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Fuji reinventa a fotografia em 3D (agora digital)

Durante a última edição da Photokina 2008, a Fuji Film revelou sua intenção de reviver o mercado de fotografia estéreo ou simplesmente 3D, uma tecnologia mais antiga que andar pra frente e que já foi mania nos anos 50 e 60 com filmes, fotografias, histórias em quadrinhos e até brinquedos como o antológico View-Master.

Batizado de Fujifilm Finepix Real 3D System, trata-se de um pacote de produtos e serviços de imagem digital, formado por câmeras, visores/porta-retratos eletrônicos e até sistemas de impressão (uia!).

Assim como seus antepassados do século passado (ou até antes disso), o conceito do Real 3D da Fuji será o mesmo: capturar as imagens do mesmo modo que nossa visão, utilizando objetivas “gêmeas” separadas por uma distãncia mais ou menos proporcional ao dos olhos humanos. Para quem não sabe, essa “visão dupla” é que nos permite ter uma noção de distância e profundidade de campo e é por isso que um boxeador caolho tem mais chances de errar seus golpes do que um adversário com a visão perfeita.

Para isso, a Fuji desenvolveu um processador de imagem (o RP Processor 3D) e um par de objetivas especialmente voltadas para aplicações em 3D. Com isso será possivel capturar duas imagens idênticas sem variação de qualidade, foco ou exposição. Para o visor da câmera a Fuji desenvolveu uma tela LCD de 2,8 polegadas e com resolução de 230 mil pixels de alta definição permitindo assim a visualização de imagens em 3D e até mesmo fotos convencionais com altíssima definição.

Para seus porta-retratos eletrônicos, a empresa desenvolveu uma tela LCD batizada de FinePix Real 3D Photo Frame de 8,4″ e 920 mil pixels de resolução que virá equipado com um curioso “módulo de controle de direção de luz” montado na parte de trás da tela LCD que irá direcionar diferentes imagens para cada olho (direito ou esquerdo) do usuário, criando assim a ilusão de tridimensionalidade sem a necessidade de usar óculos polarizados.

Finalmente, a empresa também pretende aplicar esse conceito nos seus minilabs digitais Frontier utilizando um papel fotográfico lenticular de alta precisão, transferindo o efeito 3D também para as fotos impressas.

O interessante é que, no futuro, esse tipo de câmera também poderá ser usado para outras aplicações como tirar duas fotos ao mesmo tempo com ajustes diferentes (tele + grande angular), somar ambas as imagens para obter uma panorâmica, ou mesmo filmar com uma lente e tirar fotos com a outra.

Segundo a empresa, não há previsão de quando os primeiros produtos baseados nessa tecnologia chegarão ao mercado.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Murilo

    Quero uma pra min!!!!!
    isso só pode ser sacanagem!