Google Chrome OS: o que existe e pode ser usado agora

G

chrome_netbook2

Se o Google Chrome OS existisse hoje, neste momento, o que daria para usar nele de acordo com o que o Google descreveu? Se respondeu serviços na nuvem, acertou. Veja meus palpites sobre serviços e tecnologias que temos hoje que poderão ser usadas no Chrome OS daqui a algum tempo.

1) produtividade: Google Docs e Zoho Office. Os dois serviços online fornecem editor de textos, planilhas e apresentações (entre outros recursos) que se encaixam direitinho na premissa do Chrome OS. Se o iWork.com, da Apple, evoluir para edição online, também está na onda.

2) edição de fotos: Picnik na cabeça, é nosso editor de imagens online favorito. Mas também não dá para esquecer do Photoshop.com.

3) games: não tenho ideia se vai rodar Crysis, mas pelo menos dá para jogar Quake online (se existir uma versão compatível para o navegador ou um Firefox para o Chrome OS, diz nosso leitor Walter nos comentários. Obrigados). Bem, sempre tem os joguinhos online em flash, né?

4) internet: HTML 5 ainda dá seus primeiros passos, mas vai mudar o jeito de lidar com áudio e vídeo na web. A próxima versão do Chrome (o navegador) será compatível.

5) comunicação: enquanto o Google Wave não vem para jogar o Gmail de escanteio, podemos usar o Meebo para mensagens instantâneas ou o próprio Google Talk.

O problema é achar serviços online que estejam disponíveis para o usuário final (sugestões nos comentários são muito bem-vindas). Essa lista acima é provisória e pode mudar. Com exceção do Wave, qualquer um com um navegador qualquer e uma conexão à internet pode “ter” acesso a alguns recursos do Chrome OS agora.

Afinal, cloud computing é termo cada vez mais comum no mundo corporativo (vide o esforço enorme do CRM da Salesforce.com em tirar o software do desktop). O problema vai ser enfiar isso na cabeça do consumidor de netbooks, pelo menos.

(fotomontagem com elemento do livrinho do Chrome)

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

<span class="dsq-postid" data-dsqidentifier="14819 http://zumo.com.br/?p=14819">comentários</span>

  • O cloud computing é uma idéia genial, mas considero que há vários furos no seu emprego. Um exemplo: até que ponto você confia nos servidores do Google para armazenar os seus contratos com clientes?

    Eu particularmente acredito que enquanto não houver um serviço de conexão de banda larga que tenha um preço justo e sobretudo, qualidade e uma área de cobertura total e não apenas parcial, não haverá idéia que sobreviva no Cloud Computing, podem inventar algo revolucionário, mas se houver falha de disponibilidade de conexão, o negócio vai por água abaixo.

  • Pois é, ainda mais aqui no Brasil, onde a banda não é tão larga assim…
    Mas, como eu comentei no outro post, sempre haverá o Google Gears!

  • Henrique…

    O Quake Live requer Firefox ou Internet Explorer atualmente e ainda não tem versões para Mac ou Linux.

    Logo, precisa não só ser convertido pra Linux quanto pra Chrome – ou sair Firefox pro ChromeOS :p

  • O Chrome OS tem grandes possibilidades no Brasil se e somente se a internet aqui deixar de ser artigo de luxo. Ainda há que se pensar na “excelente qualidade” dos serviços aqui prestados (Speedy e Velox estão aí para não me deixar mentir), pois, quando a internet ficar indisponível um, dois ou três dias, será o tempo em que se ficará praticamente sem sistema operacional, pois os recursos que o Chrome vai ter são todos on line. Por isso, prefiro ficar com meu Ubuntuzinho lá, bunitinho, de prontidão.

  • Faço minhas a palvras dos amigos Anderson e Márcio (respectivamente):

    “… se houver falha de disponibilidade de conexão, o negócio vai por água abaixo.”

    “… quando a internet ficar indisponível um, dois ou três dias, será o tempo em que se ficará praticamente sem sistema operacional, pois os recursos que o Chrome vai ter são todos on line.”

    O problema do cloud computing são 2: disponibilidade E qualidade da conexão. E dos jeito que as coisas são aqui no Brasil…

    Eu não apostaria minhas fichas.

  • Minha conclusão temporária para o Brasil:

    No que depender da Telefónica, o ChromeOS vai fracassar no Brasil.

    /baseado nos comentários anteriores :p

  • Bom eu estarei feito, pois minha conexão e GVT (Curitiba Pr) em 6 anos de internet nunca caiu… E nestes anos fiquei sem internet somente um domingo, mais foi por problemas de modem queimado. então que venha, pois adoro testar novos sistemas. Ah e para os felizardos que podem ter a GVT como operadora sabem que 10 mgps só a 59,90 por mês

  • Acho que não é uma questão de rivalidade, mas de ampliar o leque de escolhas do usuário. Se o ChromeOS ajudar a reduzir o preço do Windows, já terá cumprido um grande papel no mercado de softwares. Inovação e competição só levam a melhorias, meus caros.

  • O conceito de Netbooks/notebook é a portabilidade, o que exige uma conexão de internet portátil! Atualmente a única tecnologia móvel de conexão disponível e a 3G, que como a maioria daqui deve saber, é oferecida pelas operadoras atualmente com controle de consumo de banda para download ( atualmente de 200megas até 4 gigas ), o que impossibilita totalmente o conceito do Cloud Computing no Brasil e a maioría dos países em desenvolvimento!

    Ou seja, se o Google for pra esse lado, a Microsoft vai continuar reinando!

    Uma opção seria o uso de aplicativos híridos, que funcionem offline, mas que tenha a opção de sincronizar com o servidor remoto e atualize as aplicações e arquivos, assim que houvesse uma conexão á internet disponível! Assim não atrapalharia muito a produtividade!

    Essa é minha aposta!

  • Uma observacao!
    Quem disse que o Google ta preocupado com os problemas de conexao dos brazucas e paises de terceiro mundo?

  • Muita confusão está sendo gerada em torno do assunto. A maior parte das críticas são direcionadas à idéia de que o Chrome seja voltado à nuvem. Realmente, o Chrome OS será voltado à nuvem de aplicativos, isto é aplicaçãoes rodando na internet ao invéz que localmente. Eu disse “SERÁ VOLTADO”, e não “DEPENDENTE” disso. Nada nos impedirá de instalar aplicativos para Linux localmente, pois ele será totalmente compatível às distribuições Linux atuais, além de ter seu código totalemtne aberto tbem!

    Além disso, nada impedirá também, que as corporações matenham “sua nuvem” dentro de seu próprio ambiente, o que inclusive, acho que será esta a tendência.

    A grande mudança que o Chrome nos trará, não é o fato dele ser voltado à nuvem, mas ser Linux! E toda aquela carga de preconceitos em cima do Linux, será finalmente rompida pelo gigante Google.

    – SALVE GOOGLE, MESTRE DA REDE!

    Talvez até, o Chrome venha a ser umas das melhores coisas que já aconteceram à comunidade Linux. O Google vai conseguir “despreconceituar” toda idéia a respeito do Linux, que a anos se mantém quase que imutável perante o usuário comum (Microsoft user). E os fabricantes de hardware correrão como nunca atrás de compatibilidade de seus produtos com ele. Isso realmente será um marco na longa história do Linux.

    Da-lhe Goggle.!

    • Olá, Crode

      certamente a nuvem interna será um dos primeiro passos que as organizões darão em direção ao cloud computing, mas o que diferenciaria um servidor de aplicativos para terminais burros de uma nuvem?

      Mestre da rede?

      acho que sem querer as pessoas acabm sendo escravos do google

      abraço

      io – amico tedesco

RSS Podcast Sem Filtro




+novos