Gadget do dia: Apple Watch

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Seguindo os velhos e bons rumores (argh), a Apple anunciou hoje seu relógio, o Apple Watch. Só uma coisa para dizer: nem Jony Ive consegue fazer um relógio bonito (embora tenha um pé no mundo da moda, algo que os Android Wear ainda não conseguiram).

Claro que o relógio – e sim, relógio, como a Motorola fez questão de reafirmar na semana passada – tem zilhões de funções integradas (particularmente gostei do conceito de ter uma face do relógio com o Mickey e dos toques na tela-que-enviam-sentimentos-desenhinhos), incluindo funções de bem-estar (algo que Sony, Motorola, Asus, Samsung já tiram de letra com seus relógios espertos).

O interessante – pra mim – é que é uma categoria nova de produtos, onde benchmarks e especificações não importam muito, mas sim o modo como os relógios, seja o Apple Watch ou os Android Wear, atuam como companheiro para o smartphone e a experiência gerada pelos apps integrados, algo ainda dando os primeiros passos no mundo Android. E a Apple jogou fora a simplicidade ao colocar uma clickwheel, ops “crown”, e mais um botão na lateral.

No caso específico do Watch (com desenvolvedores descobrindo a novidade hoje), não dá para saber direito como sera até “algum momento de 2015” (e uma decepção de ponto de vista de negócios pensar que vão perder as vendas de natal com esse gadget).

Mas é o caso clássico de estratégia Apple: lance algo, venda até estourar (e fazer muita fila antes disso até a cadeia de suprimentos se normalizar), daí relance melhor, mais fino, com menos bugs, venda o modelo anterior mais barato. O Apple Watch 2016 sim, vai ser outra coisa (exemplo clássico disso: iPad original x iPad 2).

Sobre o mundo da moda, o Apple Watch terá uma versão com pulseira de ouro 24 quilates, ainda sem preço divulgado (nota: Lilian Pacce, que entende mais de moda que eu, tem uns pitacos interessantes sobre i-relógios).

De qualquer modo, o Apple Watch (todos os tamanhos/modelos aqui) tende a ser muito mais elitista – um gadget de 349 dólares (preço inicial) para pendurar no pulso pode até parecer barato para quem compra um Rolex, certo? – do que seus concorrentes Android Wear. Que venham os relógios então – e suas experiências maravilhosas (e o retorno do batedor de relógio, um clássico do centro de São Paulo nos anos 1980).
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Em tempo: questão para o momento – meu próximo aparelho será um Moto X novo ou um iPhone 6 Plus? Oh mundo cruel!

Em tempo 2: Essa fonte usada pela Apple remete a fabricantes de relógio, não?

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Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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