Review: Workstation Móvel Dell Precision 5530 2-em-1

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Voltado para aqueles que não abrem mão de confiabilidade e desempenho, o 2-em-1 da Dell foi feito para aquelas tarefas que não são brincadeira (no sentido mais exato da palavra).

Com a proliferação dos chamados “PC gamers” o mercado parece que acordou para a existência de um público que andava meio ignorado que seriam aqueles profissionais que precisam de um sistema móvel que ofereça uma boa combinação de confiabilidade x desempenho para executar suas tarefas do dia a dia..

Estamos falando dos geradores de conteúdo, programadores, analistas financeiros e até cientistas de dados que muitas vezes na falta de coisa melhor, optam por usar PC Gamers para executar seus serviços, caso do Acer Aspire Nitro que foi concebido como uma máquina para jogar mas que se tornou muito popular entre os geradores de conteúdo o que até inspirou a mesma a entrar de cabeça nesse mercado com toda uma nova linha de produtos especificamente voltada para esse uso.

Porém vale a pena relembrar que muitas empresas como a HP, Lenovo e Dell já atendem a esse mercado a décadas com suas workstations móveis que seriam — na sua essência — notebooks com algumas características de workstations como o uso de processadores mais performáticos, telas de alta resolução/qualidade e memórias ECC.

Mas até por causa disso, esses sistemas abrem mão de certas características consideradas indispensáveis pelo público em geral — como grande autonomia da bateria — o que no nosso caso pode ser algo bacana mas não indispensável.

Este é o caso da Workstation Móvel Precision 5530 2-em-1 que é uma bela amostra do estado da arte que a empresa de Mike Dell é capaz de oferecer para esse mercado.

Pau pra toda obra

A primeira vista, a atual linha de workstations móveis Precision da Dell pode ser facilmente confundida com a linha Latitude porque — de um certo modo — eles não deixam de ser um parente próximo já que ambos são modelos voltados para o exigente e metódico mercado corporativo, o que já é um indicativo de que se trata de um produto diferenciado e construído para suportar um ritmo de uso diário e intenso por anos a fio.

Se eles fossem carros, eu diria que o Precision seria uma Hilux STD para uso comercial, mas sem os extremos da linha rugged.

Talvez a maneira mais simples de diferenciar o Precision de um Latitude seja o seu teclado, cujo acabamento ao redor do teclado tem aparência de fibra de carbono (se não for o dito cujo) o que passa até uma certa sensação de esportividade e resistência. O curioso é que esse material é dono de uma textura suave e aveludada cuja sensação de toque é bastante agradável se comparado com metal ou plástico.

Seu único problema é que ele tende a acumular a gordura dos dedos formando manchas bem incômodas, mas nada que uma boa esfregada com um pano de microfibra não resolva.

Fora isso, o visual do seu teclado segue o padrão dos modelos corporativos da casa com seu visual limpo, teclas retroiluminadas, touchpad com bordas “clicáveis” e fora o botão de [Caps Lock] e [Function Lock] nenhum LED indicador de estado (boo!),

Já o seu epaçoso touchpad é do tipo “Precision Touchpad” que é uma especificação criada pela Microsoft em parceria com a Synaptics que aperfeiçoou o funcionamento desse dispositivo, já que ele não depende mais de drivers de dispositivo, enviando seus “dados brutos” diretamente para o Windows.

Isso faz com que o touchpad se comporte mais como um mini-tablet — em especial no que se refere a interpretação e execução de comandos multitoque —  do que como um mouse que, na sua essência, só aponta e clica em apenas um objeto na tela por vez.

Medindo apenas 35,4 x 1,6 x 23,5 cm (LxAxP fechado) e ~2 kg de peso o 5530 2-em-1 é um equipamento bastante esbelto para uma workstation móvel…

… sensação que é ainda maior graças a engenhosidade dos designers da empresa no uso de linhas retas nas bordas e superfícies curvas na sua base o que reduz a espessura da borda dianteira para menos de 1 cm de espessura (fechado) passando assim a impressão de que o portátil é mais fino do que realmente é — ou que deveria ser, diga-se de passagem.

Isso porque segundo a tendência dos notebooks leves e finos, este modelo não tem mais espaço na sua borda para aceitar portas de comunicação legadas, sendo que no seu lado esquerdo podemos ver duas portas Thunderbolt 3 com PowerShare, entrada de energia + DisplayPort (4 faixas de PCIe de 3ª geração), slot para cartão Micro SD/SDHC/SDXC e indicador de carga da bateria…

… e do outro lado duas portas USB-3.1 com PowerShare + DisplayPort, porta se som universal (Realtek ALC3271 com tecnologia Waves MaxxAudio Pro) e slot para trava de segunaça do tipo Wedge Lock:

Se alguém notou a ausência da insanamente popular porta USB do tipo A — sim ela não está lá! — o que para nós não deixa de ser um choque, principalmente vindo de um produto voltado para o mercado corporativo onde muitas vezes a funcionalidade prevalece sobre a novidade.

De qualquer modo, a Dell Brasil oferece diversos tipos de adaptadores USB-C na sua lojinha sendo que o modelo analisado veio com dois deles: Um USB-C para USB-A e um USB-C para Gigabit Ethernet.

Não nos ficou claro se a empresa já inclui esses acessórios com o produto, de modo que caso eles sejam realmente necessários recomendamos adicioná-los na cesta de compras na hora de adquirir o produto.

Fora isso vale a pena ressaltar que o uso das portas USB-C/Thunderbolt tem a grande vantagem de suportar até três telas Full HD ou até dois monitores 4K como o Dell UltraSharp 27 4K (U2718Q):

Fora isso, destacamos outros acessórios bem interessantes como o Dell Thunderbolt Dock TB16 uma Docking Station com porta Thunderbolt para bases fixas…

… ou a versão portátil o Adaptador móvel USB-C DA300

… e para nós o mais interessante, o colorímetro X-Rite i1Display Pro um acessório imprescindível para os criadores de conteúdo que precisam para calibrar as cores da tela do precision…

… um modelo IGZO4 UltraSharp de 15,6″ com resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels) com touchscreen, tratamento e iluminação traseira por LED e 400 nits de brilho. Para aqueles que precisam de mais imagem a empresa também oferece opções de telas Ultra HD/4K.

Para tirar o máximo proveito do espaço disponível, essa tela segue o padrão “borda infinita” cuja moldura tem apenas 4,7 de espessura na parte de cima e dos lados.

Mas ao contrário da atual linha XPS 13 o Precision ainda mantém a sua webcam na base da tela, o que faz com que a câmera “olhe para cima” num ângulo de enquadramento bastante peculiar que alguns chegaram a apelidar maldosamente de “nostrilcam” pois ela tende a mostrar as narinas e o queixo do usuário o que pode não ser do agrado de algumas pessoas na hora de fazer uma videoconferência via Skype ou Hangout:

Porém, vale a pena ressaltar que a câmera do modelo analisado veio equipada com uma segunda câmera de infravermelho usada pelo Windows 10 para liberar o acesso ao sistema por meio do Windows Hello via reconhecimento facial o que, de um certo modo, compensa a ausência de outros sistemas de autenticação biométrica como um sensor de impressões digitais.

Eu inicialmente era meio cético com relação a essa tecnologia, mas reconheço que depois de usá-la por algum tempo é impressionante ver o como o portátil sai do modo de dormência, te cumprimenta e libera o desktop segundos após você sentar na frente do portátil o cria até uma certa relação de empatia entre a máquina e o seu dono no melhor estilo “opa, você de volta? 😀

Uma curiosidade que notamos no design desse produto é que entre a tela e o teclado, existe um espaço aberto por onde sai o ar quente gerado pelo do cooler do portátil onde cabe exatamente uma caneta ou lápis:

O mais interessante é que ao baixarmos a tela, o instrumento fica nessa posição sem cair e sem forçar a dobradiça:

A princípio achamos que esse espaço foi criado para guardar o seu dispositivo apontador do tipo stylus (Caneta ativa Premium da Dell modelo PN579X) — mas como não tivemos acesso a esse produto para esclarecer essa dúvida, achamos que isso pode não passar de uma mera coincidência, fora que como esse equipamento é voltado para desempenho, não nos parece sensato bloquear sua saída de ar com qualquer objeto, por mais prático que isso possa parecer.

E como é comum na linha de notebooks premium da Dell, sua base é bastante limpa com poucos detalhes como o selo do Windows 10, da Anatel e de outras certificações. Note os dois slots nas laterais por onde sai o som dos seus alto falantes estéreo e a entrada de ar para resfriar o sistema:

Uma curiosidade desse tipo de gabinete é que existem algumas partes da mesma possuem magnetos que ajudam a manter o portátil na posição de tablet…

… de modo que o usuário precisa ficar atento para evitar que objetos metálicos (como moedas e grampos) fiquem grudados no mesmo e que podem levar a incidentes chatos como riscar o gabinete 😕.

Dobra estica e puxa

Mas como o próprio nome do produto sugere, o Precison 5530 2-em-1 possui um sistema de dobradiça que permite que a tela do portátil possa assumir diversas posições, como por exemplo deitá-la na mesa de trabalho…

Usá-la como um display para pequenas apresentações ou assistir vídeos…

… e o mais relevante, rebater a tela 360° e usá-la como um grande tablet…

Isso pode parecer meio desconfortável a primeira vista, mas a área útil de trabalho é no mínimo de cair o queixo:

E como é de se esperar desse modo de uso, ao rebater a tela o teclado é desativado o que impede que o mesmo interfira com o uso do “tablet”, observamos porém que apesar das teclas estarem numa área rebaixada da tela, recomendamos que o usuário tenha um cuidado extra ao colocá-lo sobre alguma superfície plana para que o teclado não sofra algum tipo de dano:

No geral, apesar do peso trata-se de um recurso bastante válido, principalmente se levarmos em consideração que não existem muitas opções de tablet de 15,6″ no nosso mercado.

Mas antes que algum fanboy/experto comece a gritar que a Dell copiou essa idéia da Lenovo, vale a pena relembrar que, no passado, outras empresas já exploraram essa idéia de tela rebatível bem antes do Yoga (que é de 2012).

Por exemplo, a Motorola lançou em 2010 o Motorola Backflip e a 35 anos atrás a HP lançou o HP Omnigo 100 um handheld com GEOS uma interface gráfica que rodava sobre DOS:

Mesmo a própria Dell em 2010 lançou o genial Dell Inspiron Duo que também podia trabalhar no modo tabletdisplay ou tenda:

inimigo do meu inimigo é meu amigo

Mas voltando ao que nos interessa, o modelo analisado veio equipado com um processador Intel Core i7-8706G (codinome Kaby Lake) um chip quadcore com HT equipado com 8 MB de cache e clock de 3,1~4,1 GHz, 8 GB de SDRAM (expansível até 16 GB), 128 GB de disco SSD m.2 2280 e Windows 10 Pro pré-instalado de fábrica:

Porém, o que realmente chama a atenção do processador desse portátil é que além da sua aceleradora gráfica integrada Intel HD 630

Ele também vem com uma aceleradora gráfica Radeon Pro Wx Vega M com 4 GB de memória HBM2 …

… montada ao lado do chip da Intel, formando assim um único encapsulamento do tipo System in Package (SIP ) baseado na tecnologia EMIB (Embedded Multi-Die Interconnect Bridge) que permite agrupar diversos chips em um único encapsulamento por meio de um sistema de interconexões de alta densidade embutidos no substrato do componente…

… permitindo assim a criação de peças dramaticamente menores::

Esse produto foi anunciado com muita festa pela Intel no início de 2018 e que de um certo modo marcou a chegada de Raja Koduri, que tinha deixado de ser o ex-chefão da área de gráficos dentro da AMD para se tornar o atual chefão da área de gráficos dentro da Intel. De fato, essa foi a primeira cooperação tecnológica entre o ex-pessoal de Sunnyvale e o pessoal de Santa Clara desde os anos 1980 no melhor estilo “inimigo do meu inimigo é meu amigo” .

Tecnicamente falando essa GPU Vega 12 vem equipada com 20 CUs (Compute Units)/1.280 shaders o que bem mais que as 11 CUs das APUs Ryzen. Já o seu desempenho fica entre uma GTX 1050 e uma GTX 1050 Ti.

Fora isso, essa GPU permite que o Kaby Lake saja capaz de decodificar em hardware vídeos em VP9 e H.265/HEVC com profundidade de cores de 10 bits:

mede aproximadamente 30,4 x 1,4 x 19,9 cm (LxAxP), pesa apenas ~1,215 kg (ou ~1,5 kg com o carregador incluso). O seu acabamento é de um tom cinza escuro característico da Dell, assim como o seu seu tradicional logotipo redondo no centro da tampa. Apesar do tom opaco da pintura, ela tende a segurar marcas de dedo (boo!) No exterior, esse modelo também está disponível na cor prata.

Alguns podem até questionar o que um chip de oitava geração está fazendo numa workstation de 2019/2020, mas vale a pena relembrar que o mundo corporativo se move num ritmo diferente do mercado de consumo de modo que não existe “compra por impulso” nesse mercado, sendo que a preferência é sobre a maturidade/confiabilidade da plataforma, a não ser que a nova tecnologia seja tão boa e disruptiva que o uso da mesma resulte em ganhos imediatos (= $$$) para a empresa.

Além desse Core i5-8306G a Dell Brasil também oferece o 5530 2-em-1 equipado com um chip Core i5-8305G como uma opção mais em conta ( na época do fechamento dessa matéria algo como ~ R$ 3.888 a menos ).

Ztop in a Box (no sentido mais exato da frase)

Quando retiramos o Precision da sua caixa de apresentação, notamos que no fundo da mesma existia uma curiosa figura em relevo de duas baleias (mãe e filhote?)…

… junto com a informação de que ele é 100% feito de plástico reciclado, sendo que 25% do mesmo vem de resíduos (ou mais exatamente lixo) desse material retirado dos oceanos:

Segundo a Dell, a empresa começou a incluir esse “plástico marinho” na sua cadeia de produção, adquirindo esse material (reprocessado e purificado é claro!) de organizações voluntárias e empresas especializadas e depois misturando o mesmo com outros tipos de plásticos do tipo HDPE numa proporção de 1 para 3 garantindo assim que a qualidade do produto final não seja comprometido.

Mais sobre isso aqui.

Para quem não sabe, essa história de plástico nos oceanos ganhou notoriedade depois da descoberta da chamada Great Pacific garbage patch (ou Grande Faixa de Lixo do Pacífico) que é uma região bem no meio do Oceano Pacífico onde várias correntes marítimas se encontram e levam consigo toneladas de lixo (essencialmente plásticos) formando assim uma concentração de material flutuante de mais de 1,6 milhão de quilômetros quadrados e que não para de crescer!

Ela foi descrita pela primeira vez em 1997 pelo pesquisador Charles J. Moore e também já foi chamada de A Grande Ilha de Lixo do Pacífico, apesar de que essa analogia é equivocada já que a maioria esse material flutua no mar e ainda não formou uma montanha (por enquanto é claro!)

Outras empresas como a HP também aderiram a essa causa, incorporando plástico marinho em seus produtos.

Por dentro do Dell Precision

Tecnicamente falando, até que é relativamente simples remover a base do 5530 2-em-1 (com os cuidados de sempre, é claro) mas no caso deste equipamento em especial, não achamos que isso seja muito necessário já que, como veremos, não há muito o que ver e muito menos o que mexer nesse portátil:

Como já vimos em outras workstations móveis, o hardware do Precision é altamente integrado, sendo que o seu interior é totalmente ocupado pelo sistema…

… com destaque para o seu imenso sistema de refrigeração que ocupa praticamente 1/4 da área disponível com dois ventiladores e um massivo sistema térmico que retira o calor gerado pelas memórias e o processador (à direita)…

… e que sai na forma de ar quente por uma série de aberturas acima do teclado:

Ao analisarmos esse sistema, notamos um certo acúmulo de pó nos ventiladores, prova de que elas trabalharam — e muito durante nossos testes de resistência (mais sobre isso adiante):

Interessante notar que na base da mesma existe uma espécie de ponte/barramento de dados (no sentido mais exato da palavra) que une a placa-mãe (MB) com a placa-auxiliar que abriga algumas portas de comunicação.

Já o processador fica oculto sob uma cobertura metálica o que deve ajudar a dispersar o calor. Como não notamos a presença de slots para pente de memória RAM, o nosso palpite é que os chips de memória são soldados diretamente na placa-mãe, o que pode levantar um sinal amarelo para aqueles que consideram a compra do modelo com apenas 8 GB de RAM para depois expandir para 16 GB.

Já o disco SSD padrão M2 2280 ainda vem instalado no seu respectivo slot:

A bateria do Precision 5530 do tipo “padrão” da Dell modelo 8N0T7 de 11,4 volts x 75 Wh com tecnologia de íons de lítio.

Note também a presença dos alto-falantes estéreo (2 watts por canal) montados tanto no lado esquerdo quanto direito da bateria.

Sob testes

Entre as características marcantes de uma workstation estão a sua capacidade de processar informações com grande confiabilidade, de modo que sempre gostamos de estressar esse tipo de máquina sendo que, para isso, usamos Intel XTU (Extreme Tuning Utility) para monitorar o sistema…

… enquanto rodamos o bom e velho Prime95 um notório programa criado para calcular números primos de Mersenne, mas que ficou famoso por estressar (e travar) muitas máquinas que outros testes não conseguiram, tornando-se assim um programa muito popular entre overclockers para verificar a estabilidade de seus sistemas.

Para nossa surpresa (na verdade não muito) deixamos rodando o seu torture test por 24 horas seguidas e apesar do sistema trabalhar a todo vapor por todo esse tempo, ele passou no teste sem problemas:

De fato aproveitamos esse teste para observar o seu comportamento térmico, sendo que neta imagem podemos ver que a área mais quente do portátil fica no lado esquerdo sob o teclado…

… local onde ficam o processador, disco SSD e as memórias:

… aqui podemos ver o ar quente saindo por baixo da tela naquela grade que fica logo acima do teclado:

Já nos testes mais convencionais, no Windows Experience Index (um recurso que ainda existe, mas está oculto no Windows 10) o 5530 2-em-1 performou muito bem em praticamente todos os itens o que é algo notável porque demonstra que antes de mais nada o sistema como um todo além de veloz é bem equilibrado o que não é bem raro, já que o que mais vemos nesse teste são sistemas com processadores velozes cujo desempenho é segurado por um disco lerdo (como um HDD) ou uma aceleradora gráfica de entrada:

Aqui podemos ver o desempenho o processador no Cinebench R15…

… e aqui o desempenho do seu disco SSD no CristalDiskMark 3.0.3

… no HD Tune Pro 4.01…

… e no AJA System Test da AJA Video Systems, primeiro em MB/s…

… e depois em quadros (ou frames) por segundo:

Nos testes de aplicativos, aqui estão os resultados com o Sysmark 2018

… e aqui no PCMark 10:

Já no PCMark 8 temos resultados no modo Home Convencional

… e Home Accelerated:

Já nos testes de consumo de bateria, o Battery Mark 1.1 apresentou um comportamento bem curioso, já que no modo sem carga de trabalho, a bateria levou quase 12 horas para descer abaixo de 10% o que é um número notável mesmo para um notebook de linha:

Mas ao rodar esse mesmo teste com carga de trabalho no máximo, a bateria caiu para menos de 10% em um pouco mais de uma hora:

Isso pode parecer pouco, mas nesse caso o bom senso nos diz que o sistema deveria estar conectado na rede elétrica né?

Nossas conclusões

No geral, ficamos bem impressionados com o Precision 5530 por ele ser realmente um equipamento 2-em-1 em mais de um sentido.

Isso porque além de ser um notebook conversível, o 5530 também funciona igualmente bem como uma workstation móvel, o que significa que e o usuário não precisa abrir mão de desempenho só para ter mais mobilidade e flexibilidade no seu uso.

De fato, como era de se esperar de uma workstation móvel, ele se comportou de maneira exemplar e mostrou ser bastante confiável mesmo sob uso intensivo.

Porém, existem algumas limitações até meio óbvias diga-se de passagem, mas que precisam ser ditas e levadas em consideração.

Por exemplo: Como é de se esperar de um 2-em-1 quando usado de maneira casual e moderada (entenda-se sem exigir muito do processador), a autonomia da bateria do 5530 foi muito boa, mas esse tempo pode cair significativamente se precisamos executar alguma tarefa de processamento muito intensivo mas, como já dissemos acima, é claro que o bom senso nos diz que, nesses casos, o correto seria ligá-lo na tomada permitindo assim explorar o máximo do seu potencial.

Falando nisso vale a pena destacar a grande variedade de acessórios que podem ser plugados nesse equipamento que vai desde adaptadores USB-C, calibradores de tela, até monitores 4K — tudo com a marca Dell.

Fora isso, 2-em-1 como já vimos no novo XPS 13 em nome da menor espessura, o 5530 também não conta com portas USB padrão A — ou seja — já não é mais possível conectar acessórios como mouse, HD externo ou até mesmo um mísero pen drive diretamente nesse portátil o que pode ser um incômodo (ou até mesmo um transtorno) para o usuário menos “sem fio” principalmente no ambiente corporativo.

E quem se interessaria por um notebook que a gente nem consegue plugar um mísero memory key? Eu diria que seriam as novas gerações de usuários “conectados” que estão chegando nas empresas e que trazem consigo novas idéias baseadas em diferentes modelos de uso e de trabalho realizados essencialmente online.

De qualquer modo, se uma porta USB A for imprescindível, certifique-se de incluir algum tipo de adaptador USB-C para alguma coisa da hora da compra.

Também vale a pena ressaltar que o 5530 não oferece muito espaço para upgrades, já que ele só conta internamente com um slot para disco SSD NVMe e sua memória RAM é soldada diretamente na placa-mãe — ou seja, ela não expansível — de modo que o usuário deve decidir na hora da compra a quantidade de memória que ele irá precisar.

Finalmente, também não podemos ignorar o fator “cool” desse produto, já que o 5530 2-em-1 não deixa de ser um “show-off” ou seja, uma declaração para o mercado de que a Dell sabe sim fazer um equipamento moderno com design arrojado, bonito e bem executado.

Resumo: Dell XPS 5530 2-em-1

O que é isso? Workstation móvel do tipo 2-em-1 voltado para o mercado corporativo.
O que é legal? Design atraente e moderno, excelente apresentação e acabamento, ótimo desempenho (para um portátil).
O que é imoral? Memória RAM não pode ser expandida e não vem com porta USB-A (mas que pode ser implementado via adaptador).
O que mais? Também disponível com tela UHD/4K.
Avaliação: 9,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 19.852 (modelo analizado. Esse valor pode varia de acordo com a configuração).
Onde encontrar: Dell Brasil

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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