Hands on: Dell Inspiron 11z

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Já faz algum tempo que estamos com um Dell Inspiron 11z aqui na Zumo-caverna para testes, mas depois de ligar a máquina eu notei tratar-se da versão americana equipada com um processador Intel Celeron 743 (1,3 GHz, FSB de 800 MHz  FSB e 1 MB de cache L2). Por incrível que pareça — a versão nacional vem equipada com um processador dual core Pentium SU4100 (1,3 GHz, FSB de 800 MHz e  2 MB de cache L2) (uia!). Como essa versão com Celeron não será nem oferecida como opcional no Brasil, preferimos não rodar nossos testes de desempenho e esperar pelo modelo local.

Mas enquanto o substituto não chega, nada nos impede que darmos uma olhada nesse portátil que, na minha opinião, vem com a proposta de atender aqueles que até gostariam ter ter um netbook, mas que ainda torcem o nariz para as suas limitações — em especial seu desempenho.

Isso fica bem mais claro no mercado americano onde esse portátil na versão mais simples com 2 GB de RAM, HD de 160 GB e bateria de três células é vendido  por US$ 379 (preço sugerido) o que fica dentro da faixa de preço dos netbooks de lá. Já a versão nacional com Pentium SU4100, 2 GB de RAM, 250 GB de disco e bateria de três células sai por R$ 1.999.

Medindo 29,2 x 2,51cm x 21,4cm (LxAxP – fechado) e 1,38 kg de peso, o 11z é do tamanho de um caderno universitário e disponível apenas na cor preta com detalhes em cinza. O tampo superior tem acabamento black piano, um notório colecionador de marcas de dedos.

Seu desenho também lembra muito os Inspiron mini, o que até passa a impressão de ser um equipamento despojado, utilitário e sem muitas frescuras. Entretanto, acredito que o importante ainda está lá, ou seja, um teclado amplo e macio e uma generosa tela LCD com retroiluminação a LED de 11,6″ com resolução nativa de 1.366 x 768 pixels com acabamento brilhante (que a empresa chama de True-life). O portátil também conta com uma webcam de 1,3 MP com microfone.

Quando comparado com meu ThinkPad X60s, podemos ter uma idéia da espessura do 11z, em especial da sua tela LCD que, por ser do tipo wide (16:9),  chega a ser 2,5 cm mais larga que o X60s com sua tela de 12″ 4:3. Note também as linhas curvas na parte da frente e de trás do 11z, o que torna a sua pegada mais confortável.

Assim como os Mini, o 11z utiliza botões planos tipo “pastilha de mosaico”, o que aumenta a possibilidade do usuário com má pontaria de pressionar mais do que uma tecla ao mesmo tempo. Isso porém até que não ocorre muito na vida real devido a maior área de toque de cada tecla o que ajuda a minimizar esse erro. Apesar desse portátil não vir equipado com unidade de disco óptico, ele dispõe de um botão específico para ejetar o CD/DVD.

Com certeza, a grande novidade do 11z é o seu novo touchpad que lembra muito aquele usado pela empresa com nome de fruta: além de espaçoso (8,8 x 4,5 cm — LxA) a metade de baixo do touchpad cede à pressão do dedo produzindo assim um clique mecânico, funcionando assim como o botão esquerdo / direito do mouse. Para facilitar a vida do usuário existem marcações nos cantos. Ah sim, como está virando moda nesse mercado, esse touchpad também aceita comandos multitoque com dois dedos, como rolar e girar a tela e aplicar zoom.

Entretanto, nem tudo parece ter sido corrigido nesse portátil. Assim como nos outros minis, o 11z insiste em ter apenas um LED de estado o que transforma a percepção do acesso ao disco em um verdadeiro exercício de advinhação. Podem me chamar de antiquado, caixa de Maizena, mas eu realmente sinto falta daquela luzinha, principalmente quando o sistema trava.

Na lateral direita podemos ver que as interfaces também ficam com o essencial: uma porta de rede Fast Ethernet, porta HDMI e USB 2.0 Powered.

Do outro lado temos o slot para cartão de memória flash SD, MMC e MS, som, duas USB 2.o  entrada de força e slot de segurança padrão Kensington.

Como recebemos um modelo de pré-producão, a parte de baixo do 11z está praticamente limpa, apesar de dispor de diversos espaços para etiquetas de identficação e controle. Note que ao contrário do Mini, ele não possui nenhuma porta de acesso aos seus componentes internos, o que pode dificultar alguns tipos de upgrade como memória.

Isso ocorre porque o acesso ao interior do 11z é feito por cima. Isso faz muito sentido no caso da Dell, que consegue customizar um produto durante a sua fabricação. Nesse caso, o acesso aos principais componentes é feito removendo o teclado, uma solução por sinal muito usada em notebooks:

Interessante notar que a área de descanso do teclado também pode ser removida, dando acesso a outros componentes como o cartão Wi-Fi 802.11g.

Curiosamente, o modelo analisado já veio equipado com modem 3G instalado dispondo de um slot para cartão SIM no compartimento da bateria. Note porém que o modelo nacional ainda não vem com esse recurso, mas acredito que nada impeça que isso possa ser oferecido em outras versões ou mesmo como opcional. De qualquer modo a versão nacional já vem de série com porta Bluetooth.

Esperamos que a Dell também ofereça alternativas para a bateria do 11z, por enquanto só disponível na versão de três células modelo K711n de 11,1 V x 28 Wh:

Por enquanto é só pessoal. Mais informações quando recebermos a versão local com Pentium. Fiquem ligados.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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