ZTOP+ZUMO 10 anos!

Elgin traz a PowerShot G10 para o Brasil

canon-g10-front

Lançada em setembro do ano passado, a nova Canon PowerShot G10 finalmente chega oficialmente ao Brasil pelas mãos da Elgin Info Products.  Trata-se da point-and-shot mais avançada da empresa e que praticamente ressurgiu das cinzas depois que passar por uma total reestilização em 2006 e ganhar um visual retrô, bem ao gosto dos entusiastas, fotógrafos mais abonados e até alguns profissionais que precisam de uma pequena máquina de backup ou mesmo para serviços ou situações onde uma câmera D-SLR pode chamar muito a atençã0 (no bom ou no mau sentido, diga-se de passagem).

canon-powershot-g10-back

Se comparada com sua antecessora — o modelo G9 — a PowerShot G10 vem equipada com um sensor CCD de  1/1,7 ” (7,60 x 5,70 mm) de 14,7 megapixels e o mais interessante: uma nova objetiva zoom que começa em 28 mm ( uma verdadeira grande angular capaz de enquadrar mais imagem que as G7/G9 cujo zoom começava em 35 mm).

Em contrapartida, sua tele caiu para 140 mm* contra 210 mm* das antecessoras, o que pode ser compensado com o uso de um acessório opcional.  Ela tem suporte para RAW e seu processador de imagem é o DIGIC 4, o mesmo usado nas D-SLR  EOS 5D Mk II, 50D e 500D/Rebel T1i. Sua bateria também recebeu um reforço, aumentando de 720 mAh para 1.050 mAh.

Esteticamente falando, a G10 agora vem com um controle externo para compensação de exposição (+/- 2 EV) que ficou no lugar do ajuste de ISO, agora localizado embaixo do seletor de modo. De resto, fora algumas mudanças no formato e alguns botões e da sua empunhadura o visual da câmera em si não mudou muito, com seu elegante corpo em metal pintado de preto. Sua sapata de flash é compatível com o sistema Canon Speedlite mas que são, na minha opinião, meio grandes para serem usadas na G10. A boa notícia é que um novo modelo compacto (Speedlite 270EX)   foi lançado recentemente para a série G.

A câmera vem recheada de recursos — alguns bem impressionantes diga-se de passagem — mas de um certo modo ela já ficou para trás em alguns recursos mais recentes como filmar em alta definição — uma moda iniciada com a Nikon D90 e que agora chega até aos modelos compactos como a nova Canon PowerShot SX200 IS (review a caminho aqui no Zumo, aguardem).

O preço sugerido para o usuário final é de R$ 3.699 com um cartão SD de 1 GB incluso. Mais informações no SAC da Elgin Info Products — (11) 3383-5555 para grande São Paulo e  0800-7035446 para demais localidades.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Gus

    Putz, esta empresa quer ficar rica vendendo um produto só? Lá fora ela não passa de U$500,00.

  • É o preço ta meio em noção. Mas certamente tem um munte de gente que compra. Ja me aconteceu de estar na Fnac, ver alguem prestes a comprar algo assim (com esta diferença oceanica de preços) e eu ficar me coçando para dizer. Olha anda duas quadras e vai no coloqueonomeaqui_Center. é menos que a metade do preço.

    Mas por senso de simancol, nunca fiz. Quem esta comprando ali esta buscando outros atibutos, que não o preço. Sem falar que tem a equipe de vendas que precisa trabalhar.

    Mas que dá vontade, á isso dá!

    [ ]´s

    Edu Lima

  • Oi pessoal,

    Depois de ler pela enésima vez a frase “tá caro” e suas variantes aqui no Zumo eu fico pensando:

    Será que alguém por aqui realmente acredita que alguma empresa séria, representane e/ou distribuidor autorizado cobra o que cobra aqui por um produto importado — o faz por que ele é “sem-noção”, “ganacioso” ou mesmo “muito esperto?”

    Nada contra aqueles que conseguem dar “um jeitinho” (brasileiro?) para pagar menos pelos seus gadgets, mas acho muita ingenuidade achar que a culpa é daqueles que vendem com nota fiscal e dão garantia.

    Pra mim isso tá parecendo aquela história da raposa e as uvas.

    M.

  • Gus

    Eu entendo perfeitamente os motivos dos preços dos produtos no Brasil serem mais altos do que na terra das verdinhas(carga tributária, suporte local, etc).

    Mas eu acho que tem algo de muito errado quando o valor cobrado aqui torna viável eu ir pessoalmente para os EUA, comprar o equipamento de forma oficial também (nada de “jeitinho”) e ainda sobrar dinheiro para um pouco de turismo.

    Se o problema for garantia e suporte técnico, eu abro mão do turismo e compro 2 câmeras (não sei como funciona a garantia aqui).

    Acho que esta raposa seria bem mais esperta.

  • Opa, a velha teoria do “quando eu quiser vou lá fora e compro”. Vamos lá:

    Ida e volta de Guarulhos para os EUA/Miami para uma pessoa de classe econômica saindo na próxima sexta (24/07) e voltando no domingo (16/07).

    Segundo o portal da CVC Turismo isso vai sair entre R$ 2.172 (LAN) até R$ 4.687 (American). Na média uns R$3.137 entre as cinco empresas pesquisadas.

    Se a câmera G10 custa umas 500 doletas, ela vai sair por R$952 à vista e sem taxa de consumo (que é calculado e cobrado na hora no caixa, mas q vc pode pedir um reembolso dependendo do caso), contando que ela vai estar esperando por você numa lojinha no outro lado do aeroporto de Miami.

    Assim:

    Na viagem mais barata = R$ 3.124 – economia de R$ 569
    Na viagem mais cara = R$ 5.639 – prejuízo de R$ 1.940
    Na viagem pelo preço médio = R$ 4.089 – prejuízo de R$ 390

    Segundo esses três cenários, o único caso que “valeria a pena” ir buscar a G10 nos EUA seria viajando pela LAN economizando assim uns US$ 295 que o viajante poderá gastar nos translados (ônibus, taxi, gasosa), taxas de embarque no aeroporto, estadia (que pode até ser ignorado se o viajante dormir em algum local público como o saguão do aeroporto), refeições, etc.

    E tudo isso contando que a pessoa está com o passaporte e o visto para os EUA em ordem, senão lá vão mais algumas taxinhas para o Tio Lula (passaporte) e o Tio Sam (visto).

    Espere, e tem mais: reze que a G10 custe menos que US$ 500, senão o viajante se arrisca a ter declarar o produto ao fisco da receita federal no aeroporto e pagar mais 60% sobre o excedente.

    Simples não?

  • Douglas Belmonte

    Boa nagano! Sou vendedor de loja OFICIAL e tenho que aguentar caras todo dia com esse tipo de papo (ta mais barato no camelo/EUA/mercadonegro.com). E o pior muitos deles aparecem na loja pedindo informacoes de como usar o produto (o manual esta em portunhol) e assistencia tecnica (que nao existe). Ja ouvi absurdos do tipo:
    “Vou comprar uma tv lsd com conversor nos EUA lá ta custando metade do preco” Conversor americano NAO funciona no brasil meus queridos!E duvido que passe pela alfandega.

    Uma informacao:
    Qualquer produto de importacao vai custar muito no brasil sempre (principalmente eletronicos), pois o objetivo do nosso mercado é exportacao. Ou seja o governo deixa as taxas de importacao altissimas para estimular o mercado interno e a exportacao.

    Nao nos interessa importar nada. Vivemos da exportacao! mais um motivo para o governo querer o dolar alto. Todos nós dependemos desse sistema para viver inclusive voce que frequenta esse blog.

    Agora voce me pergunta se isso vai mudar? Duvido muito pois esse sistema se mantem desde a epoca da cana de acucar e do pau brasil.

    Antes de achar que uma loja ou representante esta lucrando demais nas suas costas pense no valor que os encargos pesam. Eles podem chegar a mais de 50% do valor final do produto. Inclua agora os custos de transporte, aluguel de lojas e depositos, assistencia tecnica e pessoal.

    Agora entenderam o motivo do preco?

  • Gus

    Olha. Eu não quero ofender ninguém.

    Em muitos casos é um ótimo negócio você comprar um produto de um revendedor oficial no Brasil. Você tem garantia, suporte e ainda está estimulando o comércio legal brasileiro. Na verdade eu sempre compro desta forma ou vou pessoalmente comprar o produto em alguma viagem pagando todos os impostos devidos.

    Mas alguns casos são exagerados.

    Desculpe Nagano, mas suas passagens estão muito caras. Eu estava considerando voos Rio-Nova Iorque e pra quem não está desesperado para ter o produto agora.

    Segue uma opção boa pra quem não está de férias. É no próximo mês, pois não estamos com pressa, certo?

    American Airlines
    Ida 14/08/2009
    Retorno 16/08/2009
    Total: 1.779,34 com taxas.

    Mais o valor que você considerou vamos fechar em R$2800,00 então. Sobra uma graninha pra passear.

    Se você estiver em São Paulo pode passear no Rio também para aproveitar esta passagem.

    Agora se a pessoa está com problemas de visto, pode comprar de alguma loja virtual ou no ebay de algum vendedor bem conceituado. Achei um que está oferecendo por U$450,00 mais $75,00 de frete para o Brasil. Pagando imposto nos correios, sem considerar taxas administrativas, ficaria uns U$850,00 o total (produto + frete + imposto sobre frete e produto). Usaremos o dólar comercial tanto na compra quanto no pagamento do imposto e arrendondaremos para cima: R$1.650,00.

    Opa. Dá pra comprar 2.

  • Os argumentos acima podem ser até válidos — porém meio marotos — já que compara viagens de locais e em datas diferentes, influenciando assim os resultados. E se não houver realmente pressa, melhor esperar até o final desse ano para a chegada do G11 ou até mesmo o ano que vêm para a chegada do G12 e comprar a G10 a preço de saldão.

    Fora isso, não vejo diferença entre comprar de “algum vendedor bem conceituado” no ebay ou de “algum vendedor bem conceituado” no mercadolivre.com. Para mim, o risco é até maior e a garantia tão ruim quanto.

    Como disse no meu primeiro comentário, nada contra aqueles que se viram para pagar menos nos seus brinquedos favoritos. Mas para mim é muita ingenuidade achar que o comércio local cobra o que cobra por esperteza e/ou muita ganância.

    Vimemos num País livre, lucrar numa venda não é crime nem pecado e até onde eu saiba, ninguém é obrigado uma comprar a G10 da Elgin Info.

    E como estou vendo que essa discussão não vai sair desta lenga-lenga, estou fechando os comentários para esse post.

  • Pingback: Zumo Blog: Tecnologia. Opinião. Inteligência. » Review: Câmera digital Panasonic Lumix DMC-LX3()

  • Pingback: Hands-on: Fujifilm Finepix X10()