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Fuji lança câmera (não digital)

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Enquanto os grandes fabricantes de câmeras decretam o fim do filme quí­mico, a Fujifilm navega contra essa corrente com o anúncio de um novo modelo analógico.

Sim! Ele usa aquele filme de tubinho de 24 ou 36 poses que você mandava revelar no minilab, se lembra? ;^)

Batizado de Klasse W Black, a nova câmera da Fuji é provavelmente voltada para fotógrafos saudosistas. Ela é dona de um visual retrô com acabamento em preto, uma cor no passado muito apreciada por profissionais por ser mais discreta e chamar menos a atenção no meio da multidão que uma reluzente câmera prateada.

A Klasse vem com uma lente grande angular Super-EBC Fujinon de 28 mm / f 2.3 (ideal para fotos de paisagens e de grupos) e fora os recursos de foco, exposição e avanço automático, ela permite alguns ajustes criativos, como exposição com prioridade de abertura (Av) e ajuste de +/- 2 pontos de exposição. Como era de se esperar, o filme usado é o bom e velho 135, cujo modelo de embalagem descartável (usado até hoje), foi criado em 1939 pela Kodak para suas câmeras Retina.

A câmera tem 12,3 x 6,3 x 3,8 cm (LxAxP), pesa 270 gramas e chega hoje ao mercado japonês (22/11) com preço sugerido de 10 mil ienes (mais ou menos 162 reais). Mais informações aqui.

fuji_cosmetics.jpgNagano comenta — Mesmo para uma empresa que está diversificando seus negócios até para o segmento de cosméticos (a direita), não é estranho ver uma empresa como a Fujifilm ainda investir em câmeras de filme — já que ela ainda fabrica esse produto.

Na minha opinião, a fotografia química para o mercado profissional e amador tem poucas chances de sobreviver devido à agilidade e comodidade da tecnologia digital. Entretanto, acredito que essa técnica ainda perdure em certos setores, onde a preservação da informação — como a microfilmagem e registro de museus — é mais importante do que comodidade propriamente dita.

Também acho que a fotografia quí­mica possa sobreviver no futuro como arte manual entre hobbistas e entusiastas que curtirão não só a captura da imagem, mas também o processo de revelação em si: desde a escolha do filme até o fim do suspense quando a imagem surgir no escurinho do laboratório improvisado na cozinha, porão ou mesmo banheiro de seus lares. Em especial a fotografia em preto e branco, mais simples de ser processada em casa e ainda pouco explorada pela tecnologia digital.

Se tem gente que faz papel, macarrão, documentos falsos, bebidas alcoólicas e outras coisas explosivas em casa, por que não fotos?

No fim das contas, quem é que não gosta de mostrar algo para seus colegas e dizer “fui eu que fiz”, no sentido mais exato da palavra :^)

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Michele

    Acho que isso é um nicho de mercado..
    Tem pessoas que por um erro de paraquedistas do mercado, que insistem em vender câmeras digitais com o bordão: “economize com filmes e revelações” acabaram comprando “gato por lebre” e se desencantaram com o digital! Acabaram odiando a digital e voltando para o analógico, pensando que tem melhor qualidade.O que não deixa de ser um engano gerado por empresas que não contrubuem em nada com o mercado fotográfico.
    Há também algumas pessoas da melhor idade que preferem a simplicidade do filme e outros casos como as classes D e E que não possuem condições financeiras de ter uma câmera digital.
    Se os dois maiores fabricantes de soluções para fotografias estão investindo é obvio que ainda existe mercado.

    Em relação ao comentário anterior, nada melhor do que o processo químico para revelar uma fotografia.Continua imbatível em custo e qualidade. Claro que existem outro processos e que os mesmos estão se modernizando, mas foto química, é foto química..

    Acho que o dry minilab também é algo que vai ficar..

  • Samuel Martins Menezes

    Acho que as ~câmeras analogicas não vão ser extintas nunca.
    Porque em agilidade de fotos em movimento superam as cameras digitais e a qualidade das imagens se bem focalizada são perfeitas, tenho duas digitais e uso com mais frequencia a minha analógoca Olimpus simples e rápida. Nada contra as digitais dependendo do evento a ser fotografado.