De volta a 2001: Kelkoo e a comparação de preços

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Rola uma boataria de mercado que o Google e o Yahoo! querem entrar forte no mercado de comparação de preços na web, via Froogle e Kelkoo, respectivamente. O Buscapé estaria na mira dos dois (boatos, boatos, só boatos).

Só que o Kelkoo já existiu no Brasil. Em 2001, trabalhei numa start-up de internet chamada NetJuice (descanse em paz!) que tinha entre seus incubados dois projetos que entraram no ar por aqui: Baquia e Kelkoo. A primeira era um site de notí­cias e opinião (bem ácida) sobre Tecnologia da Informação e, apesar de ter ficado no ar por menos de um ano, ainda resiste na Espanha com outros investidores.

O Kelkoo também entrou no ar (era um francês chamado Pierre que cuidava do projeto no escritório enorme com mesas importadas chiquérrimas – ali na rua Fidêncio Ramos, no mesmo prédio do… Yahoo! Brasil). E, rápido como surgiu, sumiu. Chegou até a ter uma infame propaganda de TV veiculada em horário nobre e outdoors pela cidade (uma moça comparando suas proporções, digamos, peitorais, com outra em um ônibus), mas não vingou. Algum tempo depois, a matriz acabou sendo comprada pelo Yahoo!, e essa é outra história.

A NetJuice tinha outro projeto, chamado NetSports, que nunca vingou. Seria uma loja de e-commerce para artigos esportivos, acho. Morreu, como a NetJuice no Brasil, naquele momento pós-bolha de crise generalizada. De qualquer jeito, foi uma boa experiência.
Será uma enorme ironia do destino se o Kelkoo voltar para o mesmo prédio na Vila Olí­mpia alguns anos depois. E que vença o melhor buscador de preços.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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