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Como fazer uma boa apresentação (sem levar ovo na testa)

Quais são as dicas e truques para fazer uma boa apresentação que não se limitam aos malabarismos visuais de programas de apresentações como PowerPoint? A resposta está na própria técnica de montar a sua apresentação, desde o seu rascunho até a maneira de conduzi-la.

Prepare um roteiro, use padrões, cores, faça mais para obter resultados interessantes – í s vezes, uma abordagem original faz diferença. Algumas indicações de como chegar lá estão depois do clique.


Como uma apresentação pode ser a diferença entre a vida e a morte de um negócio, vale a pena conhecer algumas dicas e truques dessa interessante e, í s vezes – pouco conhecida arte – para, no mí­nimo, não contar apenas com a sorte ou com a piedade da platéia para ser bem sucedido.

Preparação do roteiro

Antes de mais nada, organize suas idéias: determine seus objetivos (ensinar algo, vender um produto, conquistar novos membros para sua causa); depois enumere os principais tópicos da sua apresentação e, finalmente, detalhe cada um deles.

Esse roteiro pode ser a base das telas que formarão a apresentação.

Quando estiver elaborando o conteúdo das telas da apresentação, prepare um texto voltado para os espectadores mais informados, reservando sua capacidade de explicar verbalmente para as pessoas mais leigas no assunto.

Uma estratégia muito usada em apresentações é a técnica de transmitir o principal de sua apresentação pelo menos três vezes, sempre com a preocupação de enriquecer cada um desses passos com novos detalhes, de modo que isso não pareça muito repetitivo.

Isso pode ser feito com a apresentação prévia dos tópicos na forma de uma agenda ou listando os objetivos, seguida pelo conteúdo principal que normalmente termina com uma revisão resumida.

Feito isso, é comum reservar um tempo para uma sessão de perguntas e respostas.

Texto nas telas

Na hora de desenhar as telas de sua apresentação, procure utilizar fundos ou logotipos padronizados em todas elas, de modo a manter a uniformidade visual em todas as suas apresentações – presentes e futuras – uma prática freqí¼ente no mundo corporativo.

Mantenha sempre um desses fundos í  mão, já que nunca se sabe quando você deverá preparar uma apresentação para ontem.

Outra preocupação é de nunca sobrecarregar visualmente as telas.

Procure não usar mais do que 30 números de cinco dí­gitos ou mais de 36 palavras arranjadas em, no máximo, seis linhas. Pode-se esticar esse número para até oito í s custas de algum desconforto da platéia.

O texto deve ocupar entre 2/3 a 3/4 da tela, usando sempre caracteres grandes, largos e não vazados (de fundo sólido).

Fontes do tipo Helvética e Times Roman podem não parecer visualmente atraentes, mas são ótimas para esse tipo de aplicação.

Uso de gráficos

Os gráficos comerciais já foram descritos como a arte de transmitir visualmente certas informações de maneira “dramática”, de modo a enfatizar ou não alguma mensagem a eles associada.

Sabendo disso, procure utilizar o melhor tipo de gráfico para passar as suas idéias.

Por exemplo, para apresentar as partes de um todo, os gráficos do tipo torta são os mais indicados. Para comparar vários elementos, utilize os gráficos de barras. E os gráficos de linhas são mais adequados para mostrar mudanças de um elemento durante o passar do tempo.

Uma dica interessante é usar as linhas para mostrar pequenas variações, barras para mostrar médias e pontos para mostrar uma convergência, quando linhas em zigue-zague podem tirar a visão de tendência.

A cor da informação

Procure utilizar as cores a seu favor na hora de enfatizar os pontos de destaque da sua apresentação.

Por exemplo, cores vivas sobre as neutras ou tons mais claros sobre os escuros ou vice-versa, de acordo com o contexto.

As cores básicas, vivas e chapadas produzem melhor visibilidade do que cores secundárias, efeitos de sombra ou texturas complexas. Não se esqueça também de que as cores por si só também transmitem mensagens.

O exemplo clássico é o vermelho que, no mundo financeiro, é associado a perdas ou a algum tipo de prejuí­zo. Se esse for o tom de sua mensagem, não existe cor melhor.

Veja como as cores podem reforçar uma mensagem:

VERMELHO: Estimula uma forte resposta emocional. Pode motivar uma platéia.

AMARELO: Associado com otimismo, mas seu brilho pode distrair ou cansar a platéia.

VIOLETA: Associado com irresponsabilidade. Pode ser usado para brincadeiras.

AZUL: Indica calma, credibilidade ou uma visão conservadora de certa informação.

VERDE: Apresentações que requerem uma resposta da platéia são mais eficientes com essa cor.

PRETO: Percebido como algo final. í“timo para mostrar informações financeiras ou enfatizar algo.

Na hora do show

Sempre revise suas apresentações e, quando for possí­vel, faça um ensaio com o equipamento que será usado na apresentação para se certificar de que tudo está funcionando de acordo com o previsto e dentro do tempo desejado da apresentação.

Certifique-se de que o controle remoto está funcionando e que você saiba como operá-lo.

Nesse momento, a presença de uma platéia mais amigável e menos irônica (como um colega de trabalho) ajuda a encontrar inconsistências e falhas na apresentação. Alguns apresentadores gostam de iniciar suas palestras, fazendo algum tipo de graça ou brincadeira para quebrar o gelo do primeiro contato com a platéia.

Outros se movimentam durante a apresentação, para ver se sua platéia o acompanha com os olhos. Isso pode ser uma maneira discreta de ver se as pessoas estão prestando a atenção ou não em você.

Finalmente, não assuma essas dicas como dogmas. Um pouco de entusiasmo ou mesmo uma abordagem original pode ser mais importante do que apenas seguir regras.

Esse texto foi baseado em uma matéria que escrevi faz muito tempo e que achei perdida na minha pasta de documentos. As informações foram tiradas de um pequeno livro de treinamento interno da Infocus (fabricante de projetores multimí­dia), que me foi emprestado na época pelo meu colega Luí­s Carlos de Carvalho, atual gerente comercial da Pleomax.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Luciana Lima

    Olá Mário, adorei este artigo. Aliás, parabéns pelo projeto. Site bem contruído, conteúdo excelente. Boa sorte à você, ao Henrique e ao Rigues. Um abraço, Luciana Lima.

  • Discordo apenas quanto ao uso da fonte Times New Roman. Fontes serifadas simplesmente não são próprias para slides, mas sim para textos mais longos com tipos menores. Fonte sem serifa foram criadas justamente para funcionar melhor à distância. Algumas boas escolhas: Helvetica (e sua cópia bastarda e inferior, Arial), Tahoma, Frutiger, Gill Sans, Lucida Sans, Vera Sans…

  • gigi

    valeu me ajudeu na escola

  • luhhh e rohhh

    Muito boa essa materia..espero que todos aproveitem as dicas!!!