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Gadget do dia: Hatsune Miku by iDoll x Nendoroid

Desenvolvido em parceria com a Good Smile Company, o iDoll responde a comandos de voz com frases e movimentos sincronizados dos braços e pernas.

Desde a chegada dos chamados “assistentes virtuais”, como o Siri da Apple, o Watson da IBM ou mesmo do OK Google, temos visto uma tendência do mercado onde os fabricantes estão começando a lançar produtos e serviços com mais “substância”, ou seja, dando um corpo físico a essas entidades do outro mundo (virtual), proporcionando assim um maior nível de interação entre homem e máquina via linguagem natural.

Um bom exemplo é o Amazon Echo, que responde aos comandos do usuário e atende pelo nome “Alexa”:

Mas como era de se esperar, lá na terra dos nipões, empresas locais também estão criando seus próprios dispositivos assistentes de voz, incluindo versões com ainda mais “substância” que Alexa, como Azuma Hikari, uma personagem concebida pelo artista Taro Minoboshi, um dos criadores da série de jogos LovePlus

Hikari_Azuma

… e que habita o sistema Gatebox Hologram:

Depois perguntam por que a instituição do casamento anda em baixa por lá.

No mercado de brinquedos, bons exemplos desse conceito são o Himistu no Kuma-Chan, da Takara Tomy, e mais recentemente o iDoll, que é uma curiosa plataforma robótica formada por uma base motorizada. Essa base comanda os diversos movimentos da figura por meio de cabos embutidos numa haste fixada nas costas do robô.

iDoll

De um certo modo, essa engenhoca não deixa de ser uma versão super hi-tech daquele brinquedo “Vaca Manca“:

vaca_manca

O primeiro produto (ou seria uma demo?) foi o Ai-Doru (あい☆どーるず)…

Love_dolls

…uma dupla de personagens inspirada nas aidorus nipônicas, que performam seu próprio número musical:

Já o primeiro produto de fato que deve chegar em breve ao mercado japonês é Hatsune Miku by iDoll, que foi desenvolvido em parceria com a empresa Good Smile Company para comemorar os dez anos da linha de brinquedos Nendoroid.

Segundo o fabricante, além de cantar e dançar, esse brinquedo também reconhecerá comandos de voz — permitindo, assim, manter uma simples conversa — além de realizar outras funções ainda não divulgadas.

A base vem equipada com alto-falante e microfone, além de quinze motores que controlam 10 pontos de movimentos. Os vídeos acima também passam a impressão de que esse produto tem alguma inteligência embarcada, assim como capacidade de se conectar em algum tipo de rede sem fio.

hatsu-miku-idoll-robot-inside

Já o design de Miku foi criado pela Good Smile e segue um estilo caricato típico do Japão, conhecido como “chibi” ou “super-deformed“. Nesse estilo, os personagens têm grandes cabeças e corpos pequenos, o que lhes dá uma aparência “bonitinha”.

プリント

Mais do que um brinquedo, o Nendoroid é considerado um item altamente colecionável. O seu equivalente mais próximo, no ocidente, são os bonecos POP! Vinyl da empresa Funko…プリント

… que, por sinal, também têm sua própria versão chibi de Hatsune Miku:

Pop_Vinyl_Hatsune_Miku

Wai-wai!

Mais informações aqui.

Ainda em tempo:

Quando o assunto é assistente virtual na ficção científica, talvez o mais reconhecido deles seja o bom e velho Hall 9000. Porém, o meu favorito é Mu Lamda 165, um “programa automático para informação geral” com jeitão (e comportamento) de funcionário público que assinava o ponto na série de TV The StarLost da década de 1970.

Se não me engano, sua frase chavão “Can I be of… assistance?” foi traduzida no Brasil como “Eu posso lhe ser útil???” — Também acho que foi nesse programa que ouvi, pela primeira vez, a palavra “Biosfera”.

Esta série foi concebida pelo brilhante escritor (e notório barraqueiroHarlan Ellison, e que também contou com a colaboração de Douglas Trumbull (o Big Kahuna dos efeitos especiais da época). Ele bolou um curioso sistema de filmagem em vídeo (analógico) batizado de Magicam, onde os personagens encenavam diante de um fundo neutro que era fundido, em tempo real, com um cenário em miniatura via chroma key. Dessa forma, os custos de filmagem e pós-produção eram dramaticamente reduzidos.

Magicam-patent

Uma apresentação do programa, usada pelos produtores para vender a série às emissoras, pode ser vista aqui.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Panino, o Manino 19/02/2016, 17:33

    Para ficar melhor só falta tornarem ela em uma interface de assistente pessoal. Tecnologia hoje para isso não falta.

    • Mario Nagano 19/02/2016, 17:39

      Sim. Também podem usá-la como personagem alternativa no Gatebox — mediante um pequeno adjuntório, é claro . X-D

    • Feripe Hatsune 19/02/2016, 19:59

      O que não iria faltar de gente com dinheiros para comprar uma ideia dessas. Só falta os caras realizarem.