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Gadget do dia: Casio G’z Eye GZE-1 Action Camera

Inspirado nos relógios G-Shock, a nova câmera de ação da Casio resiste a água, poeira, quedas, impactos e baixíssimas temperaturas.

Dá série “como é que ninguém pensou nisso antes” — ou melhor — “como é que a Casio nunca pensou nisso antes” a empresa japonesa anunciou no fim de novembro sua mais nova câmera de ação, batizada de G’z Eye ou GZE-1 para os íntimos:

Para quem não sabe, a Casio não é nova nesse mercado sendo que ela já lançou diversos equipamentos desse tipo na sua linha Exilim como as EX-FR10, EX-FR100, EX-FR100CAEX-FR200 (embaixo)…

Só que desta vez ela optou por fundir essa tecnologia com um dos seus produtos mais famosos — o relógio G-Shock — criando assim uma câmera de ação “dura na queda” no sentido mais exato da palavra:

Medindo aproximadamente 7,41x 7,50 x 4,64 cm (LxAxP) e 172 gramas de peso (com a bateria e cartão micro SD) a nova GZE-1 foi desenhada para suportar os rigores dos chamados esportes radicais como surfe, skate, BMX, ski, snowboard, etc. Para isso, o seu design e padrão de construção se equipara aos seus notórios relógios G-Shock  de modo que essa câmera resiste a quedas de quedas de até 4 metros de altura e a entrada de pó segundo a norma IPX6:

Fora isso, ele também pode ficar submerso na água (até 50 metros) por até 30 minutos e suportar baixas temperaturas de até -10°C. O curioso é que a empresa não diz nada sobre altas temperaturas o que nos leva a crer que esse produto (assim como qualquer outro relógio da casa) não deva ser fervido em água ou ser usado como base para qualquer tipo de chá, sopa, caldos, etc.

Para resistir a essas adversidades, a GZE-1 adota o mesmo conceito de estrutura cilíndrica que protege os relógios G-Shock…

… sendo que o seu corpo externo é feito de resina de uretano para absorver choques…

… também equipado com uma curiosa estrutura na forma de “pente” que dissipa tanto as ondas de choque quanto a pressão da água, o que também protege o seu microfone direcional e o alto-falante:

Já os seus botões adotam um sistema de anéis duplos de vedação para manter a água do lado de fora do circuito da câmera e, devido ao seu tamanho eles são fáceis de operar, sendo que suas funções estão claramente marcadas por meio de indicadores e tons de branco e vermelho.

Fora isso a câmera ainda conta com indicadores luminosos que informam o seu estado de algumas funções como liga/desliga (POWER) ou da sua conexão sem fio (WLAN):

Tecnicamente falando, sua câmera vem equipada com um sensor CMOS com tecnologia BSI de 1/2,3″ com resolução nativa de 21,14 MP sendo que apenas 6,9 deles são usados para capturar imagens de até 3.008 x 2.256 pixels (6 MP) ou vídeos (formato .MOV , H.264/AVC, IMA-ADPCM (estereo)) na resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels a 30 qps) ou VGA (640 x 480 pixels a 30 qps), além dos formato HS (Hi Speed) 240 (512 x 384 pixels a 240 qps) ou HS 120 (640 x 480 pixels a 120 qps) usada para criar vídeos em câmera lenta. Para ativar esse recurso basta pressionar o botão SLOW a qualquer momento.

Essa câmera vem equipada com uma memória interna de 14,8 MB o que mal dá para gravar um vídeo de 9 segundos em HS ou 26 segundos de um video normal em Full HD. Para resolver esse problema, a câmera possui um slot interno padrão Micro SDXC o que permite gravar sequências de até 29 minutos ou 4 GB.

Sua objetiva é de 1,35 mm / f2.8 o que equivale a uma lente do tipo olho de peixe de 13 mm em sistemas 35 mm. Essa lente é do tipo “Pan Focus” — ou seja — qualquer tema a partir de 40 cm até o infinito está em foco, o que faz com que ela não precise de mecanismo de foco automático. E para quem precisar de imagens mais próximas, a GZE-1 conta com zoom digital de 4x.

O acesso ao interior da câmera é feito por trás após remover a sua tampa traseira (embaixo) que dá acesso à sua bateria recarregável de ions de lítio (NP-150) cuja autonomia estimada é de ~355 fotos (padrão CIPA), 1h10min de gravação de vídeo em Full HD ou 1h35~40min em HS…

… e a sua porta USB micro e o slot micro SDXC:

O corpo da GZE-1 também possui um ponto de fixação para tripé padrão de 1/4″:

Além da porta USB Micro a GZE-1 também vem equipado com as interfaces bluetooth 2.1+EDR / 4.1 ou Wi-Fi 802.11 b/g/n o que permite conectá-lo diretamente a um smartphone via app (para iOS ou Android) para transferência de conteúdo/monitoração da câmera.

Fora isso, a Casio também ja anunciou uma série de acessórios compatíveis com a GZE-1 o que inclui três controles remotos sendo dois equipados com telas LCD para monitorar a câmera, entre eles (é claro) um relógio Pro Trek WSD-F20 com Android Wear…

… e é claro, uma série de suportes incluindo um modelo com auto estabilização de imagem do tipo Gimbal (modelo GEA-3) e até um pau de selfie (modelo EAM-4):

A câmera GZE-1 já pode ser encontrada no Amazon.com pela bagatela de US$ 460. Mais informações aqui.

 

Ainda em tempo:

No próximo mês de abril de 2018 a Casio irá comemorar o 35° aniversário do lançamento do primeiro relógio G-Shock. 

Reza a lenda que o desenvolvimento desse produto teve início em 1981 quando um engenheiro da casa derrubou e quebrou seu relógio e dai surgiu a idéia de criar um modelo robustecido capaz de resistir a tal acidente sendo que, passados dois anos de pesquisas e 200 protótipos a empresa chegou no G-Shock DW5000C (embaixo) lançado em 1983. Com isso, a empresa acabou com a crença geral de que um relógio de pulso é, por natureza, um equipamento frágil e que por isso deveria ser tratado com muito cuidado.

Hoje a marca G-Shock é conhecida em todo o mundo e a empresa afirma que, em agosto de 2107 a empresa ultrapassou a marca de 100 milhões de unidades produzidas.

Interessante notar que antes de se meter no mercado de horologia, a Casio era mais conhecida como uma fabricante de máquinas de calcular. Mas como um relógio digital nada mais é do que um circuito contador que mede os pulsos de um oscilador de cristal — na sua essência — ele nada mais é do que uma maquininha de somar que mostra o resultado da soma de um registro numérico + 1 a cada segundo! — Todo o resto são cálculos (mais ou menos complexos) baseados nesse valor acumulado.

Dai nada mais lógico uma empresa como a Casio entrasse de cabeça no mercado de relógios,

Mas voltando ao que interessa, para comemorar esses 35 anos a empresa anunciou mais uma série especial de relógios batizada de RED-OUT Collection que, como próprio nome sugere são todos vermelhos e inspirados entre seus modelos mais populares. São eles os modelos DW-5635C, DW-5735C, DW-6935CGA-735C:

Além da cor diferenciada, todos os modelos terão uma gravação comemorativa na face oposta do relógio — criada pelo artista gráfico Eric Raze — além de uma indicação na correia e embalagem especial:

Como dissemos acima, essa série faz parte de outras que já foram lançadas no mercado, inclusive no Brasil onde a chamada série BIG BANG BLACK já pode ser comprada na lojinha oficial da empresa:

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Ivan Henrique Tavares Pauletti 30/12/2017, 19:08

    Parabéns pelo Blog! Bom saber que ainda tem conteúdo independente bom sem ser no youtube.
    Senti falta de um feed rss! Abraços e sucesso.

    • Mario Nagano 02/01/2018, 08:41

      Agradecemos os elogios. 😀

  • dflopes 01/01/2018, 12:17

    poxa, 460.00 não está elevado se comparado ao padrão da indústria (GoPro)?
    É as câmeras de Aventura são um nicho interessante. Tenho a Sony AZ1 mas poucos suportes, pois tudo vende apenas com o tripé pra… adivinha pra quem?!

    Obs.: Minha primeira calculadora foi uma Casio.
    e enquanto o povo viaja pro exterior e traz relógios suíços, comprei tb um Casio, simples (nada de Edifier ou GShock), mas ainda um Casio.

    • Mario Nagano 02/01/2018, 08:40

      O que muitos não sabem é que entre os relógios de pulso certificados pela NASA para uso no espaço existem diversos G-Shock. Entre eles:

      Casio G-Shock DW-5600C
      Casio G-Shock DW-5600E
      Casio G-Shock DW-5900
      Casio G-Shock DW-6900

      Além da resistência, acredito que eles foram certificados por uma questão de redução de custos, já que antes deles, a NASA adotava o famoso Omega Speedmaster Professional (modelo 3570.50.00) e o seu sucessor espiritual, o Omega Speedmaster Professional X-33, fato que o marketing da fabricante suíça explora ao máximo até os dias de hoje:

      https://www.omegawatches.com/pt/watches/speedmaster/moonwatch/professional/product/

      Um modelo dessa lista que eu não conhecia era o Timex IRONMAN Triathlon Data Link. Além de ser 100% americano (buy american!) ele foi co-desenvolvido pela Microsoft e utilizava um engenhoso sistema de transmissão de dados baseado na emissão de sinais luminosos vindos da tela de um PC que eram capturados por um sensor de luz montado no relógio:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Timex_Datalink#Ironman_Triathlon_Datalink

      O bizarro é que esse sistema só funcionava em monitores analógicos com tubo de imagem CRT). Caso de usar um notebook era necessário o uso de um acessório na forma de um transmissor com lâmpada de LED ligado na porta serial.

      https://en.wikipedia.org/wiki/Timex_Datalink#Ironman_Triathlon_Datalink