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Hands-on: câmera Wi-Fi D-Link DCS-936L

Câmeras Wi-Fi (para monitoramento e segurança): nunca tinha testado uma na vida (o Nagano testou um gravador para câmeras IP faz um tempo). Mas o pessoal da D-Link me ofereceu o modelo D-Link DCS-936L, que é bem simples de instalar e usar – e dá pra controlar tudo pelo smartphone.

D-Link DCS-936L

A instalação e operação da câmera são bem simples: conecte o cabo microUSB à entrada da câmera e à tomada mais próxima de onde quer instalar o dispositivo, pressione o botão WPS do seu roteador sem fios e o botão WPS da câmera, espere o LED indicador traseiro ficar verde, está pronta para usar.

A câmera tem uma lente grande angular (120 graus) na frente, com três LEDs frontais (que podem ser desativados). A captura de imagens é em qualidade HD (720p) tanto colorida como em modo de visão noturna (yay!), e uma entrada para cartão microSD permite dar armazenamento local à câmera de até 128 GB.

A DCS-936L vem com um anel giratório/móvel que pode ser preso à parede com dois parafusos… Ou aqui, no meu caso, enquanto instalava a câmera, criei uma alternativa para prender o dispositivo à minha estante na mesa de trabalho. A configuração dos recursos da câmera é feito por um app (Android ou Apple). Todo o processo é bem intuitivo e fácil:

O mais importante da câmera, pra mim, é poder colocar um cartão microSD e habilitar a detecção de movimento e de som. Caso algum movimento ocorra na frente da câmera sem você estar por perto, ela grava no cartão SD e te manda uma notificação para o smartphone (algum tipo de gravação na nuvem da D-Link ou de terceiros também seria ótimo; a D-Link diz que isso virá em versões novas do produto ainda este ano).

O monitoramento por som/movimento não é o tipo de recurso para deixar ativado o tempo todo (fica a dica, D-Link: atualize o app para permitir agendamento para as noites, por exemplo, ou para o período que você fica fora de casa). Ao sinal de movimento, o app manda uma notificação no smartphone.

Outra configuração útil é desativar os LEDs, para deixar a câmera mais invisível no ambiente.

Aqui com a câmera ao vivo pelo app: dá para gravar, capturar imagens, ligar/desligar o áudio e configurar o modo diurno/noturno ou automático para a câmera. Em cima, modo diurno, embaixo, modo noturno (embora capturado durante o dia).

O gerenciamento da câmera também pode ser feito pelo navegador em um computador. Porém, alguns problemas no caminho: para ver o vídeo ao vivo ou acessar remotamente o cartão microSD é preciso instalar um plug-in no Google Chrome para isso… e o vídeo ao vivo só aparece se você usar Adobe Flash (em 2018, isso é inaceitável). E o recurso de programar gravação está disponível apenas no navegador, não no app.

Falei da questão de gravação na nuvem porque, em um caso de assalto, um eventual ladrão pode ver a câmera e desligar da tomada (ou até quebrar o equipamento). O interessante é que a câmera grava 30 segundos quando o movimento é detectado – pelo menos dá para ver no app do smartphone depois.

Na prática, uma câmera dessas apenas é somente o início de um projeto de câmeras IP domésticas – que, em Reais, pode sair um pouco caro. Uma câmera DCS-936L tem preço sugerido de R$ 599. A própria D-Link oferece como complemento o Gravador de Vídeo DNR-202L, que permite gravar fotos e vídeos em discos rígidos e gerenciar até 4 câmeras da marca.

De qualquer modo, me diverti montando um esquema simples de observação à distância doméstico. Um bug que detectei foi a câmera perder as configurações do Wi-Fi ao trocar de local (tirando de uma tomada e colocando em outra). Atualizei o firmware, seguindo orientações da D-Link, e o problema não se repetiu.

Como disse o Nagano no hands-on do gravador de vídeo, a conclusão aqui é muito parecida: não é um produto barato, mas trata-se de uma solução elegante e bem em conta do que colocar um PC dedicado para executar essa mesma tarefa, além de ser muito menor e consumir bem menos energia.

[D-Link]

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin