Gadget do dia: SmartLure α

G

Isca artificial com tecnologia de IoT coleta e analisa dados do ambiente aquático ao seu redor para ajudar o pescador a fisgar um peixe.

Da série “o IoT vai te pegar (ou pelo menos um peixinho)“, uma nova startup está levando a tecnologia de IoT para o mundo da pesca recreativa na forma do SmartLure α (= alfa), uma isca inteligente que, se ainda não corre atrás do pescado, pelo menos ele ajuda o pescador a saber onde ele pode estar.

Como funciona essa engenhoca?

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, essa isca não possui sensores capazes de identificar a presença do peixe como um sonar ou uma câmera. Em vez disso, seus sensores detectam outros tipos de informações como movimento e aceleração, temperatura e nível de iluminação da água…

… e transmite essas informações para um smartphone que analisa e processa esses dados…

… para orientar o pescador a fazer seus próximos lançamentos em locais e profundidades onde a possibilidade de pegar um peixe é maior:

Simples, não?

E por que isso é interessante?

A grande sacada dessa tecnologia é que ela não elimina totalmente o elemento do acaso muito ligado ao prazer da pesca, de pegar um peixe. Isso porque nada pior para um pescador do que passar o dia jogando linha na água e não pegar nada.

Assim, o SmartLure não garante a fisgada e sim apenas melhora as chances do pescador esportivo de anzol e carretilha — também chamado de Angler pelos bretões — de pegar algo.

Segundo o blog da loja Karl’s Tackle & Bait, a maior desgraça para um pescador é ser “unidimensional” ou seja, dominar apenas uma técnica de pescaria quando o certo é ele ser versátil e praticar continuamente novas técnicas em locais diferentes.

De fato, o pescador moderno deveria tirar o máximo proveito da tecnologia, como por exemplo pesquisar no Google Earth e o Fishidy para entender melhor os lugares onde irá pescar identificando massas de água capazes de abrigar grandes quantidades de peixes, assim como encontrar os locais em um lago, canal ou rio por onde os peixes mais passam ou circulam.

Fora isso, é claro que fatores ambientais como a cor do céu (aberto ou nublado), a direção do vento e a temperatura da água também influenciam no nível de atividade e de alimentação dos peixes.

Por exemplo, alguns peixes como robalos se alimentam mais em dias com o céu nublado e na época em que a água está mais fria é aconselhável o uso de iscas que se movam mais lentamente, ao contrário dos dias mais quentes onde iscas mais “ligeiras” são recomendadas.

Juntando tudo isso, a idéia de uma isca inteligente como a SmartLure faz sentido, né?

Onde encontrar?

O SmartLure ainda está nos estágios finais de desenvolvimento e a empresa espera que o produto chegue ao mercado ainda neste ano 2019.

Os interessados podem obter informações aqui.

Ainda em tempo:

Para aqueles que acham que esse papo de capturar informações ambientais para selecionar o melhor local para tentar pegar um peixe uma tremenda frescura e preferem uma abordagem mais objetiva e pragmática que vá direto aos finalmentes, a solução pode estar na câmera de pesca infravermelha da Thanko que, como o próprio nome sugere, é um kit de visor LCD + câmera especial equipada com um sensor de imagem em infravermelho que fica na ponta de um longo fio de 15 metros …

… e que pode ser lançada na água para ver o que rola lá embaixo:

Mais informações aqui.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

Disclaimer: o ZTOP+ZUMO tem links de afiliados com a Amazon e pode ser
remunerado caso você clique em links neste artigo e compre algo.

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos