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Gateway volta ao Brasil, eMachines também vem (via Acer)

Depois de passar pela finada Microtec e depois pela Microway (isso lá em 2003), a marca Gateway volta ao Brasil pelas mãos da Acer, que promete seus primeiros modelos até o final deste ano (=outubro/novembro).

Segundo Mark Hill, vice-presidente da Acer nos EUA e gerente-geral para o Brasil, a sua empresa é dona de mais três marcas, a Gateway, a Packard Bell e a eMachines. Ele explicou que a estratégia é que cada uma delas atenda a determinados públicos-alvo. Por aqui, a Gateway será voltada para um público mais moderno que aprecie equipamentos com melhor design e que sejam fáceis de usar.

Interessante notar que a marca eMachines por sua vez será voltada para o segmento de valor, com produtos de preço ainda mais agressivo que a atual linha Acer. Hill explicou que os primeiros produtos da marca eMachines devem também chegar em tempo para as festas de final de ano e o início da produção local deve ter início em meados de 2o11. No começo, tanto eMachines quanto Gateway serão importadas, e a Acer já está com produção local de alguns modelos.

Como já ouvimos de muitas empresas, Hill afirma que o mercado brasileiro é particularmente importante para a Acer devido à demanda de novos equipamentos em especial daqueles que estão adquirindo seu primeiro computador — em especial as classes C e D, mercados bastante sensíveis ao preço. Sob esse ponto de vista, Hill afirma que a Acer adota uma estratégia bastante agressiva de oferecer produtos tecnologicamente avançados a preços bastante competitivos, literalmente botando pra quebrar em cima do mercado.

Ele cita como exemplo alguns dados da GFK que mostram a queda no preço médio dos notebooks desde a entrada da Acer com sua produção local no final do ano passado e a resposta do mercado que hoje trabalha com preços na faixa dos R$ 1,6 mil contra R$ 2 mil antes da Acer:

Em outra tabela (do Hitlist) que  mostra os modelos mais vendidos entre o meses de janeiro a maio de 2010, Hill observa que entre os cinco modelos mais vendidos, três são da Acer (com processadores Intel e AMD e já equipados com Windows 7 Starter/Home Premium, ficando à frente até de plataformas mais modestas equipadas com processador Celeron e Linux).

Uma coisa que notamos na apresentação de Hill é que muito da estratégia da Acer baseia-se nos computadores móveis, de modo que aproveitei a oportunidade para perguntar para o executivo se a Acer considera também entrar no mercado de desktops. Ele respondeu que esse mercado é grande e considerável, porém bem mais complexo e muito mais disputado que o de portáteis. Assim ele explicou que essa movimentação ainda depende de muitos estudos a serem realizados, mas ele deixou muito claro que caso eles entrarem é com o objetivo de ser um dos —  ou mesmo o — big player desse mercado.

Também perguntamos para Hill quais seriam os concorrentes à ficar no campo de visão do seu radar e ele concordou que seriam a HP e a Positivo. Esta última por sinal ele confessou ser um concorrente bem mais formidável do que ele mesmo esperava.

Henrique comenta: meu cérebro dói ao lembrar que a eMachines, em tempos pré-Acer, foi responsável pelo infame eOne, um dos primeiros clones de iMac (na verdade um PC com cara de iMac). Argh!

Sobre a estratégia de desktops, a comunicação da Acer me parece um tanto confusa ainda – já que Mark Hill citou que não tinham muitos planos, mas mostraram máquinas tudo-em-um na demonstração com a marca Acer e um desktop gamer com a etiqueta Gateway. A conferir.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Robbie Fowler 20/07/2010, 11:13

    Estamos aguardando avidamente o retorno LEGAL, JURIDICAMENTE VÁLIDO da Acer ao território nacional, pois temos uma dezena de processos por perdas e danos aguardando-os.

  • dflopes 20/07/2010, 11:38

    Desculpe a ignorancia digital,

    mas qual o parentesco da Hewlett-Packard com a Packard Bell ou uma náo tem nada a ver com a outra e a PB advêm dos míticos Laboratórios Bell?

  • mnagano 20/07/2010, 21:43

    Segundo o Wikipedia esse nome é bem antigo datando de 1926, o que explica pq os advogados da HP nunca conseguiram acabar com essa marca:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Packard_Bell

    Entretanto, a sua percepção é válida: a mágica desse nome é que ele confunde mesmo as pessoas, em especial seu público alvo: consumidores leigos que estão comprando seu primeiro computador:

    Packard Bell sometimes benefited from misplaced name recognition, with consumers (especially first-time computer buyers) and even some salespeople erroneously associating the company with others of similar name, such as Hewlett-Packard, Packard, Pacific Bell, and Bell Laboratories. Packard Bell's old slogan, "America grew up listening to us. It still does", may have facilitated the confusion. The company also sold nearly identical systems under different names, making comparison difficult.