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Hands-on: D-Link Baby Cam (DCS-825L)

Webcam faz o papel de babá eletrônica que fica de olho no ambiente, na temperatura local, conversa com a criança e até alerta os pais no caso de alguma anormalidade.

No início desta semana, a D-Link apresentou sua nova linha de produtos de consumo na área de redes sem fio AC, armazenamento e câmeras Network Cloud…

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… O destaque do evento ficou por conta da D-Link Baby Cam (DCS-825L), um produto que leva o conceito da boa e velha “babá-eletrônica” para o mundo da Internet das Coisas:

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Apresentado pela primeira vez durante a última CES 2014, o Brasil foi o último país a receber oficialmente essa câmera devido a preocupação da empresa de “tropicalizá-lo” adequadamente para  o nosso mercado, como traduzir as interfaces do produto, certificá-lo na ANATEL e até trocar seu adaptador de rede elétrica para um modelo mais robusto e adequado para a nossa rede elétrica.

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Já falamos muito dela na época do seu lançamento de modo que iremos destacar apenas alguns detalhes interessantes que só notamos quando estamos perto dele:

Para minha surpresa, o produto é bem maior do que uma webcam de linha (9,1 x 10,6 x 13,7 cm — LxAxP e 139 gramas de peso) e o seu design lembra vagamente a linha QuickCam Express da Logitech com sua forma de esfera que repousa sobre uma pequena base…

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… e a base possui um curioso ponto de contato feito de silicone que “gruda” na câmera, impedindo que ela se mova acidentalmente.

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A câmera em si vem equipada com um sensor CMOS de 1/4″ com resolução HD 720p e uma lente de 3.3 mm /f2.2 com ângulo de visão de 76.22°. Ela também possui um iluminador infravernelho capaz de iluminar cenas a até 4,8 metros de distância mesmo sob escuridão total (0 lux). E para quebrar um pouco a monotonia da cor branca do produto, um “kit de customização” com dois anéis decorativos na cor azul claro e rosa acompanha o produto.

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Entre as características mais interessantes desse produto é que ele possui um sensor de temperatura que fica montado na ponta de um “rabinho” que pode ser programado pelo consumidor para identificar três níveis de temperatura — frio, normal e quente. Isso pode parecer algo meio que irrelevante em locais onde o clima é ameno como o nosso, mas pode ser um assunto muito sério em outras geografias, em especial nos locais onde o inverno é mais rigoroso.

Para facilitar o uso desse sensor, a Baby Cam possui um indicador de temperatura na forma de um anel iluminado que brilha na cor verde quando a temperatura estiver “normal” mas que pode passar para azul ou vermelho caso o ambiente fique muito frio ou quente (respectivamente), com direito a emissão de um alerta pelo sistema gerenciador da câmera.

Já pelo painel de controle frontal é possível (a partir da direita) ligar e desligar o aparelho, ajustar volume do alto-falante embutido e selecionar a canção de ninar. Note que esse produto tem um canal de som bidirecional, de modo que é possível ouvir o som ambiente assim como estabelecer uma conexão de voz como se fosse uma ligação de Skype pela rede.

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Na parte de trás podemos ver o slot para cartão micro SDHC (para até 32 GB), para armazenar localmente fotos ou vídeos capturados quando a Baby Cam perceber algum movimento ou som no seu ambiente. Já sua porta USB Micro 2.0 serve apenas para alimentar a câmera o que não deixa de ser uma sacada interessante, já que como a Baby Cam não tem bateria interna, ela pode ser alimentada por meio daquelas baterias de emergência para celular/tablet, mas tem que ser um modelo relativamente potente,  capaz de fornecer pelo menos 5 volts x 2 amperes.

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Note que essa câmera não possui porta de rede cabeada de modo que ela só de comunica com o mundo exterior por meio da sua interface Wi-Fi 802.11n. E caso o ambiente a ser monitorado não possua uma infraestrutura de rede sem fio disponível, a Baby Cam pode ser configurada para funcionar como um ponto de acesso sem fio (modo AP) capaz de estabelecer um canal de comunicação direto entre a câmera e um tablet ou smartphone, o que pode ser algo muito útil em viagens.

Já na sua base podemos ver o seu botão de RESET, LEDs que indicam que a mesma está ligada e conectada na rede Wi-Fi e o ponto de fixação com rosca de 1/4″ (padrão de câmeras fotográficas) o que permite, por exemplo, fixá-la na parede por meio de um suporte já incluso no pacote. Abaixo dos selos de certificação de normas, existem diversas informações sobre o produto como seu número de série, versão do hardware/firmware pré-instalado, seu endereço MAC e o mais importante — sua senha de WiFi (WiFiPass) que é única e individual e que deve ser usada quando a câmera funcionar como ponto de acesso.

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Outro grande atrativo da Baby Cam é a sua simplicidade de instalação e uso. Segundo a empresa, ela se resume a três passos: baixar o app mydlink Baby Camera Monitor já disponível para iOS, Android e em breve para Windows Phone, instalar e ligar a câmera e conectar-se com ela pelo seu dispositivo móvel.

E a não ser que a câmera esteja funcionando no modo AP o meio de campo entre esses dois dispositivos é feito na nuvem pelo serviço mydlink,  que permite que os pais possam monitorar seus filhos a qualquer hora e em qualquer lugar via internet.

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Neste exemplo, a App para iOS está rodando num iPad com tela de 10″ de modo que ao autenticar o usuário no serviço mydlink o usuário tem acesso as câmeras associadas a sua conta. Note que a interface foi especialmente customizada para se adaptar as peculiaridades desse produto:

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Como é de se esperar de um dispositivo conectado na nuvem, o desempenho geral da câmera depende de diversos fatores como as características da infraestrutura da sua rede local e da qualidade da conexão fornecida pelo provedor de acesso.  Para uso pleno, a empresa recomenda uma taxa de upload mínima de 256 kbps sendo que, abaixo disso, podem ocorrer lags, degradação da imagem e coisas do tipo.

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Os principais comandos do sistema estão dispostos à esquerda da barra localizada na base da tela e o indicador de eventos e o monitor de temperatura ficam a direita. Note que os sensores que disparam o registro de imagens na ocorrência de um evento de som e/ou movimento na cena podem ser desativados, o que pode ser útil por exemplo, quanto alguém estiver arrumando o quarto.

Dlink_BabyCam_App_int_1Também existe uma opção na tela que reproduz as cinco canções de ninar que estão disponíveis no sistema:

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Aqui um exemplo da imagem em HD num ambiente claro…

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… e aqui com o modo noturno ativado:

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O ajuste da câmera também podem ser feitas remotamente pelo app:

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E aqui podemos ver uma curiosa tela de ajuda ativada ao pressionar no balãozinho com uma exclamação [!] localizado no canto superior esquerdo da tela e que não é a tela de help [?].

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No geral, trata-se de um produto inovador (apesar dele ter um antecessor na forma do modelo DCS-802L) e bem interessante para o seu público alvo — pais, mães e avós, tanto experientes como os de primeira viagem, que naturalmente se atentam com a segurança do seu bebê quando estão longe de casa.

Fora isso, acreditamos que esse produto pode até atender a um público mais amplo, como por exemplo pessoas idosas que ficam muito tempo sozinhas ou mesmo que morem longe dos filhos.

O seu preço sugerido é de R$ 899 e mais  informações podem ser encontradas no site da empresa.

Ainda em tempo:

Apesar de todo o oba-oba em cima da Baby Cam, a D-Link também apresentou outros produtos bem interessantes como o mydlink Camera Video Recorder (DNR-202L), disponível a partir da segunda quinzena de maio pelo preço sugerido R$ 599:

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Trata-se de um pequeno gravador de vídeo para até quatro câmeras Network Cloud da D-Link (é claro!) que grava o seu conteúdo de vídeo em até dois dispositivos de armazenamento com porta USB, que pode ser um disco externo de 2,5″ ou mesmo um memory key:

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Segundo a empresa, a idéia desse produto é de oferecer para os usuários domésticos e pequenos negócios uma solução de prateleira simples, robusta é fácil de ser instalada (e depois expandida) até mesmo por pessoas com pouco conhecimento neste assunto.

E por meio do portal ou aplicativo gratuito e sem mensalidades, mydlink View-NVR, é possível acessar todo o conteúdo gravado local ou remotamente via conexão Wi-Fi, 3G ou 4G em computadores ou dispositivos móveis iOS ou Android. Ele também pode ser personalizado, permitindo ativar configurações como detecção de movimento e acionamento das gravações.

Os únicos controles existentes no dispositivo são os botões (1) e (2) que desativam e permitem a remoção segura dos dispositivos USB, o botão que ativa a função de Auto-Scan e o botão de reset do sistema

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Já na lateral esquerda podemos ver a entrada de alimentação, a porta de rede e uma das portas USB:

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Pode parecer estranho que a empresa ofereça uma opção de segurança que armazene dados até num memory key. Quando questionamos sobre isso, o pessoal da D-Link explicou que além do clássico modo de gravação de vídeo contínuo que — ao encher o disco, começa a apagar as cenas mais antigas para liberar espaço para as mais recentes — existem outras maneiras bem mais econômicas de registrar ocorrências como começar a gravar apenas quando houver algum movimento/som na cena ou apenas tirar uma foto. E mesmo no modo de gravação contínua é possível programar para que ela funcione, por exemplo, somente à noite ou nos finais de semana.

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De qualquer modo, na página do produto a empresa apresenta algumas estimativas de capacidade de armazenamento sugerido para gravar o conteúdo de apenas uma câmera com qualidade vídeo “média” gravando a 5 quadros por segundo.

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Porém, se a demanda for maior a empresa recomenda o D-Link ShareCenter DNS-320L que além de funcionar como um servidor NAS doméstico para até dois discos SATA de 4 TB cada (~8 TB) com recursos de Backup, DLNA, compartilhamento de conteúdo na web etc. ele também incorpora a função de gravar e armazenar as imagens de câmeras de vigilância.

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Legal né?

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Vagner Ligeiro 09/05/2014, 03:13

    O bom deste tipo de equipamento é que dá para ir além da aplicação original (apenas como babá eletrônica). Pode servir como uma boa câmera de segurança residencial também, para quem não exige tanto e só quer saber apenas se está tudo certo dentro de casa / apê caso fique muito tempo longe ou tenha alguma desconfiança de algo. 🙂

  • Alexandre Barreto 13/05/2014, 17:35

    Caros, o site é legal demais, mas peca pela falta de qualidade do texto! Por exemplo, nesse artigo vocês usam “mesma” a torto e a direito, quando é um erro feio de linguagem, semelhante àquele que já virou piada, do gerundismo das operadoras de telemarketing (“Vou estar fazendo”). Vejam nesse link como é errado dizer “LEDs que indicam que a mesma está ligada”: http://3gb.cc/3rr0s1

  • dflopes 04/06/2014, 23:50

    Pena que demorou muito pra chegar… meu filho menor já esta com 2 anos.
    Mas as possibilidades de uso são excelentes.