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GeForce Grid: a Nvidia vai levar games para a nuvem

GPU Tech Conference 2012 – Entre uma viagem no universo e outra, a Nvidia falou hoje na abertura da sua conferência de supercomputação sobre levar recursos da GPU para a computação em nuvem, incluindo games online no chamado GeForce Grid. Em vez de você ter uma GPU no seu PC, você joga de qualquer lugar, em qualquer dispositivo, usando o poder de processamento da nuvem. Mas o que isso significa? Seu console vai morrer?

Em princípio, não. Nem consoles nem PCs vão deixar de existir por conta da GeForce Grid, pelo menos agora. Mas isso abre caminho para smartphones, tablet, qualquer computador (Mac ou PC) e, mais importante, sua TV, rodar os últimos games sem precisar de uma GeForce dedicada.

Mas Jen-Hsun Huang, co-fundador e CEO da Nvidia, sabe que o mundo não é perfeito, e que atrasos (lags) em games são algo imperdoável. “A nuvem sempre estará longe de você. A latência é um problema a ser resolvido”, disse. “Tem que registrar seu comando, enviar para a nuvem, processar e mandar de volta. Se o atraso for enorme, o game perde a graça”.

O que a Nvidia conseguiu fazer? Reduziu o tempo para 160 milissegundos em média, que é o que eles acreditam ser o ideal para o gamer médio hoje, mas dá para chegar a menos.

Na prática, é isso aqui: Bulletstorm rodando em servidores da Gaikai em Sunnyvale na tela de um Asus Transformer Prime

O GeForce Grid, porém, não será um serviço oferecido direto pela Nvidia para o consumidor final. A Nvidia vai oferecer a plataforma de hardware (formada, claro, por GPUs com arquitetura Kepler) e software para seus parceiros, como a própria Gaikai e outros (a Onlive é parceira, mas não quis aparecer agora):

Essa é a lista da Gaikai, por enquanto.

Isso abre possibilidade, em um futuro próximo, de uma “Netflix” dos games? Sem dúvida – e operadoras de telecom também estão na mira da Nvidia como futuros clientes. Quer dizer, você vai assinar games online como um serviço ou como extra da operadora de TV/telefonia.

O potencial da ideia de poder jogar qualquer coisa em qualquer lugar sem precisar de hardware dedicado é bastante interessante. Segundo o CEO da Nvidia, qualquer dispositivo capaz de rodar vídeo em H264 é compatível com a GeForce Grid (claro que um aparelho com Tegra 3, como o Transformer Prime do vídeo mais acima, torna a tarefa ainda mais fácil).

No PC, o game pode rodar direto no browser. No Transformer Prime, é preciso ter um app especial instalado no tablet, por enquanto.

 

 

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Saulo Benigno 15/05/2012, 21:40

    Agora sim a OnLive vai pegar 🙂

  • Skiegaard 15/05/2012, 22:26

    daki 50 anos fica disponivel aceitavelmente no BR

  • Wesley 17/05/2012, 07:29

    Então, tudo isso não é o que a OnLive já faz há algum tempo? Qual é a novidade da NVidia?

    • henriquem 17/05/2012, 10:48

      sim, é o que a OnLive faz. A novidade da Nvidia é uma infraestrutura mais poderosa para serviços concorrentes da OnLive 😉

  • dflopes 18/05/2012, 14:36

    infelizmente, tenho que descordar…
    o input LAG aceitável tem que ser 50-60ms.

    E no Brasil, isso ainda vai demorar MUITO!

  • Ismael 19/05/2012, 19:57

    Para os céticos: Na época que o OnLive estava começando o pessoal com 10M GVT testou e funcionou numa boa. Procurem no Google que acha reportagem.

    Mais interessante pra mim é se a tecnologia ficar disponível não só para parceiros gigantes como Telecoms.

    Como desenvolvedor, eu gostaria de poder montar umas máquinas e testar um grid privado.

    • Marvolo 22/05/2012, 21:32

      Perfeito, talvez dessa forma seria possível montar um fliperama com custos reduzidos, já que teríamos que arcar apenas com os custos das TVs e do gforce GRID, além de possivelmente reduzir os gastos com energia (?).