Gadget do dia: MacBook Air (o netbook da Apple)

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E desta vez os rumores acertaram em cheio. Steve Jobs mostrou hoje o novo MacBook Air durante o “Back to the Mac” em Cupertino. Os novos modelos conseguem ter uma espessura que varia de 0,3 centímetros (na parte mais fina) a 1,7 cm (na extremidade mais grossa), algo inédito e surpreendente no mundo dos portáteis. Peso? 1,06 kg.

Mas nem é só isso o mais incrível: o preço inicial dos modelos é espantoso para o tipo de tecnologia utilizada. Fico imaginando quanto não tem de subsídio da Apple para bancar o SSD nesses MacBooks Air  – ser o maior consumidor de memória flash do mundo deve ajudar a dar um desconto também.

“Imagine se um Mac e um iPad tivessem um encontro”, brincou Jobs. “Esse é o futuro dos notebooks”, afirmou. E é mesmo: com duas versões de tela (11,6 polegadas ou 13,3 polegadas), o MacBook Air leva o estilo ultrafino (e até então ultracaro) da linha para um novo patamar. Por dentro, os dois são parecidos: processador Intel Core 2 Duo (1,4 GHz ou 1,6 GHz), 2 GB de RAM, placa de vídeo Nvidia GeForce 320m, entrada para cartão SD e, o mais incrível, não têm disco rígido ou óptico – e é aqui que mora a “revolução”.

O MacBook Air, como nas gerações anteriores, usa um disco de estado sólido (SSD, em inglês) para armazenar dados. É uma tecnologia já usada também no iPhone e no iPad e que, não faz muito tempo, custava os olhos da cara (exemplos do Zumo aqui e aqui). O modelo inicial do MacBook Air, com tela de 11,6″ e 64 GB de SSD, vai custar 999 dólares nos Estados Unidos. É um bom motivo para esquecer o iPad e ter um netbook de verdade. (esqueça o preço brasileiro – R$ 3.199 – e culpe a carga tributária e de importação).

É um preço impressionante – ou 500 dólares a mais do que o iPad mais barato (16 GB) com um teclado e sistema operacional completo, capaz de editar fotos e vídeos – coisa que nenhum netbook com processador Atom consegue fazer direito (meu HPzinho que o diga). Vale lembrar que Steve Jobs já desdenhou dos netbooks, mas o MacBook Air de 11,6″ nada mais é do que uma versão avançada de um portátil desses.

As especificações de bateria também impressionam: 7 horas de “navegação na web” (tela de 13,3″) ou 5 horas (11,6″). Meu primeiro iBook, comprado cinco anos atrás, não aguentava três horas fora da tomada (e olha que era muito tempo). Em stand-by, o tempo pula para incríveis trinta dias (sim, DIAS!). Que horas sai o próximo voo para Miami mesmo? Nem adianta: amanhã vai estar tudo esgotado, quanto querem apostar?

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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