DL e Xiaomi: algumas respostas

D

Na semana passada, fizemos uma lista de perguntas para a DL sobre a chegada da Xiaomi de novo ao Brasil.

Aqui estão as respostas, enviadas via equipe de comunicação da DL.

Henrique comenta, direto de San Francisco enquanto espera o Galaxy S10 ser anunciado amanhã:

É interessante essa proposta da Xiaomi e DL, significa mais uma marca apostando no mercado brasileiro em tempos de smartphone vindo direto da China para o consumidor, com garantia e assistência técnica.

Só me estranha um pouco o modelo de negócios (importação via DL), o que pode deixar o produto caro…e, roda a boca pequena no mercado de tecnologia que a DL só importou 30 mil peças – parece mesmo um teste de aceitação de mercado. O que acontece quando (e se) esse estoque acabar?

Dito isso, seguem as respostas abaixo.

  1. Qual a relação da DL com a Xiaomi?

A DL será a distribuidora oficial dos produtos Xiaomi no Brasil, por meio do canal varejista Máquina de Vendas. Inicialmente, os produtos serão comercializados na Ricardo Eletro, no varejo físico.

  • A Xiaomi é parceira/sócia da DL na operação?

A DL e a Xiaomi são apenas parceiras comerciais.

  • Qual a expectativa da DL em se associar à Xiaomi?

A expectativa da DL é de oportunizar ao brasileiro a possibilidade da aquisição de um aparelho extremamente admirado no exterior, com preço acessível e configurações avançadas, que possam garantir uma experiência única aos usuários.

  • A Xiaomi investiu na DL?

Não.

  • Além do Pocophone F1, mais smartphones virão?

Além do Pocophone F1, será comercializado o Redmi Note 6 Pro no canal varejista.

  • Os smartphones serão montados no Brasil? Serão importados?

Os smartphones contarão com novas funcionalidades, como o reconhecimento facial e aplicações que já caíram no gosto dos brasileiros.

Nota do Henrique: Essa resposta não faz sentido.

Nagano comentaPara mim essa resposta está mais para um cut-and-paste no lugar errado, já que existem maneiras mais elegantes de escorregar de uma pergunta que você não quer responder.

Apesar de que se a fofoca que o Henrique comentou lá em cima tiver fundamento, isso levanta a possibilidade de que a importação desse lote de aparelhos seja uma espécie de balão de ensaio para sentir o nosso mercado e — se as vendas forem boas —  quem sabe a DL não resolva partir para uma produção local?

  • Temos uma ideia de quanto um aparelho da Xiaomi “oficial” vai custar aqui?

O preço para o consumidor final será definido por cada varejista.

  • Quem vai dar assistência técnica para os produtos?

Profissionais especializados da DL.

  • Quando começam as vendas?

No início de março.

  • A estratégia de trazer a Xiaomi canibaliza, de algum modo, os produtos da DL?

São duas operações distintas. A DL seguirá normalmente com a fabricação e venda das suas linhas de tablets, celulares, smartphones, PCs e acessórios.  A expertise da empresa, presente no mercado há mais de 15 anos, será aproveitada para essa nova operação.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

RSS Podcast SEM FILTRO




+novos