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Como fazer o upgrade de disco no Acer Aspire Nitro 5?

Trocar o disco do Acer Aspire Nitro 5 não é um procedimento complexo, mas é sempre bom fazer um planejamento prévio e usar as ferramentas adequadas.

Em um post anterior intitulado — Vale a pena trocar o disco rígido SATA do Acer Aspire Nitro 5? — analisamos as diversas opções de upgrade de disco do Acer Aspire Nitro 5 que nas atuais versões AN515-51-50U2 e AN515-51-75KZ

… vêm equipadas com um disco rígido convencional (HDD) Western Digital WD10SPZX, um modelo da linha WD Blue de 5.400 rpm com 128 MB de cache e 1 TB que, apesar da sua boa capacidade de armazenamento, seu desempenho não é dos melhores se comparado com as soluções baseadas em memórias de estado sólido como os SSDs.

Dai, se você leu nossa análise e se convenceu que deseja fazer a troca do atual HDD do Nitro 5 por um SSD novo, seja ele do tipo SATA de 2.5″ ou no padrão m.2 2280 SATA ou NVMe, a boa notícia é que essa operação não é muito complicada, mas exige — é claro — alguma preparação prévia e o uso de ferramentas corretas, daí…

Nosso aviso sem compromisso:

Apesar de acharmos que esse procedimento é bastante simples de ser realizado, é claro que o usuário deve ter alguma prática no manuseio e instalação de componentes eletrônicos, de modo que:

Primeiro — Não podemos nos responsabilizar por qualquer dano que possa ocorrer no equipamento, de modo que caso o usuário decida pelo mesmo, ele deve fazê-lo por sua conta e risco.

Segundo — Se o usuário não se sentir seguro para realizar esse procedimento, sugerimos que procure uma assistência técnica de sua confiança para realizar esse serviço.

Terceiro — Sempre vale a pena relembrar que, no caso de dúvidas — o usuário pode sempre contar com o serviço de pós-venda da Acer (0800-762-2237) que dispõe de uma equipe técnica capacidata para orientá-lo sobre sua melhor estratégia de upgrade e de como realizá-lo da maneira mais segura, seja pessoalmente ou com a ajuda de uma assistência técnica especializada.

Ainda conosco? — Ótimo — Então vamos ao que interessa:

Lista de materiais:

Antes de mais nada o usuário deve selecionar e adquirir o disco SSD de sua preferência — que pode ser o novo padrão m.2 ou o mais tradicional que imita um HDD de 2,5″:

E por se tratam de equipamentos sensíveis a descargas elétricas — em especial as chamadas descargas eletrostáticas (ou ESD) — eles costumam vir protegidos dentro de saquinhos especiais e/ou blisters. Assim, nossa recomendação é que eles só sejam retirados dessas embalagens na hora de serem realmente instalados no equipamento:

E se você já é um iniciado (ou não) na arte de montar e desmontar coisas, é sempre bom dizer que o usuário deve utilizar ferramentas de boa qualidade e procedência.

No nosso caso, uma ferramenta necessária é uma pequena chave de fenda do tipo Philips, sendo que caso o usuário ainda não tenha uma e gostaria de adquiri-la, nossa recomendação é o kit de chaves de fenda de precisão da Stanley (código 66-052):

Trata-se de um kit de chaves mais voltada para trabalhos delicados e de precisão, formada por quatro com ponta de fenda (1,4 mm, 2,0 mm, 2,4 mm e 3,0 mm) e duas philips (#0 e #1) sendo o seu corpo feito de plástico com partes emborrachadas, o que proporcionam uma ergonomia até melhor que os tradicionais modelos feitos só de metal.

Nós temos um kit desses na Zumo-caverna há mais de uma década e — para nossa surpresa e admiração — ele continua firme e forte e, o mais importante, com as pontas intactas. E apesar da tampa dessa caixinha já ter sido perdida faz tempo, ela ainda serve hoje como uma bandeja organizadora:

A boa notícia é que esse produto não é caro e pode ser facilmente encontrado no varejo pela bagatela de ~R$ 20.

E para não perder nenhum dos parafusos do notebook durante sua desmontagem, também recomendamos o uso da Bandejinha magnética de 11cm da Daiso (~R$ 7,99) apesar de que qualquer recipiente, como uma tampa de pote, cinzeiro (limpo) ou até a caixa das chaves de previsão pode ser usado.

Outra ferramenta que pode ser útil na hora de abrir o portátil é a chamada “Pry Tool” uma espécie de espátula com ponta chata e/ou fina feita de algum tipo plástico macio ou metal

… que funciona mais ou menos como se fosse um pequeno pé-de-cabra que ajuda a soltar aquelas travinhas de plástico que mantém as laterais de um gabinete unidas e que são bem chatinhas de soltar porque elas são relativamente frágeis e fáceis de quebrar:

Essa ferramenta costuma fazer parte de kits de ferramentas usadas para desmontar smartphones e tablets…

…mas na falta deste, bons substitutos são palhetas de guitarra ou o nosso item preferido — cartões magnéticos — como aqueles usados como cartões de débito ou crédito (caducados é claro) ou chave de quarto em hotéis. Nós costumamos usar esses cartões “ao natural” mas há quem prefira cortá-los em ângulo…

… o que facilita a sua entrada entre as frestas do gabinete:

Outra dica bacana é de usar mais de um desses cartões para manter as partes que já separadas “desunidas”, evitando assim que elas voltem a se unir antes da peça ser totalmente liberada:

No caso do upgrade de disco SSD de 2,5″ também é necessário que o usuário tenha algum dispositivo/acessório que permita conectar um disco SATA com o PC via porta USB que estão disponíveis no mercado em diversos tipos e formatos, sendo os mais simples com a forma de cabos adaptadores…

… e os mais elaborados a forma de uma base de acoplamento como aquele usado em coletores de dados:

A nossa solução favorita são os gabinetes externos com porta USB, já que além de servir para fazer o upgrade para um novo disco, ele podem ser depois usados depois para abrigar o disco que foi trocado e reutilizá-lo como um disco externo.

O modelo acima fazia parte de um kit de atualização que acompanhava alguns discos SSD da Kingston. O seu grande atrativo é a sua facilidade e rapidez de instalar e desinstalar o disco já que o mesmo é só encaixado no conector SATA e fica no lugar graças ao uso de uma tampa deslizante equipada com uma trava manual, ou seja, ela foi feita sob medida para trocas rápidas de disco.

Já para transferir a imagem do atual disco de sistema (HDD de 1 TB) para o novo SSD também é necessário o uso de um utilitário de clonagem de disco.

No geral, cada fabricante de SSD costuma recomendar o seu próprio programa de clonagem, que pode ser um solução de marca própria ou customizada de terceiros, caso do Acronis True Image que possui versões específicas para Western Digital e Kingston. Já a SanDisk não possui um programa próprio mas recomenda o EaseUS TodoBackup uma versão menor e gratuita da versão paga que apesar do nome…

… possui uma ferramenta de clonagem bastante simples e direta do tipo “selecione o disco de origem”…

…selecione o disco de destino…

… confirme as opções…

… e inicie a clonagem:

De fato, usamos essa ferramenta tanto para clonar o HDD original a Acer tanto para o SSD SATA da Sandisk quanto para o da para o SSD m.2 NVMe da Western Digital.

Também recomendamos que durante o processo de clonagem, o notebook esteja sempre ligado na rede elétrica para que o procedimento (que pode demorar bastante tempo) não seja interrompido por falta de energia.

Assim finalmente e sem mais delongas…

Como instalar um novo disco SSD SATA:

Antes de mais nada, como o usuário irá manipular componentes eletrônicos sensíveis a descargas elétricas, o ideal é trabalhar sempre com uma pulseira antiestática ligado a um bom fio terra.

Mas se isso não for possível recomendamos que antes de iniciar o trabalho, o usuário pelo menos toque em um objeto de metal — como a parte de trás do gabinete do PC ou a moldura de alumínio da janela — permitindo assim que alguma possível carga acumulada seja eliminada.

Antes de mais nada, é preciso transferir a imagem do disco de sistema para o SSD. Para isso, instale o SSD no gabinete externo com porta USB e ligue-o no Nitro 5 que deve reconhecê-lo como um novo disco do sistema.

Se necessário entre no gerenciador de discos no painel de controle do Windows e inicie o SSD criando uma partição ativa e o formate.

Feito isso, instale o EaseUS TodoBackup no notebook e faça a clonagem do HDD original para o SSD externo e, ao fim desse procedimento, desligue o notebook e desconecte o cabo de alimentação da fonte de energia assim como o disco USB. Verifique novamente se o computador está realmente desligado,

Feito esse checagem, remova o parafuso que prende a tampa que dá acesso ao compartimento do disco rígido e remova o mesmo:

Note que o HDD está fixado numa fina capinha de metal que, por sua vez, está fixado no gabinete do notebook por meio de quatro parafusos…

… que também precisam ser removidos:

Note a existência de pequenas abas de metal na capinha, que podem ser usadas para puxar (com carinho) o disco do compartimento…

… restando apenas depois desconectar o disco do conector SATA…

… algo por sinal bem simples de ser feito porque o mesmo não fica soltado na placa mãe e sim na ponta de um cabo (uia!)

Feito isso, temos a primeira vista geral do HDD do Nitro 5, um WD Blue de 1 TB:

O próximo passo é remover os quatro parafusos laterais…

… liberando assim a capinha de metal do HDD:

A partir desse ponto basta fazer o caminho reverso, ou seja, retire do SSD do gabinete externo e prenda-o na capinha de metal…

… conecte-o no cabo SATA do Nitro 5…

… fixe-o novamente no compartimento do HD…

… e finalmente recoloque sua tampa e fixe-o com o seu respectivo parafuso:

Feito isso, a atualização do hardware está praticamente concluída…

… restando apenas ligar o portátil e — se tudo ocorrer de acordo com o esperado — o SSD será reconhecido pela BIOS como o disco de boot, o sistema operacional será inicializado e após alguns segundos ele estará pronto para uso:

Como já dissemos antes, para nós esse é o upgrade mais simples e menos complicado de ser feito já que, como vimos, basta transferir a imagem do HDD para o SSD abrir o compartimento do disco e trocar o disco velho pelo novo — simples assim!

E agora que você sabe como fazer o upgrade mais fácil, conheça agora o mais trabalhoso, ou seja…

Como instalar um novo disco SSD m.2 2280 (SATA ou NVMe):

Para ser sincero, esse procedimento não é exatamente o mais complexo mas é aquele que exige mais de habilidade por parte do usuário, já que neste caso é necessário remover toda a base do portátil.

Antes e mais nada coloque um pano macio sobre a sua mesa de trabalho e coloque o Nitro 5 ao contrário sobre o pano. Passe um tempo analisando todas as suas características físicas (aberturas, grades, furos, etc.) e procure localizar todos os furos de fixação existentes.

Feito isso, remova inicialmente as tampas que cobrem o compartimento do HDD e da DRAM e depois todos os outros parafusos visíveis na base. A boa notícia é que, ao contrário de outros modelos, o Nitro 5 não possui parafusos escondidos por baixo dos pezinhos de borracha ou das etiquetas de identificação.

Também é preciso remover os parafusos que fixam as tampas que dão acesso aos pentes de memória e ao HDD que também precisa ser desparafusado e removido:

Ai chegamos na parte mais chata desse procedimento que é remover a base, só que para isso é preciso soltar (com muito amor e carinho) todas as travinhas de plástico localizadas a redor de todo o perímetro do gabinete.

É nessa hora que entra em uso o Pry Tool — ou o nosso caso, o cartão magnético — cuja ponta deve ser inserida na junção da base com o plano do teclado e ser feita uma leve pressão no local (com muito amor e carinho) até que ela desencaixe. Pela nossa experiência, o melhor local para isso é num ponto de junção localizado no lado esquerdo do portátil, logo acima do slot para trava antifurto padrão Kensington:

Feito isso, basta ir avançando com a ferramenta pela borda do encaixe devagar (e com muito amor e carinho), sendo que a cada ponto de resistência o usuário pode até dar uma leve torcida no cartão para que as travas soltem mas — DE NOVO — sem forçar os encaixes! Com a prática, o usuário irá notar que isso é mais uma questão de jeito do que de força propriamente dita:

Como o usuário tem que percorrer um longo caminho até soltar toda a base, existe o risco das partes voltarem a encostar e travar. Para evitar isso uma dica bacana é colocar alguns cartões extras pelo caminho para manter a separação:

Chegando do outro lado, a tendência é que a base já esteja meio solta bastando apenas desencaixar (com bastante amor e carinho) a parte de trás do portátil para que ela saia por completo…

…revelando assim a placa-mãe em todo o seu esplendor — sendo que o slot PCIe Mini fica localizado num espaço à esquerda dos pentes de memória SDRAM:

Para instalar o disco SSD m.2 basta localizar o parafuso de fixação localizado na sua base (marcado H24) …

… removê-lo…

… e instalar o SSD M.2. Note que o cartão entra de maneira inclinada no slot…

… de modo que ela precisa ser pressionada com o um dedo para que ela fique na posição correta e possa ser fixada com o parafuso:

O resultado final é mais ou menos este:

Feito isso, coloque a base do portátil de volta no lugar começando pela parte de trás…

… e avançando pelos lados apertando as laterais para que as travinhas voltem a encaixar e finalmente instale alguns parafusos para fixar a peça, mas não todas caso você precise reabrir o portátil caso algo tenha acontecido de errado.

Observe que também é preciso reinstalar o HDD porque ele ainda é o disco de boot, sendo que após a inicialização do SO, o usuário deve ir no gerenciador de discos do Painel de Controle para verificar se o SSD foi reconhecido pelo sistema (no nosso caso o Disco 0):

Nesse ponto, a clonagem do disco de sistema para o SSD pode ser feita com o EaseUS TodoBackup , só que ao fim desse procedimento, o notebook precisa ser desligado e o HDD removido fisicamente no computador para que o novo SSD M.2 possa ser reconhecido como disco de boot e o sistema operacional ser inicializado pelo mesmo:

E (de novo) se tudo ocorrer de acordo com o esperado — o SSD será reconhecido pela BIOS como o disco de boot, o sistema operacional será inicializado e, após alguns segundos, ele estará pronto para uso:

E se depois de algum tempo o sistema se mostrar estável e o upgrade sem problemas, o HDD pode ser limpo e reinstalado no portátil para servir como um disco secundário de 1 TB para armazenar dados.

Simples não?

Porém, temos um aviso (muito) importante:

Se tudo ocorrer de acordo com o esperado, em tese o HDD original do Nitro 5 já poderia ser apagado e reutilizado em outra tarefa, como por exemplo ser instalado no gabinete USB e usá-lo como disco externo.

Porém, como o seguro morreu de velho, nós recomendamos — e muito! — que o usuário não faça isso de imediato e guarde o disco original em um local reservado e seguro por algum tempo até que você se convença que o upgrade foi realmente bem sucedido e que você não quer ou nunca mais vai precisar voltar para o HDD.

E quanto esperar? — Dias? Semanas? Meses? — Isso só você poderá responder 🙂