Hands-on: “Chromebook” Google Chrome CR-48

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Ao pegar o notebook Google CR-48 nas mãos pela primeira vez, ele realmente parece um portátil convencional, desses que usam Windows. Acabamento todo em preto emborrachado, teclas suaves e precisas, conectividade o tempo todo. A grande diferença é que o CR-48 funciona apenas com o navegador Chrome como sistema operacional. Ou melhor, com o Chrome OS.

Vale lembrar que o CR-48 é uma máquina que fez parte de um projeto experimental do Google e serve como base, em testes desde o ano passado, dos novos Chromebooks (da Acer e da Samsung) que chegam às lojas a partir de junho nos Estados Unidos.

Mas, como o próprio Google já afirmou, o CR-48 não é para os fracos do coração.

Ao ligar a máquina, você vê uma tela de login (entre com sua Google ID) ou navegue como visitante em modo anônimo. Capriche na foto (não foi meu caso) porque não dá para mudar depois!

E o Chrome OS sincroniza toda sua vida no navegador. Aqui, tudo que tenho no meu notebook de trabalho apareceu em poucos instantes: favoritos, senhas, histórico. E basicamente é essa a cara do sistema operacional. Se você usa o navegador Chrome, não tem nada de diferente.

Tudo que você instala na Chrome Web Store aparece depois nos seus outros computadores….

Claro que, por ser um sistema operacional, o Chrome OS tem algumas poucas configurações:

Básicas:

Coisas pessoais”:

O próprio sistema:

Conectividade (ao desativar o Wi-Fi e ligar os “dados móveis”, nada aconteceu, por sinal):

E configurações avançadas:

O controle de usuários, para mim, estava limitado (o administrador da máquina, lá no Google, bloqueou modificações – viu senhor X?)

O hardware: O CR-48 tem uma tela de 12,1″ (1280 x 800) com acabamento fosco (assim como o emborrachado do corpo de todo o notebook). A máquina traz um processador Intel Atom de 1,66 GHz, 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno (usado apenas pelo sistema operacional).

De um lado, uma saída VGA…

E do outro, um plug para fones de ouvido 3,5 mm e uma porta USB, além do conector para a fonte de energia.

Em cima da tela, uma webcam para vídeoconferências:

O teclado não traz teclas de função e, por ser Chrome OS, não tem um botão “Windows”. Aqui, temos uma grande tecla de BUSCA…

E algumas teclas especializadas (tela cheia, alternar janelas do navegador):

Ao remover a bateria…

Descobri que o codinome do produto é “MARIO”

Informação confirmada na bateria do produto.

Nos EUA, o CR-48 vem com conectividade CDMA integrada. Mas tem uma entrada para SIM Card GSM aí….

Google é educado e mandou a máquina com adesivos para o teclado em português.

E um manual de instruções com uma folha apenas:

Como qualquer produto Google, tem que ter uma piadinha – esta, presente na folha de instruções da bateria.

Fatos:

– a máquina liga muito rápido (menos de 10 segundos); o modo de visitante é uma ótima ideia pra emprestar a máquina pra alguém (conhecido, claro).

– você só vive online com o CR-48 (a atualização do Chrome OS promete apps offline, incluindo Angry Birds).

– sincronização de favoritos/senhas é linda. E apagar os dados localmente não apaga no Chrome de outros dispositivos.

– Por enquanto, porta USB e leitor de cartões são inacessíveis. Lá fora conseguiram fazer funcionar, eu não consegui:

– A duração da bateria (8 horas aproximadamente) é incrível.

– O CR-48 não é para editar vídeo, fotos ou qualquer atividade de produção multimídia. É uma ideia nova boa para projetos de inclusão digital, lan houses ou vendedores que usam a nuvem corporativa para gravar pedidos. É um navegador e ponto final.

– O touchpad funciona com multitoque (dois dedos para rolar a página!).

– Foi curioso mexer no CR-48 enquanto o Google preparava o anúncio oficial do Chromebook. Pena que as atualizações (acesso offline, porta USB funcional) não entraram em ação a tempo (e a máquina vai embora logo mais).

– Eu teria um? Sim, se serviços 3G e Wi-Fi pagos no Brasil fossem mais confiáveis e me dessem conectividade o tempo todo. Quase tudo que faço hoje no computador é na frente do browser (fora edição de fotos/vídeos, basicamente). Quem sabe, quando existir um editor de fotos mais poderoso na web…

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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