Gadget do dia: Festo BionicSoftArm

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Inspirado na tromba do elefante, o BionicSoftArm não foi criado para substituir e sim para trabalhar ao lado do ser humano.

Na semana passada noticiamos aqui neste ZTOP+ZUMO o mais recente projeto do Bionic Learning Network da Festo, o BionicSoftHand:

Só que faltou dizer que este projeto foi acompanhado de outro igualmente novo que recebeu o nome de BionicSoftArm:

Braço pra toda obra

Segundo o pessoal de Esslingen esse braço tem 8 cm de diâmetro e um comprimento máximo de aproximadamente 1 metro (ou mais exatamente 105 cm sem contar a garra) e possui até 7 graus de liberdade e um nível de precisão nos movimentos (em tarefas repetitivas de ~5 mm.

Ele é formado por dois segmentos biarticulados e são unidos por uma junta rotativa que também está presente na sua extremidade que pode receber diversas garras, incluindo a nova mão biônica:

Se comparado com outros projetos da casa como o Bionic Handling Assistant (2010), à esquerda) ou o BionicMotionRobot (2017) ao centro …

… a grande novidade do BionicSoftHand é o novo desenho do seu sistema de bolsas de ar que são envolvidas com um tecido especial de dupla camada cuja trama e orientação das fibras fazem com que ao serem infladas ou esvaziadas, elas se comportem de um jeito pré-determinado, proporcionando assim um movimento suave e preciso do braço que…

…. combinado com a junta rotativa, permite reproduzir mais fielmente o movimento da sua inspiração original, a tromba de um elefante.

Como na mão biônica, os complexos movimentos desse braço são gerenciados em tempo real por meio de sensores de pressão e movimento que alimentam o chamado Festo Motion Terminal VTEM. Já a sua programação é feita por meio do ROS (Robotic Opoerating System) em conjunto com o Festo Robotic Suite:

Trabalho colaborativo

Como já foi dito no início deste post, o BionicSoftArm foi criado para trabalhar em ambientes colaborativos onde homens e máquinas podem co-existir no mesmo ambiente sem oferecer perigo para ambas as partes.

Isso porque apesar dos atuais robôs industriais serem equipamentos super-sofisticados, eles são meio estúpidos no sentido de que eles só fazem o que está na sua programação — digamos — mova o braço para o ponto A, feche a garra, gire, mova o braço para o ponto B, abra a garra e por ai vai…

Assim muitas dessas máquinas não têm a mínima idéia de onde estão e o que acontece ao seu redor. Isso faz com que o robô possa se envolver em acidentes, principalmente se algo (ou alguém) aparecer inesperadamente do nada entre os pontos A e B. Isso explica em parte, porque muitos robôs industriais trabalhem em locais segregados e de preferência, com uma boa cerca em volta.

Sob esse ponto de vista, o fato desse braço biônico ser relativamente
leve, macio e ser movido com ar comprimido, faz com que um eventual choque do mesmo com um ser humano não cause maiores danos, já que o sistema é programado para se interromper seus movimentos no caso de alguma ocorrência estranha como uma batida inesperada.

Fora isso, a Festo também fiz que o fato desse braço se parecer e se comportar como uma tromba de elefante é um fator positivo na para criar um clima favorável de aceitação, empatia (e até por que não de amizade?) entre homem e a máquina já que — cá entre nós — todo mundo gosta de elefantes né? ?

Mais informações aqui.

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Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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