Gadget do dia: Panasonic Lumix LX5

G

E uma das nossas câmeras compactas favoritas, a Panasonic Lumix LX3, acabou de ficar (meio) obsoleta: nossos amigos do Japão anunciaram hoje a Lumix DMC-LX5, uma versão com pequenas mudanças estruturais.

A LX5 vem em duas cores: preto clássico e, para pânico do Nagano, um novo branco/prateado. A resolução de imagem continua a mesma (10,1 megapixels), mas agora dá pra fotografar no curioso formato 1:1 (quadrado!) e o zoom óptico cresceu um pouquinho (3,8x, numa lente Leica 24-90 mm com F/2.0). Na prática, é a câmera com lente Leica mais barata do mercado: chega às lojas dos EUA no fim de agosto por US$ 499,95.

A Panasonic colocou um novo processador de imagens Venus Engine FHD na LX5, que, diz a empresa, permite filmar vídeos em alta definição com iluminação baixa (mínimo de 3 lux). Os vídeos agora são gravados em formato AVCHD Lite (720p), com mais compressão que o convencional Motion JPEG presente na LX3. E como nas filmadoras, ela ganha um botão específico (com bolinha vermelha e tudo) para iniciar/parar as gravações.

O design externo da LX5 também mudou em relação à antecessora: diz a Panasonic que está mais fácil de segurar, assim como um novo dial permite selecionar modos e configurações de maneir amais rápida. O que me animou mesmo foi a promessa de 400 fotos por carga da bateria. E, como a LX3, a LX5 virá cheia de acessórios (visores ópticos, lentes conversoras, adaptadores de lente, protetores, filtros e capinhas).

Pra mim, pelo menos, a boa notícia com o lançamento da LX5 é que a… LX3 deve baixar de preço, né?

Nagano comenta: De um certo modo a LX5 é mais uma atualização do seu antecessor do que um novo modelo propriamente dito. E isso não é má notícia, já que isso mostra que o projeto da LX3 é realmente muito bom e que precisou apenas de alguns ajustes. Seus controles ficaram mais amigáveis e sua objetiva um pouquinho mais longa (de 60 mm para 90 mm) às custas de um ponto na abertura máxima no modo tele que passa de f2.8 para F3.5 e a possibilidade de usar um visor eletrônico EVF (aparentemente o mesmo usado na GF1) o torna essa câmera ainda mais versátil. Interessante notar que como a Canon G11, o seu sensor de imagem mantém-se nos 10 MP o que mostra que a corrida pelos megapixels parece ter deixado de ser a maior motivação na hora da compra, principalmente em mercados mais maduros como o japonês e americano.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

<span class="dsq-postid" data-dsqidentifier="27181 http://zumo.com.br/?p=27181">comentários</span>

RSS Podcast Sem Filtro




+novos