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Gadget do dia: HP 2133 Mini-Note PC

HP 2133 Mini-Note PC

Ou pode chamar de clone do eee PC mesmo – creio que é uma boa homenagem. O HP 2133 Mini-Note PC foi anunciado hoje nos Estados Unidos para uso em escolas (então seria o Classmate da HP?), mas também por “famí­lias”.

Tem tela de 8,9″ WXGA (1280 x 768), sistema de proteção contra falhas no disco rí­gido em caso de quedas, opção de baterias de 3 ou 6 células, Wi-Fi integrado, Bluetooth opcional, webcam VGA integrada, teclado QWERTY completo com touchpad e um preço interessantí­ssimo para o mercado norte-americano: a partir de US$ 499, disponí­vel a partir deste mês.

Pelo preço – US$ 100 a mais que o Asus eee PC – e a tela maior, parece um produto bem curioso para colocar na bolsa e levar discretamente para qualquer lugar – pesa pouco mais de 1,13 kg.

A Amazon traz mais detalhes da configuração: processador Via C7-M (1,2 GHz), 120 GB de disco, 1 GB de RAM e sistema operacional Suse Linux Enterprise Desktop 10. Pelo que vi por aí­, esse preço de US$ 499 é inicial e o HP Mini é bastante configurável e, para o preço, o céu é o limite (ou mais de 700 dólares, no caso).

hp_200lx.jpgNagano comenta: Por usar um processador VIA-C7, acredito que o HP 2133 esteja mais para um Nanobook do que um Netbook. Para quem não sabe, a HP tem uma longa tradição em notebooks realmente compactos. Em 1991, a empresa assombrou o mundo ao lançar a HP 95LX, um PC-XT completo com Lotus 1-2-3 pré-instalado e que podia ser carregado no bolso. Baseado no seu longo knowhow em calculadoras, ela funcionava com duas pilhas AA, era bastante resistente e trocava dados com o PC via cabo serial.

Como ele rodava MS-DOS, é possí­vel ainda hoje executar vários programas para PC da época, inclusive jogos e aplicativos de escritório como o Word 5.0 e até aplicações em Clipper. Ele foi sucedido pelos excelentes modelos 100LX / 200LX que foram substituí­dos pela linha HP Jornada – com Windows CE pré instalado – o que contribuiu em muito para esculhambar o produto.

Eu tenho uma HP 200LX (na foto acima) originalmente com 1 MB de RAM, que aumentei para 2 MB trocando os chips de memória da sua placa-mãe e somei mais 32 MB por meio de um cartão CF encaixado num adaptador PCMCIA e instalado no seu slot lateral. Seria um ótimo companheiro de cálculo e escrita se não houvesse problemas de conversão dos seus textos acentuados em português para o Windows e seus recursos de comunicação serem praticamente obsoletos para os dias de hoje.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Pingback: Alternativa da HP ao eeePC roda SUSE()

  • Hmmmm… A mim ele lembra outro produto da HP, um pelo qual tenho um carinho especial. É o Omnibook 600C [1], um subnotebook baseado em um processador 486 de 50 MHz com 8 MB de RAM e disco rígido (em um cartão PCMCIA Tipo II) de 250 MB. A tela era impressionante para a época, um LCD colorido dual-scan de 8.5 polegadas. Além do tamanho, uma das características mais marcantes dele era o mouse, que ficava embutido dentro do gabinete: basta pressionar um botão e ele “pulava” para fora. O mouse na verdade era preso a uma vareta plástica que movia um mecanismo dentro do gabinete, o que lhe rendeu o apelido de “rato no palito”.

    Comprei o meu em 2001, usado mas em bom estado de conservação, e ele foi meu primeiro notebook. Rodava o Windows 95, com o espaço em disco magicamente “duplicado” com o DriveSpace 3. Também tinha um modem 56K PCMCIA da “Billionton” e uma cartão de rede de 10 Mb/s compatível com as velhas e boas NE2000. Nos primórdios do P2P a máquina era usada principalmente como cliente para o AudioGalaxy: eu me conectava ao provedor após a meia-noite, montava a fila de músicas e deixava o micro online até as seis da manhã, quando ele era programado para se desconectar sozinho.

    Na época eu não tinha a placa de rede, então usava um método “arcaico” para transferir as músicas para meu iMac (o micro principal na época): eu ligava os modems dos dois micros com um cabo, um discava, o outro atendia, e os arquivos eram transferidos via Z-Modem [2]. Demorava, mas funcionava. E antes do modem cheguei a fazer o mesmo processo usando infravermelho, equilibrando o Omnibook sobre uma pilha de livros em cima da cadeira para ele ficar na mesma altura que a janela IRDA do iMac. A velocidade de transferência era baixíssima, cada música levava vários minutos.

    O tempo passou, o Omnibook perdeu o fôlego para me acompanhar e ele acabou sendo dado de presente a um tio que precisava de uma “máquina de escrever” um pouco mais sofisticada. Da última vez que tive notícias, ele ainda funcionava. Sabe que agora bateu uma saudade?

    [1] Omnibook 600C: http://member.hitel.net/~acteur/ob600c/ob_running.jpg
    [2] Z-Modem: http://en.wikipedia.org/wiki/Z-MODEM