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Hands-on: Asus VivoBook (11,6″)

A chegada do Windows 8 e sua necessidade clara por uma superfície sensível ao toque levou os fabricantes de hardware – incluindo a própria Microsoft com o Surface – a criar novos produtos. O Asus VivoBook é um exemplo claro do que dá para chamar de “netbook 2.0”: tem um processador razoável (Intel Core i3), tela de 11,6 polegadas habilitada para toque e é razoavelmente leve e pequeno para carregar na mochila.

A máquina, que já está sendo vendida no Brasil com configurações mais em conta que a média de uma máquina com touch. Uma é básica (Intel Celeron, 2 GB de RAM, 320GB de HD pelo valor sugerido de R$ 1.699), outra é mais avançada (Intel Core i3, 4 GB de RAM, 500 GB de HD, preço sugerido: R$ 1.999).

Passei alguns dias com a versão com Core i3 e tive a sensação de que, bem, o Windows 8 com hardware sensível ao toque é bastante diferente. E isto não é um review porque não temos os benchmarks para Windows 8 ainda (a maioria deles está em beta ou desenvolvimento).

Claro que o toque na tela não é algo que você usa 100% do tempo. Mas ajuda demais a botar as tais senhas na tela inicial. Dá para fazer bastante coisa com o bom touchpad único adotado pela Asus, estilo o que os MacBooks usam. E o teclado (alguém ainda decora atalhos?) é do tipo chiclet, bem confortável.

O VivoBook pesa apenas 1,4 kg e mede 30,3 x 20 x 2,17 cm. Não é ultrafino como um ultrabook.

E, para uma máquina com tela de 11″, vem cheio de portas de conexão. Do lado direito, vemos o leitor de cartões SD/MMC, entrada para headset/fone de ouvido e uma porta USB 2.0, além da saída de vídeo VGA.

Do outro lado, vemos o conector da fonte de energia, a porta Ethernet (com um “dente” móvel que se expande para conectar o cabo de rede), saída HDMI, uma USB 3.0 e mais uma USB 2.0, além do encaixe para trava padrão Kensington.

Na frente/abaixo do teclado, o touchpad único e luzes indicadoras de estado, bem do jeito que o Nagano gosta. A máquina tem Bluetooth 4.0 e Wi-Fi (b/g/n).

No uso geral, tirando a senha maluca que a Asus colocou na máquina (e depois tudo se resolveu), é um computador para comprar pensando no uso cotidiano básico: internet, produtividade, ouvir música. Mesmo com o Core i3, alguns programas nativos do Win8 demoram a abrir, e prefiro nem imaginar como esse tipo de aplicativo (como o e-mail, mapas ou viagem) se comporta em versões mais básicas da máquina com processador Celeron.

Ah sim, e a fonte é pequena e compacta.

Um vídeo (não rápido e com narração modorrenta deste que vos escreve) com o Asus VivoBook:

Nagano comenta: Algum tempo atrás durante uma coletiva de imprensa, tive a oportunidade de bater um papo com um gerente de desenvolvimento de novos produtos de um integrador de PCs e falamos muito sobre os custos de produzir um sistema capaz de tirar todo proveito dos novos recursos do Windows 8.

Uma das coisas que perguntei é qual seria o impacto no custo final de um produto se ele viesse equipado com uma tela touchscreen. Sua resposta é que existem telas simples e baratas capazes de rastrear apenas um toque e outras bem mais caras e sofisticadas capazes de reconhecer diversos toques ao mesmo tempo. Assim, a diferença de um sistema com e sem touch pode chegar a até R$ 500 no preço final do produto, o que pode ser algo significativo para um modelo de entrada e até mesmo em um mainstream —  em especial num mercado como o nosso que é bastante sensível a preço.

Assim o que deu para entender é que até que o custo do touchscreen caia, existe uma tendência dos fabricantes irem se virando com o uso de touchpads mais amplos com suporte para multitoque que pode nem ser a solução mais elegante mas é — com certeza — bem melhor do que nada, né?

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin