cantos inferiores que impedem que a tela gire.

Montado de acordo com a especificação do usuário, o XT possui pelo menos três opções de processadores Core 2 Duo da Intel, 1 a 3 GB de RAM (2 GB recomendado), diversas opções de HD, incluindo dois modelos com memória Flash e portas de comunicação. Uma coisa que me chamou a atenção é que o modelo analisado não veio com o selo Centrino Duo. Minha suspeita recaiu sobre o uso de um chipset não feito pela Intel, ou mais exatamente, um ATI RS600 produzido pela… AMD!

Como é comum em ultraportáteis, o Latitude XT não vem com unidade de CD, pode ser implementado por meio de um leitor externo ou com o uso de uma base de acoplamento, a chamada Mediabase com DVD+/-RW 8X (preço sugerido: R$ 487) que lembra vagamente as Ultrabases para série X da Lenovo. A diferença fica por conta da unidade óptica que fica no lado esquerdo e não pode ser removida.

A grande vantagem dessa solução é que ela oferece novas portas de comunicação como DVI, serial, mais algumas USBs e um aumento de 1,1 cm na espessura (totalizando 4,4 cm). Curiosamente, o XT não vem com modem integrado (sinal dos tempos).

Outro acessório muito interessante já oferecido com o produto é o novo adaptador de corrente alternada ultrafino de 45 watts (acima), que chega a ser mais fino que um maço de cigarros e utiliza um cabo de força bipolar compatí­vel com o padrão nacional.

O dispositivo apontador do tipo caneta (stylus) vem com um cordão de segurança e pontas adicionais nas cores preto e azul. Esta última é a mais recomendada, porque tons mais claros permitem perceber mais facilmente o acúmulo de resí­duos na ponta que podem riscar a tela LCD.

No canto inferior da tela localizam-se alguns botões de controle do tablet. A partir da esquerda: liga/desliga, bloquear computador (ctrl-alt-del), rotacionar a imagem da tela, configurações do tablet e atalho para Windows Mail. Note os furinhos no centro dos botões escuros. Eles permitem que o usuário pressione esses controles com a ponta do stylus.

No canto oposto, localiza-se o leitor de impressões digitais numa posição bastante cômoda no modo tablet, mas nem tanto quando usado como notebook.

Também desse lado (só que numa posição meio escondida) descobrimos mais dois controles laterais: um botão de navegação do tipo jog + confirmação e um botão de atalho que ativa a janela de Iniciar do Windows. Bastante útil quando usamos o XT no modo tablet.

Outro controle que merece destaque é um botão quadrado que fica na lateral direita do portátil, entre a chave liga-desliga da interface Wi-Fi e a porta USB. Ela ativa uma ferramenta de software que procura, identifica e tenta se conectar a uma rede sem fios.

A tela wide acentua bem a experiência de uso do tablet que passa a impressão de trabalharmos com uma folha de papel na vertical.

Normalmente os tablets reagem apenas aos movimentos do stylus, mas no caso do XT, ele vem com um curioso utilitário N-trig que ativa um “mouse virtual” que se move seguindo o movimento do dedo e, ainda reage í  pressão do botão direito e esquerdo.

Outro uso interessante da tela giratória é usá-lo como uma pequena tela de apresentação para reuniões com poucos participantes.

Na parte de baixo do portátil, podemos ver a conexão com a Mediabase, o compartimento da bateria e o compartimento da interface sem fio e da memória.

O compartimento da bateria também abriga o HD e um slot para cartão SIM. A bateria que acompanha o produto é de í­ons de lí­tio com seis células de energia e possui um medidor de carga simples e prático.

O disco rí­gido é um modelo da Samsung de 1,8″ com interface do tipo PATA e 80 GB. Seu conector parece ser o mesmo usado pelo Lyrion 18.1da Seagate que vimos pela primeira vez aqui.

Meio escondido no canto esquerdo do mesmo compartimento existe um pequeno slot que parece acomodar cartões do tipo SIM, talvez para ativar redes de dados via celular, como 3G.

No compartimento do módulo de memória, notamos algumas curiosidades: por exemplo, existe espaço para um segundo slot PCI-mini marcado como WWAN (Wireless Wide Area Network) que pode ser uma rede celular com tecnologia UMTS, GPRS, CDMA2000, GSM, CDPD, Mobitex, HSDPA, 3G e até mesmo WiMAX!. Também me chamou a atenção que o Latitude XT possui espaço para apenas um cartão de memória DDR2, o que pode complicar o upgrade de memória, já que para instalar mais memória, o cartão existente não pode ser aproveitado.

No geral, minha impressão do Latitude XT foi bastante positiva, pela sua versatilidade, conjunto de recursos e tecnologia embarcada. O único revés fica por conta do slot de memória que perdeu espaço fí­sico em função de mais um slot PCI-mini.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.