Uma coleção de e-books em 4 anos

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Constatações simples, porém óbvias: levei 4 anos para ter uma estante (ou duas, talvez) de livros eletrônicos no Kindle.

Fiz as contas ontem à noite, caçando as primeiras ofertas de e-books do Amazon Day no Brasil (lá fora, conhecido como Amazon Prime Day cheio de ofertas em todos os departamentos da loja online).

No total, 45 livros na coleção digital – 40, na verdade, sem contar manuais do próprio Kindle e um ou outro título gratuito que baixei pra testar no começo e que não levo em conta.

A grande conclusão disso tudo? Dos 40 livros, li 20 até o fim – ou quase. Na prática, o comportamento de leitura é similar ao de livros em papel: começo um título, se me empolgar vou até o fim, se não empolgar tanto ou aparecer algo mais divertido, paro e continuo depois.

E o velho e bom hábito de ter mais livros para ler – e vontade de comprar outros livros – do que tempo para ler isso tudo é persistente.

A única diferença é que ocupa menos espaço na estante ao lado da cama. 

Update: fiz as contas de quanto gastei em livros este ano. Foram 7 títulos, sendo 3 gratuitos (dois via parceria da Amazon com a Samsung no Galaxy S7 e um que o autor deu via Twitter). Gastos totais? R$ 36,32 – uma média de R$ 5,2 por livro. E tem quem diga que livro é caro 🙂

Não consigo fazer a conta dos últimos anos porque a Amazon Brasil não libera dados dos anos anteriores (e provavelmente apaguei os recibos do meu email).

Update 2: a conta não inclui livros transferidos via Calibre (na verdade, nenhum está no Kindle atual: formatei o computador ano passado e esqueci de fazer backup!)

Nagano comenta:

Uma coisa que sempre me intrigou nos Kindle com tela E-Ink é sua capacidade de armazenamento interno — segundo o manual do usuário 4 GB de Flash, sendo 3 GB liberados para uso — o que à primeira vista é um número bem modesto num mercado onde um smartphone ou tablet mais furreca tem pelo menos 8 GB.

Segundo o marketing da Amazon, um Kindle Paperwhite de linha de 4GB é capaz de armazenar “milhares de e-books”, mas é claro que esse número pode variar enormemente já que isso depende muito do tamanho de cada livro. Alguns usuários aqui dizem que, no mundo real, essa média fica na casa dos 400~500 títulos, o que não deixa de ser um número respeitável diga-se de passagem.

Fora isso, vale a pena lembrar que o Kindle não deixa de ser um “reprodutor de mídia”, ou seja, “cópias” do livros que você adquiriu no Amazon ficam “armazenados” na sua conta na nuvem, de modo que você pode remover os livros que você não está mais lendo do Kindle e baixá-los novamente quando desejar.

O curioso é que no Japão existe uma versão do Paperwhite chamado マンガモデル (Manga Model) com 32 GB de armazenamento (27,5 GB livres) que, como o próprio nome sugere, foi criado especificamente para armazenar coleções de HQs, algo como 700 volumes de tankobon, um tipo de compilação de estórias/episódios de aproximadamente 200 páginas cada.

Tamanha capacidade é necessária, já que ao contrário dos ebooks que são na sua essência, arquivos de texto formatados, um mangá é formado essencialmente por gráficos que, mesmo monocromáticos, ocupam bem mais espaço. Fora isso, uma série de mangá de sucesso como Dragon Ball pode ultrapassar facilmente a barreira dos 50~60 volumes e séries excepcionais/clássicas como Golgo 13 já ultrapassou a barreira dos 180 volumes e continua sendo publicado!

Se comparado com o Paperwhite de linha (só com Wi-Fi + anúncios) a versão manga é apenas 2 mil ienes (~R$57) mais caro — 16.280 ienes (~R$ 467) contra 14.280 ienes (R$409) — sendo a única diferença mesmo a memória adicional.

O meu palpite é que a lojinha de Bezos subsidia essa versão manga porque o mercado de HQs  no Japão é imenso, sendo que a própria Amazon.co.jp oferece mais de 60 mil títulos/séries no formato digital (que aumenta toda semana) e isso sem falar no serviço Kindle Unlimited, ou seja, isso deve dar mais retorno do que vender cartucho para impressora jato de tinta!

Wai wai!

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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