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Gadget do dia: Fun’IKI Ambient Glasses

Dispositivo wearable utiliza sinais luminosos para enviar alertas e até auxiliar o usuário em outras atividades do seu dia a dia.

Há uns dois ou três anos atrás, o “The Next Big Thing” no mundo da tecnologia eram os dispositivos vestíveis (ou wearables), sendo que naquele tempo muitas empresas fizeram barulho investindo pesado em seus acessórios inteligentes que iriam mudar definitivamente a vida das pessoas e, de quebra, mandar os smartphones para o caminho da extinção, só que — no fim das contas — a coisa não rolou de acordo com o esperado, talvez pela falta de uma killer app realmente boa, ou seja, ela não deixa de ser uma solução a procura de uma necessidade.

Como já disse Mike Bell no IDF 2014 um dispositivo/acessório vestível não deixa de ser uma manifestação do nosso gosto pessoal, da nossa personalidade e até mesmo da maneira com que queremos que as pessoas nos vejam — sendo que muitos não querem ser vistos como aquele cara que anda com um smartphone no pulso!

Na sua opinião, se um dispositivo wearable simplesmente duplica as funções de um smartphone, o seu fabricante não sabe no que está se metendo.

O curioso é que passado o oba-oba em cima dessa tecnologia, algumas empresas estão repensando esse conceito e partindo para soluções bem mais simples, onde esses acessórios vestíveis deixam de ser o fim para se tornar o meio — ou seja — assumindo tarefas menores e mais discretas mas nem por causa disso menos relevantes e úteis.

Um bom exemplo é o Casio G-Shock Bluetooth Watch ou o Citizen Bluetooth Watch que, antes de mais nada são relógios de verdade (e não uma “metáfora” como dizia Bell) que se conectam com um smartphone via bluetooth e servem apenas para ajustar o relógio automaticamente para o horário local, programar alarmes e apresentar indicar coisas simples por meio de um ponteiro, como alertas de chamada, recebimento de novas mensagens e até procurar o smartphone por meio de um sinal de chamada:

Este também é o caso do Fun’IKI Ambient Glasses um óculos que também se conecta ao smartphone por meio de um App via bluetooth…

… que interage com o seu usuário não por meio de um micro alto-falante e um conjunto de LEDs montados na parte de dentro da armação, o que faz com que as lentes que brilhem e/ou pisquem em diferentes cores e intensidades, ou seja, esses alertas podem ser super discretos (para uso pessoal) ou não (para você ser o centro das atenções).

A idéia desse produto é de ser algo simples e prático que se integre naturalmente ao estilo de vida do seu usuário, realizando assim tarefas que os smartphones não conseguem fazem sem chamar a atenção.

Talvez o melhor exemplo seja o de receber de surpresa uma mensagem no meio de uma reunião importante, de modo que o usuário — no mínimo — tem que pegar o aparelho, dar uma olhadinha na tela e tomar alguma providência, às vezes sob o olhar de curiosidade/desaprovação dos outros participantes do encontro.

Assim como o relógio bluetooth da Citizen, esses óculos criados pela empresa Namae-Megane inc. pode emitir diversos tipos de alertas visuais e sonoros como chamada de voz, mensagens, compromissos, aviso de chuva, timer/despertador, etc. por meio de um App gratuito já disponível para iOS e Android:

Porém os desenvolvedores não ficaram nisso e pensaram em novas aplicações e usos para essas lentes luminosas (além de animar baladas) …

… como por exemplo o metrônomo digital que piscam as lentes num ritmo tal que poderia ser usado para manter o ritmo de uma corrida ou marcar o compasso na hora de tocar um instrumento, ou a função de MIDI que se conecta a um instrumento com interface MIDI, permitindo assim que as lentes pisquem de acordo com a execução da música….

Talvez a aplicação mais “nerd” de todas seja o código Morse onde o usuário coloca uma frase no App e o mesmo converte o mesmo sinais luminosos curtos e longos que são transmitidos pelos óculos:

Fora isso, a empresa já liberou um SDK que já permite que outros desenvolvedores criem novas aplicações para o Fun’IKI:

A estrutura desse óculos é feito de liga de titâno e níquel com acabamento externo em policarbonato e Nylon 66 (PA66) resultando assim num conjuntio de apenas 32 gramas. Já o seu hardware é formado por um circuito equipado com uma interface bluetooth 4.0, sensor de movimento, seis LEDs e uma bateria que pode ser recarregada por meio de uma porta micro USB (mais detalhes aqui).

O produto sai da fábrica com lentes de acrílico sem grau, de modo que os interessados em adquirir um modelo com uma lente corretiva deve procurar uma das lojas da empresa (Paris Miki ou Megane no Miki) para a troca das lentes.

Atualmente o Fun’IKI está disponível em quatro padrões de cores e preço sugerido de 27.000 ienes (~R$ 785) sem contar o frete.

A boa notícia é que a empresa também vende para o exterior com pagamento via Pay Pal.

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.