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Gadget do dia: Fujifilm X-E1 (uma DSLM com EVF!)

Nova Fujifilm X-E1 utiliza o mesmo sensor de 16 megapixels, processador de imagem e lentes da X-Pro1 topo de linha, porém com uma roupagem mais simples e bem mais em conta.

Durante a última Photo Image Brasil, batemos um papo com Tomohide Yazawa, gerente de vendas e marketing de câmeras digitais da Fuji do Brasil e uma das perguntas que fizemos é se — depois de dois anos e quatro câmeras novas — ainda haveria espaço para novos modelos da série “X” ou a intenção agora era atualizar os modelos existentes.

Para nossa surpresa a resposta foi sim, ainda existe espaço para novos modelos que complementem e não substituam os atuais. E é claro, ele não pode dizer mais do que isso.

O interessante é que a resposta chegou bem mais cedo do que esperávamos com o anúncio hoje (06) da nova Fujifilm X-E1, o segundo modelo da casa baseado no sistema de lentes intercambiáveis padrão XF.

Sob um certo ponto de vista, a nova X-E1 está para a X-Pro1 assim como a X10 está para a X100: é uma câmera que traz consigo o “look-and-feel” do seu irmão maior (X-Pro1), porém em um corpo ligeiramente menor e mais leve (apenas 350 gramas contra 450 gramas da X-Pro1). Mas, para isso, ela teve que abrir mão de alguma coisa e, como na X10, a solução foi substituir o seu complexo e impressionante visor híbrido por um sistema totalmente eletrônico (também conhecido como EVF) com tecnologia OLED que lembra muito a solução adotada pela Sony Nex-7.

Em contrapartida, além da sapata para flash externo, a X-E1 também vem com um flash embutido (com número guia equivalente a 7), recurso inexistente na X-Pro1.

Um detalhe que também me chamou a atenção nessa câmera é que ela é a primeira dessa linha (fora a X-S1 super zoom) a ter o seu modelo escrito no canto superior direito do corpo (feedback de usuário?). Ah sim, ela ainda é feita no Japão.

 

 

Como todas as câmeras da série X essa também é dona de um visual retrô, equipado com painéis superior e frontal em magnésio fundido o que lhe garante uma aparência ao mesmo tempo sólida e elegante. E como na Olympus OM-D a X-E1 também estará disponível com o painel superior na cor prata.

Tecnicamente falando a X-E1 vem equipada com um sensor CMOS X-Trans APS-C de 16,3 megapixels, o mesmo usado na X-Pro1. O processador de imagem também é o mesmo — o EXR Processor Pro — de alta precisão, com resposta imediata em qualquer situação de exposição. Sua sensibilidade ISO vai de 200~6.400, expansível a ISO 100, 12.800 e 25.600. No modo automático ela vai de ISO 400~ 6.400.

 

Ele possui um curioso arranjo de filtros de cores que ajuda a minimizar com mais eficiência o efeito moiré e as falsas cores sem a necessidade de usar um filtro óptico low-pass. Isso possibilita a câmera maximizar a captura de imagens com maior resolução, gravando cada foto com luminosidade e clareza em toda a área da imagem.

Segundo a Fuji, os filtros de cores convencionais usam uma disposição repetida de conjuntos de 2×2 pixels, o que tende a gerar efeito moiré e falsas cores. Esse problema é controlado com o uso de um filtro óptico low-pass inserido entre o filtro e a lente.

No entanto, o próprio filtro low-pass degrada a resolução da imagem. Segundo a Fuji, os filtros de cores convencionais usam uma disposição repetida de conjuntos de 2×2 pixels, o que tende a gerar efeito moiré e falsas cores. Esse problema é controlado através do uso de um filtro óptico low-pass inserido entre o filtro e a lente. No entanto, o próprio filtro low-pass degrada a resolução da imagem.

Para resolver esse problema, os criadores do sensor CMOS X-Trans procuraram inspiração na disposição aleatória dos grãos finos de haleto de prata nos filmes fotográficos, que adotam uma disposição mais complexa e aleatória de conjuntos de 6×6 pixels. Esse arranjo evita a redução na resolução e garante a captura de imagens com maior definição suportando ampliações de até 2,7 x 1,8 metro (!)

Essa disposição singular dos filtros de cores é eficaz na separação de ruído na fotografia de alta sensibilidade, produzindo imagens com baixo ruído mesmo com alta sensibilidade ISO. Além disso, uma das vantagens de usar o amplo sensor APS-C é a capacidade de criar um belo efeito bokeh no segundo plano — efeito desfocado ao fotografar com pequena profundidade de campo.

Assim como a X10 , X100 e X-Pro1 a X-E1 oferece ajustes de cores que simulam os tradicionais filmes da Fujifilm como o Velvia (alta saturação de cores para fotos de paisagens com cores primárias), Astia (reprodução fiel e suave dos tons de pele) e o Provia (aparência natural).

Fora isso ela traz dois ajustes adicionais baseados em filmes negativos coloridos profissionais como o PRO Neg.Std (tonalidade suave) e PRO Neg.Hi (maior nitidez). Fora isso a câmera grava vídeos em full HD 1080p a 24 quadros por segundo tanto no modo em cores quanto em preto e branco e incorpora suporte para RAW, filtros artísticos, modo panorama e auto bracketing

Já o novo visor EVF com tecnologia OLED tem resolução nativa de 2,36 milhões de pontos. Ele utiliza uma estrutura de lentes formado por três elementos sendo um deles aesférico duplo. Sua relação de contraste é superior a 1:5000. Uma curiosidade desse visor é que sua ocular é rodeada por uma resina macia que permite ao usuário que usa óculos acomodar a visão ao visor com maior conforto. Na falta deste ele também conta com ajuste de dioptria que ajuda que regula o foco do mesmo para a condição visual de cada indivíduo. Além disso, o usuário também conta com uma tela LCD de 2,8″ e 460 mil pontos montada na parte de trás da câmera.

 

Junto com a X-E1 a Fuji apresenta a sua primeira lente zoom, a Fujinon XF 18-55 mm/F2.8-4.0 R LM OIS , uma lente de uso geral do tipo grande-angular para meia-tele (27-82,5 mm equiv.) formada por 14 elementos em 10 grupos, incluindo três lentes aesféricas e um elemento de ultrabaixa dispersão, além de um diafragma redondo com sete lâminas.

Ela cobre uma grande variedade de cenas, desde paisagens ou fotos de grupos, até retratos de rosto. Ela também conta com sistema de OIS (estabilização de imagem) na lente que compensa até 4 pontos de exposição.

Além dela a Fuji também introduz a Fujinon XF 14 mm/f2.8 R, uma lente prime do tipo super grande-angular (21 mm equiv.) que pega mais imagem que a atual 18 mm/f2.0 (27 mm equiv.)

 

A X-E1 foi anunciada hoje no Japão e deve ser mostrada no stand da Fujifilm na próxima Photokina 2012. Interessante observar que a Fuji do Brasil já confirmou que trará a câmera para o Brasil até o final deste ano e até já passou os seguintes preços sugeridos (obviamente sujeito a mudanças até lá):

  •  X-E1 (corpo da câmera): R$ 4.999
  •  Kit com lente standard 18-55mm – F2.8-F4 OIS: R$ 7.499
  •  Lente standard XF 18-55mm – F2.8-F4 OIS: R$ 3.299
  •  Lente super grande-angular XF 14mm/f2.8: R$ 3.999

Se levarmos em consideração que preço do corpo da X-Pro1 é de R$ 8 mil no Brasil, a diferença de preço é bem significativa.

Nos EUA, o preço só do corpo é de US$ 999 (contra US$ 1.699 da X-Pro1) a mesma faixa de preço da Olympus OM-D EM-5 e da Sony Alpha NEX-7 que são aparentemente seus concorrentes diretos.

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.