Gmail muda estrutura dos menus

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 E o Google vai mexendo um tico por vez no popular serviço de e-mails.

Hoje estreou a nova organização do menu lateral do Gmail. É um pequeno ajuste, basicamente uma reordenação da estrutura principal de menus que deixa o Gmail ainda mais amigável para quem está acostumado com a estrutura do Outlook.

Sem muito alarde, o Google está transformando o Gmail em uma interface de seus principais serviços. É possível deixar na mesma tela os contatos principais, que são acessíveis pelo Gtalk (para quem não conhece, o Messenger do Google), os compromissos, os documentos feitos no Google Docs e um monte de outras opções disponíveis no Labs, o tubo de ensaio do Google para novas implementações no Gmail.

Com toda essa cara de Outlook, uma alternativa bastante competente para escrever textos, planilhas e até apresentações, calendário e gerenciador de tarefas, o Gmail virou um Office. Online, é verdade, mas com a instalação do Google Gears, ele funciona offline.

O principal impacto desse avanço do Google é que cada vez mais gente se importa menos com o Office. Saiu uma nova versão mas quase ninguém ligou. É claro que o pacote ainda vai vender, pois o usuário comum ainda não faz ideia que dá para fazer quase tudo o que ele faz de graça. Fora que as empresas confiam mais no pacote da Microsoft que nas soluções oferecidas pelo Google.

Mas, há alguns anos as pessoas desconfiavam de quem usava e-mail grátis. Hoje, o mundo usa Gmail. Quanto tempo até o paradigma do Office seguir pelo mesmo caminho? Bem, só os usuários podem afirmar.

O Google erra, erra bastante. Alguém aí usa Google Buzz para valer? E aquele ambiente 3D, ao estilo do falido Second Life, que eles lançaram e não durou nada? Sim, eles erram, mas parece que usam esses erros para melhorar, o que é raro para algumas empresas grandalhonas.

A questão é: quem fica confortável com uma empresa gigantesca, com total acesso a tudo o que você faz e que te dá mais e mais corda para você ficar amarrado nela? Bem, até agora, o Google não se parece com Mussolini, mas tem feito o papel de paizão. Se ele é o diabo, ainda não deu para ver os chifres ou o rabo. Vamos ver no que vai dar.

Sobre o autor

Jô Auricchio, editor convidado

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